Charlotte e Sybil desceram as escadas e voltaram as comemoração da Festa dos Fundadores.
A noite já havia caído, por isso várias pessoas haviam ido embora, mesmo assim uma boa parte continuava nos fundos da mansão e no grande jardim conversando e bebendo.
—Bom... Acho que deveríamos brindar a isso —Charlotte se aproxima do balcão, enchendo dois copos com whisky que ela havia achado sobre o mármore.
Sybil sorriu e se aproximou um pouco mais, pegando um dos copos.
—Na primeira vez que nos falamos você disse que tinha um destino pior do que a morte para mim, não é? —ela mantinha aquele sorriso irônico e bebeu um gole curto da sua bebida.
Charlotte virou o rosto para o lado, abaixando um pouco a cabeça e rindo com suavidade.
—Esquece isso —ela voltou a olhar para a sereia e estendeu um pouco seu copo, propondo um brinde. —A nós, minha querida.
Sybil piscou para a herege e bateu suavemente os dois vidros, brindando. E em contrapartida, Charlotte bateu seu copo contra a cabeça de Sybil, o quebrando e sentindo o sangue quente sujar sua mão.
Todos os olhares se voltaram para as duas ao ouvirem os sons dos estilhaços. De qualquer forma, aquilo não foi o suficiente para que aquilo parasse.
Charlotte Salvatore agarrou os cabelos de Sybil com uma mão e seu outro punho batia fortemente contra o rosto da sereia. Ela fez isso uma, duas, três, quatro vezes.
Sentindo o sangue quente de Sybil pingar sobre sua pele, em um momento Charlotte até sentiu a sereia fazer um pequeno corte em seu lábio.
—Sua vadia estúpida... —Charlotte disse entre os dentes, sentindo um pouco do próprio sangue escorrendo em seu lábio.
Mesmo assim ela sorriu e bateu a cabeça de Sybil contra o balcão, ignorando os gritos cheios de alvoroço das pessoas que ainda estavam no local. Charlotte segurou Sybil pelo pescoço e a empurrou para uma das mesas, vendo ela cair e resmungar.
—É só isso que você consegue fazer? —Sybil debocha, limpando o sangue que escorria em seu nariz. Ela se afastou um pouco da mesa, mesmo assim quase cambaleou ao ficar em pé por causa da tontura que sentia.
—Vamos ver quanto você aguenta —Charlotte sorria com escárnio.
Com um breve aceno de sua mão, ela quebrou o pescoço de um humano que ainda estava lá e que aparentemente pretendia tentar impedi-la. Caroline e Elena tentavam manter seus trabalhos e tirar todos os humanos do local, o restante do grupo parecia focar apenas em aproveitar a vista exclusiva da briga.
E nada parecia ser mais reconfortante do que ver Charlotte Salvatore com um de seus joelhos apoiados sobre uma mesa de madeira enquanto socava o rosto de Sybil e batia as costas dela contra o tablado. E com um único movimento, ela bateu a nuca da sereia contra a quina da mesa com força o suficiente para quebrar o pescoço dela.
Charlotte largou o corpo inconsciente de Sybil no chão e se afastou. As marcas dos roxos em seu punho por causa dos socos desapareciam com rapidez, o sangue da sereia pingava entre os dedos e a única ferida da herege era um pequeno corte no lábio superior que já havia sumido, deixando apenas uma rajada vermelha como evidência.
—Isso foi bom —ela sorri com a visão do sangue escorrendo em sua mão e caminha em direção a Kai. —Eu vou sair por uns trinta minutinhos. Cuida dela pra mim enquanto isso, tá bom?
Kai observou a herege e retribuiu o sorriso maldoso.
—Relaxa, vampirinha —ele pisca para ela. —Eu cuido dela do nosso jeito.
Charlotte deu alguns passos para trás, seu salto ecoando contra o piso e aquele mesmo sorriso continuava formado em seus lábios.
—Eu vou adorar ver isso.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A Devil Romance
FanfictionKai Parker, a ovelha negra do Clã Gemini. Todos já sabemos da história de Kai Parker, o sociopata que matou toda a família... Mas na verdade a história é um tanto diferente do que pensávamos, apesar de tudo, Kai Parker já teve um amor épico, que o a...
