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Mundo prisão 1994
Assim que a noite chegou, Bonnie, Damon e Kai voltaram para a mansão Salvatore. Depois da chocante descoberta sobre o assassinato da família Parker, Bonnie optou por ficar um tanto mais afastada de Kai. Ele não era confiável.
A morena se direcionou até a cozinha e se sentou em uma cadeira próxima do balcão de mármore, logo vendo Damon entrar no lugar sem dizer uma palavra.
Ele abriu a geladeira, pegando uma vasilha roxa em que ele guardava a massa pronta de panquecas. Damon pegou uma frigideira, ligou o fogo e jogou a massa líquida sobre ela. Passado alguns minutos, ele desligou aquela chama e colocou a panqueca sobre um prato com alguns mirtilos e um pouco de chantilly. Ainda em silêncio, ele entregou o prato para a Bonnie, e voltou ao fogão para fazer uma panqueca para ele.
-Eu estava pensando na moça grávida -Bonnie quebrou o silêncio. -Ela gostava de panquecas.
Damon ignorou o comentário e continuou mexendo a panqueca na frigideira, mas Bonnie logo retomou.
-Você se lembra, né? Faz panquecas todo dia.
-Por tédio -ele respondeu entre os dentes e com certo desgosto, se virando para olhar para a garota.
-Não, é porque está se punindo -Bonnie continuava mexendo na panqueca de seu prato com o garfo que segurava entre os dedos. -Você chamou esse lugar de inferno, é porque sente remorso... É o que te faz diferente do Kai. Então, há esperança pra você.
-Olha... -ele se aproximou um pouco mais de Bonnie, com sua voz mostrando certa preocupação, mas se mantinha baixa com o objetivo de apenas Bonnie o ouvir. -A gente pode dar o fora daqui... A gente pode roubar aquele ascendente, descobrir o que o Kai sabe e deixar ele aqui. Ele não tem poderes mesmo.
-Na verdade, não é tão simples -Kai interrompeu, apoiando a lateral de seu corpo na porta da cozinha.
-Você tem que parar de fazer isso. Assusta -reclamou Damon.
-Tem uma coisa... Eu tenho um efeito peculiar na magia. É uma coisa bem rara, eu só conheço duas pessoas que tinham esse efeito que sou eu e a minha namorada -Kai prosseguiu, caminhando em direção a Bonnie que ergueu um pouco seu corpo para se afastar. -Eu não consigo gerar magia sozinho, mas eu posso consumir de outros, temporariamente... A família me chamava de abominação, isso me magoava.
Sua voz saia com um natural sarcasmo, e antes que Bonnie de afastasse mais, Kai segurou o seu pulso com brutalidade. Ele absorveu a magia dela, sentindo aquela sensação prazerosa de ter o controle sobre a magia de outra pessoa, e sifões sabiam mais do que ninguém que era extremamente satisfatório tomar a magia de outro bruxo.
No mesmo instante, uma mistura de feitiços começaram. Bonnie sentia a dor de um choque e uma fraqueza insuportável percorrerem por seu corpo conforme sua magia se esvaia.
A pequena chama de fogo no fogão triplicou de tamanho fazendo grande parte do outro balcão de mármore ficar em chamas, e Damon quase caia no chão sentindo todas as veias de seu cérebro estourarem de forma excruciante.
-Tá bom! Nós entendemos... -Damon falou com dificuldade e com a voz fraca.
Kai olhou para ele deixando um breve sorriso cínico escapar e desfrutando de mais dois segundos de agonia, então largou Bonnie e parou com os feitiços.
-Viu por que eu e minha convenção não nos dávamos bem? -ele questionou com ironia e um sorriso em seu rosto.
-Isso me parece um ultimato -Damon retruca com a respiração ofegante e o corpo apoiado na parede devido a fraqueza depois do feitiço ofensivo.
-Se eu consumir todos os poderes da Bonnie, eu vou matar ela -Kai voltou a falar caminhando por trás de Bonnie vendo ela o olhar com raiva, mas ele retribuiu com um sorriso sarcástico. -Mas, se trabalharmos juntos vamos para casa como amigos.
Bonnie se afastou dele, indo até Damon. O olhar de ambos mostrava evidente raiva e frustração, e Kai parecia gostar ainda mais disso.
Ele manteve o mesmo sorriso em seu rosto, e se sentou em uma cadeira pegando o garfo que Bonnie usava para cortar um pequeno pedaço de panqueca.
-Ou eu devoro a magia dela, mato vocês e vou para casa sozinho -Kai completou, agora de uma forma um pouco mais séria. -Vocês escolhem.
Uma breve risada escapou de seus lábios, se divertindo de cada segundo e de cada olhar de ódio que recebia. De forma calma, Kai levou aquele pedaço de panqueca até sua boca, o comendo e momento ou outro deixando um sorriso cínico se desenhar no canto de seus lábios.
Ooi, gente
O capítulo de hoje é bem curto, mas vou tentar fazer outro já já
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A Devil Romance
FanfictionKai Parker, a ovelha negra do Clã Gemini. Todos já sabemos da história de Kai Parker, o sociopata que matou toda a família... Mas na verdade a história é um tanto diferente do que pensávamos, apesar de tudo, Kai Parker já teve um amor épico, que o a...
