Cut Off The Head

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Após os últimos acontecimentos, não demoraram muitos segundos para Kai se recuperar. Ele e Damon se desvencilharam dos destroços causados pelos feitiços e explosões.
Eles saíram andando a procura de algum rosto familiar ou algum inimigo que estivesse disposto a cruzar seus caminhos e acabar tendo uma morte bem eficaz. E nesse caso, não demoraram muito a esbarrar com Enzo.

-Vocês estão péssimos -ele comentou com uma suave ironia conforme se aproximava.

E mesmo que Enzo estivesse um pouco sujo de sangue e fuligem, estava ótimo comparado ao estado de Kai e Damon.

-Não começa, sem coração -retruca Kai. -E aí, já achou os outros?

-Charlotte e Stefan estavam juntos -pronúncia Enzo. -Eu estava junto com eles, mas já tínhamos controlado todo o caos, então decidi me separar pra ver se vocês ainda estavam vivos.

-Por bem pouco -Damon comenta com um sorrisinho sarcástico, voltando sua atenção a Kai. -Pelo menos parece que os maninhos Salvatore estão um pouco melhor do que a gente.

...

Mas ao contrário do que pensavam, a situação de Stefan e Charlotte não estava calma ou fácil de lidar.
Após a saída de Enzo, os dois irmãos acabaram esbarrando com outro grupo composto por vampiros e bruxos. Conseguiram matar alguns, mas mesmo com as estratégias acabavam ficando em uma enorme desvantagem. Algumas pequenas feridas cobriam seus corpos, e o sangue seco (em parte deles e em parte dos inimigos mortos) estava grudado em suas peles.

-A gente tem que dar um jeito de sair daqui -Stefan disse alto. Sua fala se tornava falha devido a respiração acelerada.

Seus movimentos para atacar e se defender eram tão rápidos que em alguns instantes o deixava tonto.

-Não tem como fazer isso -respondeu Charlotte, no mesmo tom. Ela se abaixou para desviar de uma estaca de madeira, a pegando assim que caiu sobre o chão e a jogando em um dos vampiros. -Eu não consigo usar a minha magia. Estamos em desvantagem.

Em uma fração de segundo, Charlotte e Stefan se entreolharam. Como se dissessem telepaticamente que teriam que tomar uma atitude para não acabarem sendo mortos.
A herege levou a mão até o bolso da sua jaqueta, vendo uma pequena granada que estava bem protegida. Fazendo-a pensar no risco que tinha sobre essa granada explodir em seu corpo.

-Me dá cobertura? -ela indagou para Stefan.

O irmão a olhou com rapidez, instantes antes de desviar de um ataque por curtos centímetros.

-Seja rápida.

Charlotte se agachou sobre o chão, ficando escondida atrás de alguns escombros. Sua magia estava fraquejando, mas ela fez um esforço para tentar manter sua concentração. Seus olhos se fecharam e seus lábios murmuraram frenéticos feitiços intensificadores. E assim que conseguiu fazer o que tinha começado, se levantou do chão.

-Stefan, se abaixa! -ela gritou.

Jogando a granada a quase 20 metros de distância, e assim que a pequena arma colidiu contra algo acabou gerando um grande estrago. Na verdade mais estrago do que uma granada normal geraria, a força daquela parecia ter triplicado.
A explosão foi o suficiente para matar a maior parte de vampiros e bruxos que estavam ao redor, alguns mortos por colisão com outros objetos ou por várias das armas e estacas que haviam trazido consigo terem sido jogadas contra eles com o impacto. Outros simplesmente morreram pelo furor da granada que já era o suficiente para gerar um enorme estrago.

E quando a maior parte da destruição já tinha sido feita, Charlotte e Stefan elevaram seus olhares. Eles tinham se jogado ao chão para se desvencilharem dos destroços e estilhaços, para se esconderem daquela violência totalmente destrutiva.
Eles estavam sentados sobre o chão. A fuligem e poeira manchando suas peles. Eles observaram toda a destruição ao redor. As construções que se tornaram ruínas, os corpos sem vidas espalhados pelo cimento destroçado, algumas chamas de fogo vivo estavam espalhadas em pequenos focos.
Os dois se levantaram com certa dificuldade, resmungando.

A Devil RomanceOnde histórias criam vida. Descubra agora