Temos tanto o que conversar

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Opaaaaa, voltei. Boa leitura, cheiroooosoooos

P.O.V Camila

Tinha acordado no hospital, encontrando todas aquelas paredes brancas e ainda assim me sentia sonolenta, tanto que nem prestei atenção no medico que atendeu. Só lembro de ter levado agulhada na veia e depois apaguei de novo, só que dessa vez não sendo desmaio, e sim caindo no mundo dos sonhos. Quando acordei novamente, não sabia que horas eram, mas eu já me sentia um pouco melhor apesar de estar cansada e querendo dormir mais. Pelo menos o corpo não está ruim e aquela sensação de quentura passou, além do frio intenso que senti mais cedo.

Na sala está Sofia segurando minha mão, talvez seja horário de visita e Lucy deve ter dado um jeito de consegui-la fazer entrar aqui para me ver. As meninas já tinham me visitado, só não puderam ficar por muito tempo, agora está dando lugar para Sofia.

- Sofi – Chamei baixo pela adolescente que apertou minha mão em resposta – você não contou para a Lauren, não é? – A voz saiu fraca e sonolenta – Não quero que ela saiba que estou doente, porque vai ficar preocupada e não vai focar no serviço dela.

- Fique tranquila, Kaki – Sofia se esticou para beijar minha testa – Eu fiquei mais preocupada com você do que pensar em contar tudo para a Laur.

Sorrio satisfeita. Eu ia me sentir uma idiota por fazer Lauren ficar preocupada e quem sabe sair as pressas do Brasil só para vir me ver. É claro que estou morrendo de saudades, mas não quero que isso aconteça, não quero atrapalha-la e nem estragar os seus negócios importantes. A porta do quarto fora aberta pelo mesmo doutor que me atendeu mais cedo e ele abriu um sorriso ao me ver acordada.

- Como está se sentindo, senhorita Cabello? – Ele perguntou gentilmente, ajeitando o óculos nos olhos.

- Bem melhor do que antes – Bocejo longamente, escutando sua risada.

- Então vamos conferir a temperatura – O doutor teve o cuidado ao pegar meu braço e ergue-lo um pouco para encaixar o termômetro embaixo do sovaco – Será que a senhorita quer me contar o motivo dessa febre repentina?

- Você é melhor do que eu para falar, doutor.

- Bingo! – Ele riu do meu jeito. Algo me diz que esse médico já está sabendo de muitas coisas – Essa febre toda é emocional – Arregalei os olhos. Eu nunca tinha tido febre emocional por alguém e agora estou sentindo por causa da minha namorada estar longe – Sua amiga – Apontou com o queixo para a garota de pé – me contou sobre a distancia que você e sua namorada estão enfrentando.

- Ahn... – Sinto as bochechas pegando fogo e não é de febre, e sim de vergonha.

- Vamos conferir – Disse ao ver que nada mais sairia da minha boca – parece que a temperatura abaixou bem, mas você vai continuar mais um pouco de observação.

[...]

O médico só deu alta quando o dia já estava escurecendo e receitou alguns remédios para caso a febre volte, afinal, isso pode acontecer a qualquer momento porque Lauren continua longe de mim. Eu realmente estou bem, não sinto os outros sintomas, apenas cansaço e o corpo está implorando para ir pra casa. Dei graças a Deus quando Lucy me levou para lá com Sofia ao meu lado sempre perguntando se está tudo bem e se eu queria alguma coisa.

Chegando, foi recepcionada pelo filhotinho animado, o rabo abanava tanto que parecia voar a qualquer momento. O peguei no colo, dando-lhe vários beijinhos no pelo e o deixando me lamber para matar a saudade.

- Leitãozinho da mamãe!

- Deixa que eu assumo agora, Lu – Escutei Sofia conversar com minha amiga – Vá descansar, você passou o dia todo com a Kaki.

Dangerous Love - CAMRENHistórias para pegar e não largar. Descubra agora