Capítulo 09

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Perdoem os erros...

A delegada acordou sob um leito desconhecido. Tudo ao seu redor cheirava a lavanda e essência masculina.... Por Deus e que essência. Sua cabeça pesava uma tonelada e as suas pesadas pálpebras doíam dolorosamente. Rebecca sentia como se estivesse acabado de sair de um ringue. O sue cérebro ainda estava aéreo, mais aquela maldita dor de cabeça roubava-lhe toda a cena. Rebecca gemeu instantaneamente ao notar o quão pesado o seu corpo aparentava estar.

Talvez estivesse sonhado... Talvez nada daquilo seja verdade, talvez ela esteja apenas em seu quarto, sobre os seus lençóis, junto ao seu despertador. Talvez tudo aquilo não passe de um terrível pesadelo e que aqueles sete homens... Por Deus os seus suspeitos. Rebecca levantou-se em um sobressalto, de repente a sua dor de cabeça foi substituída por adrenalina... Pura adrenalina.

Suas vestes estavam jogadas em diversos lugares do imenso quarto masculino. Se Rebecca não tivesse plena consciência de que nunca havia ingerido bebida alcoólica, poderia jurar que teve uma noite louca e extremante quente. O seu corpo completamente exposto sob os lençóis negros.

O que restava em seu corpo era apenas a sua pequena camiseta branca, junto a sua ligeira lingerie preta e rendada.

Instantaneamente Rebecca cobriu-se com o lençol de seda negro. Os seus olhos lançaram-se rapidamente para um enorme e formoso espelho que estava posicionado em frente a cama skin. Rebecca franziu o cenho. Porque estava despida e descabelada? Rebecca não se recordava de ter saído da boate... Será que... Os seus olhos vagaram sob o quarto com atenção e cuidado. O quarto era cheio de cortinas brancas, o criado mudo era formoso e adorável parecia uma digna obra de arte com o seu contorno angular e estreito. Em cima do criado mudo pousava um pequeno abajur junto a um despertador atualizado, daqueles que canta a sua musica favorita ao acordar. Rebecca sempre desejou ter um objeto daqueles mais infelizmente o seu padrão de vida não permitia tal luxo.

As enormes e exageradas portas francesas se abriram e de lá surgiu o seu principal suspeito. Rebecca correu em direção a cama no intuito de proteger-se. Os olhos do homem pousaram sob os dela, o seu rosto era uma mascara de crueldade, as suas feições estavam rígidas e fechadas, assim como ela havia o visto na boate.... Um possível assassino de aluguel.

Rebecca aproximou-se do criado mundo sorrateiramente, apanhando de lá o relógio despertador de ultima geração. No fundo Rebecca se sentia alegre em destruir algo que sempre desejou... Poderia ser egoísmo da parte dela mais o seu lado malévolo adorava aquilo.

— Se eu fosse você, colocaria meu bebê onde você o achou. — A voz do homem saiu carregada de ordem e superioridade. Rebecca odiava aquilo. Sua mão levantou-se junto ao objeto, ela estava mais que preparada para arremessar aquele objeto sob o homem que estava bem a sua frente.

— E se eu não quiser? — Sua voz saiu carregada de sarcasmo e desobediência. Seguir ordens não era o forte da delegada, ela nunca obedecia, pelo o contrario ela sempre mandava... Sempre ditava as regras... Sempre ordenava.

— Acredite querida, você não irá pagar para ver. — Sua voz soou como uma ameaça cortante. E os instintos da delegada gritaram para afasta-se Dalí.

— Vá se ferrar você e as suas ameaças, seu babaca. — Berrou a delegada ferozmente. A delegada esperou pacientemente a resposta do seu suspeito. Talvez ele ainda esteja assimilando a suas palavras, ou talvez esteja obtenho alguma estratégia de resposta... Mais o fato era que a delegada Rebecca esperava de tudo daquele homem, menos o que acabava de ouvir... Aquilo era uma gargalhada? A delegada o encarou ruborizada... Ele estava realmente rindo dela?

Suas sessões de gargalhadas cessarão... Os ombros do homem estavam muito mais relaxados, e as feições estavam suavizadas.

— Sabe... Você realmente deveria ser destinada a Álvaro... Ele é um tremendo boca suja, assim como você! Ainda não entendo o porquê do destino ter... Não importa não é mesmo? O fato é que você está aqui e...

A delegada franziu o cenho.

Do que diabos ele estava falando?

— Está bêbado? Ou drogado? Se for um viciado posso te indicar uma...

— Eu não sou um viciado... Não ingiro drogas! Tudo bem as vezes exagero na bebidas mais quem nunca o fez? Você não deveria julgar o livro sem nem ao mesmo abri-lo primeiro. — Defendeu-se o homem. A Delegada lhe lançou um olhar penetrante. Ele literalmente não aparentava ser um viciado, o seu corpo denunciava aquilo. Ninguém em perfeita musculatura e beleza sobrevive sob o feito da droga, se ele utilizasse drogas provavelmente destruiria o seu tão formoso corpo que possuí. Por mais que a delegada odiasse admitir, aquele homem era um pedaço de mal caminho.

O homem desconhecido deu um passo á frente, ele estava disposto a arrancar aquele objeto de suas mãos, estava disposto a intimida-la. O coração da Delega batia cada vez mais forte. Mesmo sem pressionar o seus dedos sob o local onde havia batimento cardíaco, Rebecca pode ouvir facilmente as fortes pancadas que o seu coração fazia sob o seu peito. A cada passo que aquele homem dava em sua direção, a cada milésimo de segundos que ele se aproximava, o seu corpo e a sua mente se transformava em pura nevoa, era como se Rebecca estivesse vendo apenas borrões... Ela podia sentir que estava perdendo o seu ar, ela podia sentir que aquele imenso quarto de repente estava ficando cada vez mais sufocante... Ela sentia que estava perdendo a sua consciência novamente.

Mesmo lutando contra aquele pesando e tenebroso sono, a delegada Rebecca não resistiu á tentação que o seu corpo lhe proporcionava. Aquilo era um convite para a perdição, a Delgada se sentia presa em seu próprio corpo, sentia que estava preste a pular em seu próprio precipício.

— Vamos lá querida... durma! — Uma penetrante e sensual voz brotou em sua mente... Mesmo estado preste a ter um colapso nervoso, a Delegada simplesmente não conseguia responder mais ao seu corpo. As suas pesadas pernas foram cedendo como verdadeiras gelatinas, e o seu corpo foi amolecendo-se cada vez mais, não demorou muito para Rebecca sentir o chão frio e duro sob as suas costas. O objeto que antes era a sua arma protetiva, agora não valia mais de nada.

Mesmo estando em algum tipo de traze ou hipnose do sono a Delegada podia ouvir facilmente a voz do seu suspeito, soar em sua mente, com uma pequena pena pousando sob o chão. Leve e delicada.

— Seja bem vinda minha Companion.

CORROMPIDOOnde histórias criam vida. Descubra agora