⩚O bruxo⩚

1 0 0
                                    

...

É nítido o esforço que ela está fazendo para que eu não me preocupe, apesar de saber que ela está mentindo, não posso forçá-la a me dizer e isso tudo me perturba. A olho duvidoso, ela sabe que não consegue esconder mas como disse, não a forçarei.

-Quando se sentir à vontade para me falar quem fez isso, fique a vontade, ok?...-Digo e sigo até a cozinha, Tauni havia preparado um chá para Elis. Volto com o copo na mão e a entrego. Ela permanece quieta, oque por sinal me irrita um pouco.

-Você disse que não poderia estar me ajudando. -A vejo engasgar. -Antes de apagar, disse que ele não pode te ferir profundamente. -Sento perto dela. -Quer me explicar pelo menos isso? 

-Eu estava delirando, Daen. -Ela ri sem graça. -Eu preciso ir, a ferida já se curou. -Ela se levanta e não a impeço. -Obrigada por cuidar de mim.

Apenas aceno em concordância e assisto ela sair rapidamente pela porta, ela se curou rápido e está 100% agora, por isso prefiro deixá-la ir, ao invés de correr o risco de me irritar e sair do controle, não sei ela sendo o motivo da minha raiva, eu conseguiria me acalmar.

-Oi, Daen. -Léo entra devagar averiguando o cômodo, depois de Elis sair em disparada.

-Léo, já estava pensando em te procurar. -Digo mais alegre. -Venha sente-se ela não está por aqui.

Ele entra completamente no quarto e após fechar a porta corre e se joga em minha cama, ficando deitado ao meu lado.

-Aqui não é pula pula, seu pulguento. -Lhe dou um peteleco na testa.

-Deixa de ser chato. -Ele diz e logo aspira o cheiro do ambiente de forma cautelosa. -O cheiro dela está impregnado aqui.

-Ela está passando muito tempo aqui comigo e a Elis. -Digo me deitando de barriga pra cima. -Isso te incomoda né?

-O fato de eu não poder ficar perto de você o tempo todo, sim, mas ela estar aqui não, porque sei que é para ajudar. -Ele diz sem olhar para mim.

-Entendi.

-Eu fui falar com o bruxo...Mas acho que não tem jeito. -Ele solta retoricamente. Eu olho para ele afoito.

-Como assim você não me disse nada até agora!

-Acabei de voltar, não sente esse cheiro de incenso em mim? -Ele pergunta rindo.

-Não notei. Me diga o que rolou lá. -O cutuco com o braço. -O que ele pediu?

-Algo que não estou disposto a dar...-Léo me olha penoso e eu soube na mesma hora que era algo de mim. -Ele está sabendo da sua transformação, e logicamente sabe mais que muitos sobre você. Ele disse que você é poderoso, advindo da força e que seu sangue é sagrado.

-Ele quer meu sangue? -Pergunto assustado. -O que de tão precioso esse sangue tem?

-Quando eu te mordi, senti um gosto diferente, forte e asseguro que magia é o que mais tem ai. -Ele diz sério.

-Quanto sangue ele quer? -Digo solene, não é algo que vai me faltar, a não ser que ele queira muito.

-O suficiente para encher 5 cálices. E é por isso que você não vai dar, não quero te matar. -Léo me olha decidido.

-Eu posso fazer isso por vocês, eu quero ajudar e me curo rápido agora, meu corpo pode produzir sangue novamente. -Levanto da cama e logo o puxo junto. -Você não vai me impedir, vamos agora!

Léo tenta refutar mas o calo com somente algumas palavras ditas mentalmente, ele me olha com medo e preocupação. Saímos do quarto e logo começamos a caminhar em direção ao lado lateral da MDW. O caminho pode ser longo. 

Chasing The SecretOnde histórias criam vida. Descubra agora