Há uma semana, nos mudamos para o apartamento alugado. Vó Matilde ficou entristecida, mas explicamos que é melhor termos o nosso lar, nossa privacidade.
Ontem, fiquei sabendo que estavam à procura de alguém, para trabalhar em uma biblioteca.
Achei que não teria problema algum, em tentar. Depois da aula, fui à biblioteca, pedi informações sobre o emprego, e decidi concorrer à vaga.
Hoje, recebi um telefona, informando que o emprego seria meu.
Vou continuar no curso pela manhã, e à tarde, irei trabalhar. É um emprego de meio período e o salário não é tão alto, porém, vai dar para pagar algumas contas e comprar uma parte do enxoval do bebê.
Eu falei da gravidez, e mesmo assim fui aceita. Afinal de contas, trabalhar em uma biblioteca, não vai consumir toda a minha energia. É um emprego leve. Ficarei sentada, atendendo as pessoas que chegarem, tirarei a poeira dos livros. Não é nada cansativo.
Guardei nossas roupas, fiz o jantar, tomei um banho, e me vesti. O apê não é tão grande. Não temos móveis, então o Eduardo alugou um apartamento mobiliado. A única coisa que eu precisava arrumar, eram nossas roupas e objetos pessoais.
Quando ele chegou, eu servi o jantar. Falamos sobre o nosso dia, sobre o bebê e também, a respeito dos nossos pais.
—Jéssica, eu sei que você está tentando parecer forte, mas por dentro, a tristeza te domina.–Ele acariciou meu rosto.
—Eu não vou negar. Tem sido muito difícil para mim, viver com essa dor. Todos os dias, penso em meus pais, e lembro que eles são seus. Lembro que a Mariana, com toda aquela arrogância, foi quem me deu a vida. Que Bianca, é minha irmã. A irmã que nunca tive. Lembro que não sei, quem é o meu verdadeiro pai. Não está sendo fácil. Todos os dias, carrego essa angústia no peito. Tenho vontade de deitar, e nunca mais sair daquela cama, mas quando recordo que carrego um ser em meu ventre, sigo em frente. Tenho certeza, que você leva consigo esta mesma dor. –Respondi, e em seguida o abracei.
—Realmente, não tem sido fácil. Viemos para cá, deixando no Brasil, as pessoas que amamos, nossa vida, nossos sonhos. E mesmo sofrendo, tentamos ser fortes, a fim de lutarmos por nosso filho, e sermos os pais que ele merece ter.
Talvez tenhamos sido covardes. Acabamos fugindo do problema, quando na verdade deveríamos enfrentá–lo.
Nada vai mudar o que aconteceu. Fomos trocados, a culpada está presa. Nos afastamos de todos, e eu espero que isso sirva para alguma coisa.
Depois do jantar, fomos dormir.
Levantei antes do Eduardo. Eu precisava preparar o café da manhã.
Quando coloquei a jarra de suco na mesa, senti mãos agarrarem minha cintura.
Eu estava usando uma camisa do Edu, e não havia nada por baixo.
—O café está servido.–Falei, com a voz falha.
Ele estava com as mãos por baixo da camisa, e dedilhava delicadamente, minha região íntima.
—Quero que seja, meu desjejum! –Ele sussurrou ao meu ouvido.
—Edu, temos que sair. –Tentei fazê–lo lembrar.
—Temos tempo de sobra. –Respondeu, beijando meu pescoço.
Fui colocada na mesa, e aguardei que ele se posicionasse entre minhas pernas. Naquele momento, deixei que os problemas desaparecessem, e permiti que Eduardo me possuísse, na mesa da cozinha.
Quando a aula terminou, pedi ao Edu para me buscar.
Almoçamos juntos, em casa. Por volta de 1h00min da tarde, saímos novamente. Ele tinha que ir à empresa de laticínios, e eu à biblioteca.
No final da tarde, encontrei o Rafael. Conversamos um pouco, e eu o convidei para jantar conosco.
Ele aceitou o convite. Comuniquei ao Edu, e ele concordou.
Por volta das 7h15min da noite, Rafael apareceu no apartamento. Conversamos um pouco, e depois fomos para a mesa.
—Eduardo, eu estou namorando Bianca à distância.–Rafael disse, aparentando estar nervoso.
—Rafael, mesmo não sendo irmão biológico da Bianca, nunca vou deixar de vê–la como minha irmã. Fomos criados juntos, eu a vi nascer. Sempre serei o irmão mais velho, que protege, cuida. Eu a amo muito, e espero que você não a faça sofrer. –Eduardo falou, muito sério.
—Como você já sabe, Bianca é minha irmã. Não fomos criadas juntas, tem pouco tempo que ficamos sabendo do nosso parentesco, mas eu já gostava dela antes, e agora, eu a amo. Não faça Bianca sofrer! Isso é uma ordem.–Falei, deixando bem clara, minha opinião a respeito do assunto.
Espero que não tenhamos assustado o Rafael. É importante esclarecer a nossa posição, com relação ao namoro dele com Bianca.
Quando ele foi embora, eu assisti um filme com o Edu, e depois fomos dormir.
No dia seguinte...
Depois do curso, fui visitar a vovó. Ela me deu uma bronca, por está trabalhando. Eu expliquei que, trabalhar em uma biblioteca, é algo que qualquer grávida pode fazer.
Vovó queria dar um carro novo ao Edu, mas ele não quis aceitar. Com muita insistência, ela conseguiu que ele aceitasse o carro dela.
Ela me levou ao médico, para saber como anda o desenvolvimento do bebê. Felizmente, está tudo bem. O Dr. Guedes é muito atencioso.
Ao sair da clínica, fomos às compras. Ela me convenceu a aceitar muitos pacotes de fraldas, e diversas roupinhas.
Chegamos em casa, cheias de sacolas. Depois, ela pediu que o motorista me levasse para o trabalho.
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Trocados Na Maternidade
RomanceDuas famílias., Duas mulheres grávidas., Duas crianças., Um menino., Uma menina., Uma única data., Uma única maternidade... Duas crianças nascem,crescem,se conhecem,se apaixonam e descobrem um segredo: Estão com as famílias trocadas. O que será que...
