Duas famílias.,
Duas mulheres grávidas.,
Duas crianças.,
Um menino.,
Uma menina.,
Uma única data.,
Uma única maternidade...
Duas crianças nascem,crescem,se conhecem,se apaixonam e descobrem um segredo:
Estão com as famílias trocadas.
O que será que...
Acordei um pouco mais disposta. A febre passou, mas estou com secreção nasal,e uma tosse terrível.
Levantei, tomei um banho para relaxar e fui para a cozinha. Encontrei meus pais tomando café da manhã.
-Melhorou filha?_papai pergunta.
-Sim. Acho que hoje vou à faculdade._puxo uma cadeira e sento.
-Jéssica, é melhor você não ir. Espera a gripe acabar!_mamãe diz.
-Não posso. Talvez a gripe demore acabar. Não posso ficar faltando._respondo.
Meu pai terminou de comer e foi para a loja. Minha mãe foi à quitanda comprar algumas frutas. Terminei de comer e fui para a sala. Liguei a tv e fiquei vendo desenho.
Alguém bate na porta, levanto e vou abri-la para ver quem é. Vejo a Ana, de costas. Ela se vira e entra. Sento no sofá e ela senta ao lado.
-Quero saber de tudo! O que o Eduardo falou? Teus pais ficaram bravos?_ela questiona, cruzando as pernas e colocando uma almofada por cima.
-Calma, Ana! Uma pergunta de cada vez._peço.
-Então, responde logo!_ela insiste.
-Meu pai não estava em casa. A minha mãe, gostou muito dele. E, ele não falou nada demais. Apenas veio saber se eu estava me sentindo melhor._explico.
-Está me escondendo alguma coisa dona Jéssica?_Ana provoca.
-Claro que não! Por que esconderia? Foi uma simples e rápida visita.
Ela arqueia a sobrancelha.
-E, obrigada por ensinar ao Eduardo, onde fica a minha casa._finalizo.
-Ainda vou ser muito elogiada por tudo que faço por ti._ela se defende.
Sorrio.
Ana está sendo dramática. As horas passaram rápido, Ana foi para casa. Minha mãe chegou e está servindo o almoço. Meu pai vai comer na loja, ele levou uma marmita. Ela conversa comigo, enquanto almoçamos.
Após o almoço, fui para o quarto. Escovei os dentes, tomei banho, concluí um trabalho que estava inacabado e me arrumei.
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Voltei à cozinha, me despedi da mamãe e saí. Encontrei a Ana em uma lanchonete próxima à minha casa. Fomos para a parada de ônibus.
Depois de algum tempo esperando, o transporte chega. A porta se abre e nós entramos. Sentamos atrás, porque na frente, não há cadeiras vazias.
Chegamos à faculdade, descemos do ônibus e entramos no nosso local de estudo. Entramos na sala, poucos alunos estão aqui. Começo a tossir, pego um xarope na mochila e tomo uma pequena quantidade na tampinha do vidro de remédio.
A aula começa.
Estou atenta à aula, quando ouço o bip do meu celular, indicando que acabo de receber uma mensagem.
Jéssica, Beto me disse que o Edu está pedindo teu número de celular. Posso dar? Não demora responder!
Leio e respondo.
Ok! Pode dar o número!
Ana lê a minha resposta e envia um "ok".
Fim de aula, guardo minhas coisas na mochila e saio da sala. A Ana me segue. Quando passamos pelo corredor, encontro Beto e Eduardo nos esperando.
-Jéssica, quero falar contigo!_ele segura em minha mão.
Ana chama o Beto para ficarem um pouco mais distante de nós.
Eduardo começa a falar comigo.
-Quer sair comigo?_ele pergunta, me deixando sem reação.
-Sair? Para onde?_fico nervosa.
-Quero te levar para jantar. Aceita?_ele continua segurando minha mão.
-Eu aceito. Quando você vai me levar?_pergunto.
-Hoje. Eu sei que você está gripada, mas isso não é problema. Passo pra te buscar, às 7:30hs. No máximo 8:00hs._ele diz.
-Vou está esperando._afirmo, me despedindo.
Chamo a Ana para irmos embora. Estamos novamente na parada de ônibus. Enquanto esperamos, conto para ela sobre o jantar. Ana parece uma maluca. Ficou mais feliz do que eu. O ônibus chega, mais uma vez, estamos indo para casa.
Ana foi para a casa dela,e eu acabo de chegar na minha. Passo o resto da tarde, escolhendo roupa, sapato e todos os acessórios que vão compor o meu look. Quando contei à minha mãe sobre o convite que recebi, ela pareceu feliz. Apenas se preocupou com a minha gripe, mas não é tão grave. Não é a pior das doenças. Eu não contei para o meu pai, no entanto, ela disse que fará isso por mim.
A noite chega. Tomo banho, me visto e olho no espelho.
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Acho que estou bem assim. Se o Eduardo não gostar, o problema é dele. Vejo a hora no relógio, são 7:55hs. Ouço um carro buzinando em frente à minha casa,e saio para ver se é o Eduardo.