Duas semanas se passaram com rapidez. E embora Caroline e Stefan estivessem fora de Mystic Falls para sua lua de mel e expectativas rotineiras, Charlotte e Kai haviam saído da cidade por um motivo completamente oposto.
Nova Orleans sempre tinha aquele clima receptivo que trazia alegria a todos, e naquele dia em específico um dos moradores locais havia recebido uma ligação do casal sociopata com o pedido para que o encontrassem na lanchonete Daisy Dukes Cafe.
Kai havia saído para a calçada quando viu um carrinho de pipocas passar, indo comprar um saquinho de pipoca salgada para ele e um doce para Charlotte. De qualquer forma, tudo que importava era que Rebekah Mikaelson adentrou a porta e se sentou na cadeira, ficando frente a frente com a herege.
—Charlotte Salvatore —ela apoiou os braços sobre a mesa. —Eu achava que a primeira pessoa que você fosse ligar quando chegasse na cidade fosse o Klaus, quase me senti honrada.
A herege bebeu mais um gole do cappuccino e passou a língua entre os lábios.
—Deveria se sentir mesmo porque eu vim te fazer uma proposta —Charlotte colocou a xícara sobre a mesa e inclinou um pouco a cabeça para o lado. —E é uma proposta que não é da conta dos seus irmãos, e olha que eu adoro eles.
Rebekah arqueou uma de suas sobrancelhas, confusa e curiosa.
—Que tipo de proposta?
Charlotte sorriu. Ela apoiou os braços na mesa e colocou o dedo indicador entre os lábios, como se pensasse quais palavras exatas deveriam ser ditas naquele momento.
—Ah, amor... Realmente não tem um jeito sutil de falar isso, então... —ela voltou a olhar para a loira, não omitindo o pequeno sorriso curvado no canto de seus lábios. —Topa fazer um ménage?
Rebekah quase engasgou com a própria saliva pela surpresa em ouvir aquela pergunta, mesmo tendo audição sobre-humana estava se questionando se tinha mesmo ouvido aquilo da maneira correta.
—Ménage? Eu ouvi certo? —ela franziu um pouco as sobrancelhas.
—É, achei que tinha ficado meio óbvio. Como você sabe, eu e o Kai vamos nos casar —a morena mostra o anel em seu dedo e abaixa a mão. —E nós tínhamos pensado em fazer sexo a três, na real, não tem como deixar isso mais sutil.
—Não fico surpresa por vocês quererem fazer ménage —diz Rebekah. —Fiquei surpresa por terem me escolhido para isso. Por que eu?
—Você é gostosa, precisamos de um motivo melhor? —Charlotte dá uma leve risada nasal. —Kai disse pra mim escolher quem eu quisesse. Eu tinha duas pessoas em mente, você e o Klaus. Mas você conhece o Klaus, ele iria ficar provocando pelo resto da vida e você sabe como ménage funciona.
—É, ninguém fala sobre o que aconteceu no dia seguinte —Rebekah sorri. —E qual é a minha motivação pra concordar com isso?
Charlotte retribui o sorriso sagaz. Ela inclinou um pouco o corpo pra frente, ficando mais próxima.
Os dedos de Charlotte passaram pelo pescoço de Rebekah, acariciando sua pele com as pontas das unhas e ao final colocando uma mecha do cabelo loiro atrás de sua orelha. Sorrindo ao ver ela se arrepiar com o toque.
—Eu conseguiria fazer você sair com as pernas bambas em menos de uma hora —ela encarava os olhos cristalinos de Rebekah, tão próxima ao ponto de sentir sua respiração. —Imagina o que eu e o Kai conseguiríamos fazer com você... E olha, eu te garanto que ele sabe bem o que faz.
Rebekah sentia sua respiração se pesar. Intimidada por estar tão próxima de Charlotte, e indecisa se olhava para os olhos escuros ou os lábios corados dela.
—Você quer me beijar? —Charlotte sibilou. Ela segurava a mandíbula da vampira entre os dedos, suas bocas próximas e entreabertas.
Charlotte sorriu e se afastou quando Rebekah tentou selar seus lábios definitivamente. A herege tirou os braços da mesa e apoiou as costas na cadeira.
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A Devil Romance
FanfictionKai Parker, a ovelha negra do Clã Gemini. Todos já sabemos da história de Kai Parker, o sociopata que matou toda a família... Mas na verdade a história é um tanto diferente do que pensávamos, apesar de tudo, Kai Parker já teve um amor épico, que o a...
