General: E ai garotas! — disse abraçando a Manu por trás, dei um beijo na nuca dela e entreguei o copo pra ela.
Manuella: Obrigado amor. — deu um gole e passou para as amigas. Estava tocando pagode, balançava meu corpo pra lá e pra cá junto com a Manuella e cantávamos algumas partes da música. Trocamos uns beijos e soltei ela. — Que foi?
General: Tá tranquilo gata, relaxa! — sorri, segurei o rosto dela e dei um beijo.
Manuella: Juízo senhor General! — bati continência e ela riu.
General: Fica tranquila gata, oh! Vou ir dá um rolê. Vai também. — demos um beijo rápido e ela saiu. Sai também, enchi meu copo e fumei um cigarro rapidinho. Joguei a bituca fora e desci a escada. Fui passando em meio a multidão. Puxaram meu braço. Era a Ariane, revirei os olhos. — Que foi porra? — disse me soltando dela.
Ariane: Bia não ia gostar nadinha de ver você ai no baile e nem aí pro filho dela.
General: E o que você tem a ver com isso? — encarei ela.
Ariane: Tem que sou madrinha do menino.
General: Seu papel é cuidar do Bernardo e não de mim!
Ariane: Só é Beatriz sair que você fica todo animadinho e soltinho.
General: Ariane qual a sua em? Caralho mano! — segurei ela na parede. — Quer chegar onde com isso?
XXX: Algum problema? — olhei e era a Manuella. Soltei a Ariane fazendo a mesma bater a cabeça na parede.
General: Cuida da sua vida Ariane! — encarei e sai trombando nela. Manuella veio atrás de mim batendo o pé.
Manuella: Caíque o que foi aquilo?
General: O que você viu!
Manuella: Acontece que não vi nada, além de você grudando ela na parede.
General: Manuella! Da minha vida e da do meu filho eu cuido, não preciso de amiga da Beatriz cuidando não.
Manuella: E ela disse o que?
General: Nada Manuella! Esquece isso. — peguei na mão dela e fomos pra perto das barraquinhas. Paramos lá um pouco, demos um rolê e subimos novamente pro camarote. Estava tocando funk, Manuella ficou onde as amigas dela estavam e eu fui onde os colegas estavam. Fiz um copo de uísque e acendi um baseado.
—
Ariane.
Eu e Beatriz quase sempre ficávamos com a mesma pessoa. Só que com o General ela nem cogitou em ficarmos, ela pegar e depois eu. Até ai ok! Homem tem demais por aí. Eles namoram, casam e se separam. Beatriz sabe ser burra quando quer, ainda arruma um playboy. General como galã, todas as meninas caem matando em cima e mulherengo só passando o rodo. Recentemente apareceu Manuella, ai meu sangue ferveu. Pensem numa menina que me irrita, que os traficantes tudo fica babando pelo fato dela ter 17 anos e ter um corpo do caralho e não da condição pra ninguém e deu logo pra quem? Para o dono da favela!!! Beatriz? Não fez nada e não tá nem aí, só disse pra menina cuidar bem do Bernardo. Pera aí! Como assim ele ja assume outra sem eu nem ter dado uns beijos nele! Me irritei mesmo, eu a Bia dividimos antes e qual o mal agora!? Quando ele saiu com aquela ridícula, me enconstei na parede e permaneci ali.
Sofia: Que foi gata? Vamos dar um rolê.
Ariane: Agora não Sofi! — disse pegando o copo da mão dela e dando um golão deixando pouca coisa.
Sofia: Eh caralho! Bebe tudo mesmo.
Ariane: Vamos comprar mais. — coloquei a mão na calça pra tirar o dinheiro e não tava — Tudo que faltava pra noite ficar boa! Perdi a porra do dinheiro.
Sofia: Porra Ari, hoje você tá foda em...
Ariane: Relaxa e vem! — sai puxando a Sofia. Paramos na mesa que o Félix tava. — Pretinho...
Félix: Fala maldita! — me abraçou de lado.
Ariane: Vou fazer um copo pra mim e pra Sofia, ta?
Félix: Faz aí maluca, tudo nosso. — dei um beijo no rosto dele e saí em direção a mesa. Fiz um copo de uísque.
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Estava escrito | Temp. 2
FantasyTem vez que a gente briga e perde a razão, tu sabe como eu fico se eu te vejo chorar e quem perde com isso é a nossa relação. Como é que alguém entende se é o que a gente sente vem de momentos que só a gente viveu, vivendo sentimento hoje como ontem...
