Capítulo 76

984 87 15
                                        

Versão Alecc.

Sentado no banco do parque principal da cidade ele a observou caminhar com leveza e de forma tão sutil que mais parecia estar deslizando sob a calçada da rua. Ele se sentia um cretino, a morte era pouco para o que ele havia feito. O preço da traição valia mesmo a pena? Ele se recordava com clareza do que o seu mestre havia o dito: "a companheira deve morrer" e ele também se lembrava do que havia dito a Rebecca. "Você não vai morrer! Prometi salvar a sua vida e será isso que eu irei fazer. Agora quanto a está coisa.... Não posso garanti que sobreviva" e era verdade. A situação em que o bebê havio o colocado era bastante delicada e pergiosa ele estava lutando literalmente entre a cruz e a espada. De um lado lutava contra os que repudiavam a sua raça, já do outro ajudava a combater a injustiça que a sua raça fazia com quem não merecia. O fato é que Alecc era um homem de princípios e o que mestre faziam era totalmente o oposto do que ele acreditava. Se fosse sincero consigo mesmo diria que estava cansado. As pessoas sempre temeram os vampiros sejam em contos, lendas, histórias de romance em todos eles os vampiros são comparados a espécies sangue-sugas, traiçoeiras, maldosas e cruéis nunca na história os vampiros foram comparados a seres heróicos ou promovendo a paz, sempre são comparados a monstros da meia noite e o que ele podia fazer para mudar isso? Bom, nada. Ele sabia que por mais heroico que tenha sido as suas ações a humanidade jamais o reconheceria.

Agora sentado em um banco frio e cinzento ele se perguntava qual seria a sua próxima jogada. Tudo havia sido muito bem pensando, para que Rebecca pudesse sobreviver ele usou uma espécie de poção que havia ganhado de uma bruxa anos atrás em uma caçada ao tesouro, era óbvio que para que o seu plano pudesse dar certo apenas ele teria posse do antídoto, sendo assim, a bruxa que havia lhe dado partiu para outra cidade a sua identidade nunca foi revelada de verdade, ela era como uma sombra ninguém a via, ninguém a tocava, ninguém a ouvia, era perfeita para não ser encontrada. Por essa dádiva ter caído em suas mãos Alecc não tinha preocupações em ser descoberto, a poção era perfeita ela não iria mata-la mais iria à deixar sob um coma tão profundo que a maioria diria que estava morta. Quanto ao feto ele também não estava mentindo, a sobrevivência da criança no ventre seria quase nula, sem que Rebecca pudesse respirar o oxigênio não seria repassado para o feto o que causaria a sua morte. O que seria uma pena, por mais cruel que parecesse ele gostava da mulher e odiaria ser o motivo para fazê-la sofrer. Mais ele sentia que não tinha escolha, se não tivesse o feito o seu mestre iria sentir o poder da criança e logo a sua farsa em dizer que mulher já estava morta iria vim a tona, causando também a sua morte.

Agora para que o seu plano pudesse dar certo, o que ele precisava era que os pecadores notassem que Rebecca de fato não estava morta e sim envenenada. O que não seria nenhum problema já que eles tinham em mãos o melhor doutor da cidade. Não demoraria muito para que o Xamã pudesse notar que a mulher estava sob uma maldição e então alertar aos pecadores, logo eles ligariam os fatos e então chegariam a conclusão de que foi Alecc quem causou tamanho transtorno.

E então a única coisa que ele deveria fazer era esperar. Max não era burro, nem ingênuo ele jamais iria caminhar para uma armadilha sem um plano. Ainda mais depois do que os vampiros fizeram com ele, só de imaginar a cena voltando em sua mente de como ele o encontrou fazia o corpo do vampiro se arrepiar. De fato alguns vampiros podiam ser até mesmo pior que um monstro.

Ainda observando a bela moça passar Alecc achava estranho a forma como ela reagia ao olhar fixo dele. Geralmente as mulheres se sentiam um pouco ameaçadas diante do seu olhar, a reação corporal delas era sempre notável o fluxo sanguíneo se agitavam junto aos seus batimentos cardíacos, as suas mãos pareciam ficar sempre tremulas e suadas. A observação repentina para trás também era um sinal de que a presa estava se sentindo ameaçada. Mais de alguma forma a humana que ali passava parecia ser imune ou não notar o quão fixo Alecc a observava. Parecia que ela não se sentia uma presa o que era interessante porque geralmente as únicas pessoas que não se sentiam ameaçadas com o seu olhar fixo era os da sua própria raça e os... Pecadores.

CORROMPIDOOnde histórias criam vida. Descubra agora