Depois de alguns minutos, Kai voltou a pegar um dos grimórios que havia guardado e começou a ler, ainda na incessante busca por feitiços. Até uma memória de 1990 brilhar em sua mente.
-Chucky, eu sou genial -ele comenta para o coelho que pulava sobre o chão. -Charlotte?
Ela entra no quarto, terminando de abotoar sua própria calça.
-A minha blusa sumiu -ela observava os cantos do quarto, enquanto ajeitava o sutiã em seus seios.
-Fica sem a blusa, você tá ótima assim -ele pisca para ela, então coloca o grimório sobre a cama. -Mas mudando de assunto, se lembra quando a minha mãe te emprestou aqueles grimórios da Gemini pra treinar a sua magia? -Charlotte concordou com a cabeça, então ele continuou. -Naquela época, você foi falar com o meu pai porque queria descobrir sobre um feitiço de ligação. Ele não quis me contar, disse era magia pesada, se lembra do feitiço?
-O feitiço da Bela adormecida -Charlotte começou a folhear as páginas, apontando com o dedo quando achou o encantamento. -Seu pai não quis me falar muito na época, porque era magia escura. Mas ele acabou me contando o básico, na verdade, ele me contou o necessário. O feitiço liga duas almas, dois alvos... Um alvo fica em um coma místico, um coma que só pode ser quebrado se o outro alvo morrer.
Os olhos de Kai brilharam com empolgação, se sentindo secretamente orgulhoso por ter tido aquela ideia.
Ele leu o grimório novamente, observando o encantamento e os requisitos para o feitiço.
-E se nós ligássemos a vida da Bonnie e da Elena? -ele olha para Charlotte, seu tom de voz ansioso. -Seria genial. Tipo, podíamos fazer a Bonnie ficar no coma místico, como a Elena é humana vai durar quanto tempo? Uns 70 anos, talvez até menos. Quando Bonnie voltasse, ela sofreria tanto, porque ninguém seria capaz de olhar pra ela sem pensar na Elena. Seus irmãos, principalmente o Damon, iriam odiar ela. Caroline, Jeremy, Alaric... Poderiam até fingir, mas sabemos que eles escolheriam a Elena. E secretamente Bonnie iria saber disso, ela iria saber que todos preferiam que ela estivesse morta.
Charlotte sorriu para ele, seus olhos cintilando com a mesma empolgação.
-E mesmo que ela não soubesse... Faríamos questão de que ela descobrisse, não é? -ela coloca as mãos sobre o rosto de Kai, o segurando. Um sorriso maldoso em seu rosto. -Eu tenho que dizer que estou muito orgulhosa de você, garoto.
-Selamos o feitiço com o seu sangue, por você já estar biologicamente morta isso torna o feitiço quase irreversível. E se tentarem demais, as duas acabam morrendo -as mãos de Kai pousaram sobre a cintura dela, seu olhar elevado até ela. -E pode deixar que eu faço o feitiço, só para o caso do seu irmão ter aquele surto e falar que você me ajudou com isso.
-Eu adorei essa ideia e mal posso esperar pra terminar tudo isso. E foi péssimo você ter me lembrado que o seu pai ainda existe -Charlotte revira os olhos.
Kai acaba rindo dela, observando a garota andar pelo quarto e colocar a mão na cintura.
-É sério, eu tô doida pra matar ele. Aquele homem é um desgraçado que só ferrou a gente -ela reclamava. -Só precisamos de uma facada e pronto. Acaba a perturbação, até o ar do mundo vai ficar mais leve.
-Eu vou ser honesto... -Kai comenta no final, um sútil tom brincalhão. Seus olhos fixos nela. -Eu só estou olhando para os seus peitos agora.
Charlotte o olhou de forma entediada, vendo ele rir novamente e jogou uma almofada em Kai.
-Vamos embora, Chucky, não vamos desperdiçar o nosso tempo -ela pega o coelho em seu antebraço, então sorri.
Kai a observou sair do quarto. Ele pegou um pequeno objeto no bolso de sua calça, ele analisou os detalhes e passou suavemente o seu indicador sobre ele. Alguns pensamentos vinham em sua mente, mas pela primeira vez, Kai se sentiu aliviado por estar perdido em tantos pensamentos bons.
Ele o guardou novamente em seu bolso, logo vendo Charlotte entrar novamente no quarto.
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A Devil Romance
Fiksi PenggemarKai Parker, a ovelha negra do Clã Gemini. Todos já sabemos da história de Kai Parker, o sociopata que matou toda a família... Mas na verdade a história é um tanto diferente do que pensávamos, apesar de tudo, Kai Parker já teve um amor épico, que o a...
