Na manhã seguinte...
Stefan entrou na sala da Mansão Salvatore, logo dando de cara com o Damon sentado em uma poltrona. Em circunstâncias normais ele talvez se importaria ou faria algum comentário amigável ao irmão, mas a falta da humanidade tornava tudo ao redor de Stefan, entediante e insignificante.
-Como foi a rave? -questionou Damon, o tom sutilmente sarcástico.
-Você sabe... Barulhenta, chata. Uma rave, né? -Stefan disse com deboche e pouca importância.
-Não tem nada pra me contar? -Damon olhou para o irmão, sua fala neutra, porém sempre com um pesar de sarcasmo. -Algo em particular que queira falar, de irmão para irmão?
-Onde nós guardamos as armas? -Stefan o interrompe.
-O que?
-As armas. Tipo, flechas, granadas de verbena. Essas coisas de caça que o Jeremy usava.
Damon sorriu com um forçado cinismo e balançou a cabeça negativamente, como se não fizesse ideia do que o irmão estava falando. Ele se levantou da poltrona e se aproximou um pouco.
-Ah, lembrei -Stefan falou para si mesmo, uma forte ironia pesando sobre cada uma de suas palavras. Ele caminhou em direção a um caixote de madeira e o abriu, começando a procurar, e encher uma mochila com algumas coisas. -O trono.
Damon pegou discretamente uma seringa que tinha uma mistura de verbena e sedativos fortes, ele usou sua velocidade de vampiro para ir até o irmão. Mas antes que conseguisse sedar ele, Stefan segurou o pulso de Damon sobre o ar e sorriu, apertando a mão do irmão até alguns ossos se estralarem.
-Elena contou de mim -ele sorriu com maldade. -Que choque.
-Nada mal pra quem desligou a humanidade, irmão -retruca Damon.
Stefan torceu a mão de Damon, fazendo seu pulso se deslocar, a seringa se quebrar no chão e um gemido de dor ecoar.
-Faça um favor a si mesmo, fica na sua hoje -ele dá um tapa sobre o ombro do irmão, enquanto se afastava para sair. -E vê se dá esse mesmo conselho para a Charlotte. Não tentem bancar os heróis, não combina nem um pouco com vocês.
...
-Era só você ter me esperado, Damon -disse Charlotte com impaciência. -Você distraia o Stefan, eu fazia um feitiço de ocultação e pronto. Pelo menos metade do problema ficaria resolvido.
Damon continuava usando um pé de cabra para bater nas almofadas do sofá, como uma tentativa de extravasar uma parte da sua raiva.
-Eu sei, tá bom? -ele olha para a irmã. -Eu pensei em resolver isso sozinho e não deu certo! E eu sei que é a sua tarefa como irmã mais velha jogar isso na minha cara, mas não tá ajudando.
-Que seja, reclamar não vai me ajudar em nada agora -ela bebeu um último gole do bourbon em seu copo. -Deixa eu te ajudar com o seu escape de raiva.
Ele concordou com a cabeça.
Com rapidez, Charlotte jogou o copo de vidro em sua mão com força na direção de Damon, ele usou o pé de cabra para rebater o copo que se estilhaçou em minúsculos cacos de vidro pelo ar.
O som ecoou como uma pequena explosão.
-O que vocês estão fazendo? -Elena pôs a mão sobre o peito assim que entrou na sala e presenciou a cena.
-Procurando um escape saudável para a nossa raiva -Damon sorriu com mal humor. Charlotte jogou outro copo na direção do irmão, ele rebateu e novamente o som de estilhaços ecoou. -Ainda não achamos nenhum que funcione. Stefan sem humanidade fica a um passo do Stefan estripador.
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A Devil Romance
FanfictionKai Parker, a ovelha negra do Clã Gemini. Todos já sabemos da história de Kai Parker, o sociopata que matou toda a família... Mas na verdade a história é um tanto diferente do que pensávamos, apesar de tudo, Kai Parker já teve um amor épico, que o a...
