1.0.9 | Pedri • Grávidez.

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• Grávidez

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Grávidez. pt2
• Pedro Gonzalez.
Leticia_jp25
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PEDRO GONZALEZ.

Os meses seguintes foram uma montanha-russa. Cada consulta, cada ultrassom, cada mudança de humor. Mas eu estava ali.

No primeiro exame, quando o som do coração do bebê preencheu a sala, senti o ar faltar. Olhei pra ela sorrindo com lágrimas nos olhos e percebi que aquele momento mudaria tudo.


- Meu Deu, pai. - ela disse, emocionada. - Ainda não consigo acreditar. - Ela diz com um sorriso.

Sorri, limpando as lágrimas disfarçadamente.

Alguns dias depois que ela me contou da gravidez, o namorado dela veio falar comigo. - o pai do bebê. Confesso que fiquei nervoso. Mas quando ele chegou, vi nos olhos dele o mesmo medo que vi nos dela naquela noite. Um garoto educado, nervoso, mas com verdade no olhar.

- Você entende a responsabilidade que tem agora, não é? - Digo enquanto aperto a mão dele.

Ele assentiu de imediato.
- Entendo, senhor. E quero estar com ela em tudo.

Olhei pra minha filha e o jeito como ela o olhava me fez soltar um suspiro e sorrir.

- Saiba que eu também vou estar aqui e vou ajudar vocês.

A partir dali, começamos a caminhar juntos. Eu via os dois se apoiando, se preparando, crescendo com cada obstáculo. E eu, no meio disso tudo, tentando equilibrar o medo e o orgulho.

Até que um dia, no meio da tarde,escutei minha filha me gritando.

- Pai! É agora! - a voz dela tremia.

Meu coração disparou. Peguei as chaves, ajudei Luna a descer as meninas escadas, paguei a bolsa do neném e saí correndo.

No hospital, encontrei o namorado da minha filha nos esperando chegar, enquanto suava frio.

Na hora do parto, fiquei ali, observando, tentando ser forte. Era estranho. o mesmo medo que senti no passado agora vinha misturado com um orgulho imenso.

Minha menina, que eu vi dar os primeiros passos, agora trilhava o próprio caminho... sendo mãe. Ainda é nova, é claro. Mas já é um outro capítulo da história dela.

As horas se arrastaram, até que, de repente, o choro de um bebê ecoou pela sala. A enfermeira sorriu e anunciou:

- É uma menina!

Senti as pernas tremerem. Caminhei até elas, vi minha filha exausta, sorrindo entre lágrimas, e o pequeno rostinho embrulhado nos braços dela. Toquei o bebê com cuidado, e as lágrimas vieram sem controle.

- Bem-vinda ao mundo, pequena. - murmurei. - E bem-vinda à bagunça da nossa família.

Naquele instante, entendi o que a vida queria me ensinar. Ser pai não termina quando os filhos crescem. Continua, muda de forma, mas nunca deixa de existir. E, agora, eu não era só pai. Eu era avô.

Olhei pra minha filha, cansada e feliz, e senti um orgulho que palavras não explicam. A vida havia dado mais um presente, e eu prometi, em silêncio, estar presente em todos os próximos capítulos.
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Pedro Gonzalez.
• Maitê Gonzalez.

• 𝘿𝘼𝙐𝙂𝙃𝙏𝙀𝙍 𝙊𝙁 𝙋𝙇𝘼𝙔𝙀𝙍𝙎. - 𝙄𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙚'𝙨.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora