Capítulo 04

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Perdoem os erros.

Max examina toda a cena do crime com atenção. As suas mãos estavam ensanguentadas, e os seus cabelos negros completamente desgrenhados. Os seus batimentos estavam descompensados, e as suas mãos levemente tremulas. O que ele mais temia aconteceu. Os corpos das vitimas estavam espalhados pelo o chão da boate, as luzes piscantes ainda brilhavam perante a escuridão fazendo com que o os corpos falecidos se tornarem ainda mais nítido.

— Diabos! O que você fez Álvaro?

— O que eu fiz? O que o seu irmão fez. Se esse bastardo não estivesse feito uma reunião pelas as minhas costas, nada disso teria acontecido — Murmurou Álvaro ainda exaltado.

— Muito adulto da sua parte culpar os outros pelo o seu descontrole, Álvaro.  — Murmurou Halel. Os olhos de Álvaro estreitaram-se em direção ao seu irmão.

— Fica na tua Halel.

Max ouviu o seu irmão bufar.

— Ou vai fazer o que? — Perguntou Halel sarcasticamente, enquanto cruzava os braços acima do seu peitoral demonstrando confiança.

— Você não passa de um bastardo de merda, não perderei meu tempo com você.

Halel sorriu ferozmente.

Todos os irmãos encaravam a discussão de ambos com atenção e expectativa, não iria demorar muito para que um partisse para a agressão. E com certeza aquilo seria épico e emocionante.

— Tinha certeza que você iria ser um fracote. Você não passa de um... — Álvaro estava preste a avançar em cima de Halel, quando Max o segurou fortemente pela jaqueta o fazendo recuar para trás

—Já chega vocês dois! Essas mortes não foram o suficiente para vocês? Deveriam se envergonhar por fazer esses tipos de cenas. Somos os Sete Pecados Capitais não somos humanos, não precisamos agir como eles. — Grunhiu Max em um tom reprovador.

Cansado do pequeno show dos seus irmãos, Aquiles levantou-se do seu acento inquieto. Ele queria sair daquela boate o mais depressa possível. Precisava respirar, precisar ficar sozinho.

— Diabos até quando teremos que ficar preso nesta pocilga? Está mais que nítido que nós não tivemos nada a ver com essa chacina. As câmeras podem comprovar isso. — Murmurou Aquiles, com o semblante impaciente.

Max encarou o seu irmão com atenção. Era óbvio que eles tinham algo a ver com aquilo, se não fosse pela sua estupidez com toda a certeza todos aqueles humanos estariam vivos.

— Não tenho tanta certeza quanto a isto, senhor. — Uma voz feminina soou pelo salão de festa. Todos os Sete irmãos miraram os seus pecadores olhos em direção a uma mulher de estatura baixa. Suas botas soavam rápidas enquanto o irritante barulho arranhava todo o chão do salão de festas enquanto ela se aproximava do campo de visão de ambos.

Seu corpo estava dentro de uma calça jeans preta ajustada sob medida, enquanto a sua camiseta branca se matinha dentro das calças, abraçando perfeitamente as suas curvas. Ao lado do seu quadril se encontrava o seu distintivo policial, os seus devassos cabelos negros estavam presos em um enorme coque bem alinhando, enquanto os seis fascinantes olhos azuis faiscavam diante da luz piscante.

Max encarava a mulher fixamente que chegou a arfar, ela parecia um pequeno anjo caído, ela parecia diferente

— E quem é você? —Perguntou um dos seus irmãos. Orgulho não era um dos mais confiáveis, ele sempre fazia qualquer coisa para se dar bem, seja na sedução ou em um ataque sangrento.

— Sou a delegada Rebecca, e vocês são os meus detidos até segunda ordem. Então aconselho aos cavalheiros que se sentem e esperem ser convocados. Meu detetive estará a caminho em poucos estantes.

CORROMPIDOOnde histórias criam vida. Descubra agora