À procura de emprego

1.4K 138 12
                                        

Acordei às 6:00hs da manhã, tomei um banho rápido, escovei os dentes, me arrumei e saí para procurar trabalho.

Ontem à noite, antes de dormir, preparei vários currículos. Quando saí de casa, meus pais ainda estavam dormindo.
Deixei um bilhete no meu quarto, explicando a minha ausência. Caso a minha mãe me procure no quarto, ela vai encontrar o bilhete e saber onde estou.

Entreguei currículo em lojas, supermercados, lanchonetes, restaurantes e até em uma empresa, onde estão precisando de secretária. Espero ser contratada, por alguma delas.
Meus pais não vão gostar do que estou fazendo, mas não posso ficar de braços cruzados, enquanto eles enfrentam essa situação sozinhos.

Tiro o celular da bolsa e vejo a hora. São 8:00hs da manhã, vou parar em uma lanchonete e tomar um suco.

Entrei e acabei de puxar uma cadeira para sentar.
Uma moça ruiva muito bonita, vem me atender.

—O que vai querer?_ela pergunta.

—Um suco de limão com hortelã.

—E para comer?_ela anota o meu pedido.

—Uma fatia de torta de frango com catupiry.

—Eu não demoro._ela sai.

Ainda faltam uns cinco currículos para entregar.
A ruiva traz o que pedi. Ela coloca o suco e a fatia de torta na mesa.
Tomo o suco e provo a torta. Meu celular toca, olho na tela e vejo que é uma mensagem do Eduardo.

Abro a mensagem e leio.

"Jéssica, não fique com raiva de mim! Te peço perdão pelo que fiz ontem.
Por favor, fala comigo!
Se você não me procurar, vou até a sua casa, hoje à noite."

Eu juro que tento me afastar do Eduardo, mas ele não me deixa em paz.
Termino de comer, pago a conta e saio da lanchonete.
Entrego os currículos que faltam e vou para a parada de ônibus.

O ônibus chega, levanto de onde estou e entro no mesmo. Coloco os fones de ouvido e ouço uma música para relaxar.

Cheguei em casa, quase na hora do almoço. Entro em casa e encontro minha mãe esperando no sofá da sala.

—Jéssica, senta aqui!_ela mostra o sofá.

—O que aconteceu?_sento ao lado dela.

—Eu li o bilhete. O que foi que eu disse, sobre você apenas estudar? Não queremos que trabalhe, enquanto não se formar.

—Mãe, não posso ficar só obsevando o problema, sem fazer nada.

—Filha, eu e seu pai vamos dar um jeito. Seu pai foi ao banco, tentar fazer um empréstimo.

—Como ele vai pagar?_levanto do sofá.

—Daremos um jeito. Vou preparar a mesa para o almoço.

Guardei a pasta e a mochila no quarto.
Tomei um banho e fui para a cozinha.

Sentei ao lado da minha mãe, coloquei a comida no prato e comi em silêncio. Ela também não disse uma palavra.
Meu pai saiu do banho e veio almoçar.

—Filha, sua mãe já me disse onde você estava. Não quero que trabalhe agora. Quando estiver formada sim, mas agora não.

Permaneço de cabeça baixa, comendo.

—Conseguiu o empréstimo que queria?

—Não, mas não vou desistir.

Vou ao quarto, troco de roupa, pego meu material e saio.

Quando abro a porta de casa, vejo o carro do Eduardo, parado na minha frente.

—O que faz aqui?_encosto no carro.

—Entra!_ele abre a porta do automóvel.

—E se eu não entrar?_cruzo os braços.

—Vou até aí e te coloco à força dentro desse carro.

—Você não faria isso!_arregalo os olhos.

Quando vejo que ele vai sair do carro, dou a volta e entro.

—Satisfeito agora?_ele sorri.

—Sim. Não tenha dúvida de que eu te colocaria de qualquer jeito, dentro desse carro.

—Eduardo, o que você quer de mim? O que fez ontem, não foi o suficiente? Não basta ter entrado no meu quarto daquele jeito?

—Só quero conversar. Te contar uma coisa, que você precisa saber.

Paramos próximo à faculdade, descemos do carro e iniciamos a conversa.

Paramos próximo à faculdade, descemos do carro e iniciamos a conversa

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

—Jéssica, talvez eu esteja me apaixonando por você. Isso nunca me aconteceu antes.

—Talvez? Você nem mesmo tem certeza disso?

—Eu me sinto confuso. Nunca me apaixonei por mulher nenhuma antes.

—Eduardo, se você está confuso, não queira confundir a minha cabeça também.

—Preciso de você, Jéssica!

Ele se aproxima e me beija. Eu correspondo ao beijo, mesmo não entendendo por que faço isso.

————————

O Edu não perde tempo!
Está indo com tudo para cima da Jéssica.
Vamos ver até quando, ela vai resistir.
E a Débora? Acho que ela anda um pouco sumida, mas acredito que não será por muito tempo.
Beijos!!!

Trocados Na MaternidadeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora