Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
• Raphael Veiga. • Aillyn Veiga, 16 anos. • Cólica e ciúmes. • @ldsc2011 __________________________________
RAPHAEL VEIGA.
Eu já tinha percebido que aillyn estava estranha desde cedo. Ela normalmente falava pelos cotovelos. Contava como tinha sido a escola, reclamava das provas, mostrava vídeos engraçados e passava boa parte da noite sentada ao lado dele no sofá.
Mas naquele dia, ela mal saiu do quarto, e quando desceu para jantar, andava devagar e mantinha uma almofada apertada contra a barriga.
— Tá tudo bem, filha? — perguntei quando ela sentou na mesa.
— Tô. - falou com um careta feia. Mas eu conheço minha filha e aquele "to" significava totalmente o contrário.
— Tem certeza?
— Tenho, pai. - Ela sorriu fraquinho e voltou a comer.
[...]
Algumas horas depois, decidi ir ate o quarto de Aillyn pra ver como ela está.
— Posso entrar? - pergunto depois de bater na porta.
— Pode. - Abro e vejo ela deitada de lado, abraçada ao travesseiro, com o celular na mão.
— Ainda tá doendo? - Me sento na ponta da cama.
— Um pouco.
— Cólica? - Aillyn assentiu e eu fiz uma careta.
— Aposto que nem doe tanto. - Digo para fazer graça e rio quando Aillyn me olha indignada.
- Nem doe? Você nao ia aguentar um dia assim, ta. - rimos deixando a brincadeira acabar.
— Quer que eu faça um chá?
— Quero.
— E uma bolsa de água quente?
— Também. - me levento para sair, mas, na mesma hora, o celular de Aillyn vibra em cima da cama, e, SEM QUERER, eu olhei para a tela.
Miguel 💙 "Dormiu, princesa?" "Melhora logo... amanhã quero te ver sorrindo de novo."
Eu pisco algumas vezes vendo as mensagens e Aillyn percebe, pegando o celular rapidamente.