Chego em casa, ainda vestindo a roupa do treino. Assim que entro, dou de cara com aillyn que estava deitada no sofá, mexendo no celular, sem nem perceber minha presença.
- Aillyn, quantas vezes eu vou ter que falar que é pra você fazer suas lições antes de ficar mexendo no celular? - Digo, cruzando os braços.
- Aí, pai. - Ela bufa. - Já fiz, né. Eu não sou uma criança de 5 anos, não!
Que?
Franzi o cenho, bem surpreso com a usa resposta.
- Olha o jeito que você fala comigo, menina! - Digo mais alto, indo até ela. - Eu sou seu pai e voce me respeita!
- Eu tô te respeitando, cara! - Cara? - Mas você fica falando comigo como se eu fosse um criança.
Respiro fundo, tentando controlar a minha raiva. Eu sei que ela está naquela fase que todo adolescente passa, mas eu não vou aceitar esse desrespeito, não!
- Pode subir pro seu quarto! E já me dá o seu celular. Vamos ver se assim você lembra quem manda aqui. - Aillyn bufa de novo, mas me entrega o celular e caminha até a seu quarto.
Fico a vendo subir, ainda sentindo a tensão no ar. Passo as mãos no rosto, respirando fundo.
Não é a primeira vez que ela me responde assim, mas parece que a cada dia tá pior. Escuto a a porta de seu quanto batendo e fechou os meus olhos com força, me segurando para não subir lá e piorar ainda mais a briga.
Me jogo no sofá e vejo seu caderno com todas as questões de matemática feitas, certinhas. Sinto uma pontada de culpa. Ela fez a tarefa, mas me respondeu daquele jeito e isso já é desrespeito.
Já não é fácil ser jogador de um grande clube, mas chega às pés de como é educar um adolescente. ____________________________________________
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