Capítulo 71

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Perdoem os erros.

Gael segurava a sua arma em punho como o seu próprio amuleto. A arma prateada lhe dava o manuseamento perfeito junto ao seu corpo, ele estava tenso. Gael havia recebido tantas armas e munições que chegará a acreditar que eles roubaram um batalhão do exército.

Sacudindo a sua cabeça em negação, ele voltou a encarar a porta com expectativa. A madeira rangeu junto a passos de botas pesadas, Gael destravou a sua arma com rapidez e agilidade. Prendendo a sua respiração, ele segurou a sua arma com firmeza o suor de suas mãos fazia com que o metal em punho escorregasse alguns segundos.

Limpando ambas das mãos em sua calça, a porta estava prestes a se abrir do lado de fora ele pode vê a sombra do homem robusto surgir aos poucos sobre a brecha da porta, antes que o suspeito pudesse entrar Gael não exitou em aperta o gatilho dando alerta de aviso a quem oussasse ultrapassar a madeira. O som da pistola ecoou sobre o casarão causando um eco extravagante, o cheiro de pólvora preencheu a suas narinas e junto a ele surgiu a expectativa, Gael sabia que havia acertado alguém pois antes que ele pudesse fazer a sua varredura  o ser invasor soltou um gemido insatisfeito enquanto recuava um passo para atrás.

Gael lançou um olhar sob a espreita da porta com cautela, abaixando-se de modo que não pudesse ser atingido, ele encarou o invasor sentar sobre o chão da pequena sacada com surpresa.

Dios Mio! — Aquiles sentava sobre o chão com as feições doloridas, em seu ombro havia um ferido. O sague se espalhava sobre toda a sua camiseta branca com rapidez, a mancha de sangue parecia desproporcional junto ao tecido fino da camisa.

Gael engoliu em seco.

— O que veio fazer aqui? — Questionou Gael, enquanto guardava a sua arma e corria em sua direção para socorre-lo.

Aquiles reprimiu um gemido quando o detetive encostou em sua ferida recentemente aberta.

— Dá próxima vez que atirar, certifique-se de que seja realmente um inimigo. — Disse ele em um rosnado.

Gael reprimiu os lábios.

— Regra número um da alto defessa, nunca espere quando você pode agir. — Aquiles bufou.

— Essa regra está errada! Irei corrigi-la para você, quando estiver com uma maldita arma em mãos, certifique-se que seja o seu inimigo. — Rangeu.

Gael deixou escapar um longo suspiro.

— Tudo bem, vamos entrar para dentro. Não sei o que você faz aqui mais não é seguro estarmos do lado de fora. — Acoselhou o detetive. — Vamos?! Eu te ajudo a entrar.

Aquiles estava prestes a lhe dizer que não era necessário ser carregado para dentro do casarão, quando os seus fortes braços foram colocados sobre os ombros frangolino do detetive. Seu corpo foi levantando em um impulso rápido, e Aquiles se surpreendeu ao notar o quão forte era o detetive.

— Não precisava. — Murmurou Aquiles, enquanto ambos entravam na casa em passos lentos. Gael fechou a porta atrás de si com apenas um pontapé enquanto guiava Aquiles para junto ao sofá. Mais antes que eles pudessem chegar ao móvel, Max surgiu no topo das escadas com as feições afobadas e preocupadas.

— Mais o que diabos.

— Vocês não param de blasfemar? — Questinou Gael, enquanto colocava Aquiles sobre o sofá empoeirado. Aquiles bufou. — Se você soubesse o que realmente somos, não se importaria com as nossas blasfémias.

Gael lhe lançou um olhar estreito.

— Não tenho dúvidas quanto a isso. — Max desceu as escadas com rapidez, a cada passo que ele descia a madeira das escadas velhas pareciam se romper. — O que diabos está fazendo aqui? Eu ouvir tiros.

CORROMPIDOOnde histórias criam vida. Descubra agora