Seven Nation Army

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-Me explica por que o Twitter acabou de notificar que o CobraKai1972 acaba de twittar pela primeira vez em quatro anos sobre um jantar? -a voz de Alaric ecoou no outro lado da linha.

-A pergunta é: por que você ainda segue ele? -retrucou Damon. -Não se preocupa, Bonnie vai ajudar.

-Ótimo, você arrastou ela nessa furada -Alaric dizia de forma irritada. -Só queria dizer que você vai ser o responsável pela morte da Bonnie, porque se a Charlotte voltar ela vai matar a Bonnie, e se ela não voltar o Kai vai matar a Bonnie, e...

A fala dele foi interrompida quando Damon desligou o celular, e se sentou do lado de Kai, próximo ao balcão da lanchonete.

-Beleza, hora de você dar um tempo das redes sociais -Damon tenta tomar o celular da mão dele.

-Nãnãnão. Não é porque você é um Salvatore que pode mandar em mim -Kai comenta com uma mistura de ironia e naturalidade. -Já que você tá me forçando a ficar aqui, enquanto a Bonnie fala com o chefão lá em baixo, decidi aproveitar um pouco as pequenas coisas... Ah, peraí. Hora da selfie.

Kai cantarolou, se inclinando um pouco para o lado para conseguir tirar a foto, enquanto Damon escondia o rosto com a mão.

-Essa ficou ótima. Vamos ganhar alguns likes, é só esperar -ele diz com extroversão, seu sorriso se esvaindo ao ver um pouco de sangue escorrer pelo seu nariz, Kai observou o líquido vermelho em seu indicador. -Isso é novo.

-O que tá acontecendo com você? -Damon questiona... Talvez até com uma certa preocupação.

-Acho que eu tô começando a voltar para o lado do enxofre, Damon...

A fala de Kai foi interrompida quando ele começou a tossir, Damon pegou um guardanapo e entregou para ele. Kai limpou os lábios, percebendo os pequenos coágulos de sangue sujarem o tecido fino de papel.

-Eu espero que a Bonnie ache logo uma saída pra mim e para a sua irmã... -ele resmunga com a voz fraca. -Porque o meu tempo tá acabando... E se eu sumir, a sua felicidade vai junto, cunhadinho.

-Tá, deixa eu te ajudar -Damon ajudou Kai a se levantar da cadeira, logo o empurrando até um banco que ficava mais no fundo do local.

Kai caiu sobre o banco, resmungando um pouco e colocando a destra sobre seu abdômen. Seu estômago se contraia dolorosamente, fazendo ele ficar tonto por alguns segundos e sentir seus órgãos apertarem.

-Obrigado... -ele murmura com sarcasmo.

Damon se sentou no outro banco, observando uma das garçonetes se aproximar.

-Tudo bem, querido?

-Tá sim... -Kai continuava deitado, limpando os lábios ensangüentados. -É só intolerância a lactose.

-Vocês dois são irmãos? -ela pergunta para Kai e Damon.

-Cunhados -Damon responde com pouco humor.

-Quase melhores amigos -Kai ironiza. -Mesmo que esse cara me faça perder a cabeça as vezes.

-Você pode trazer mais uns guardanapos? -Damon interrompe, voltando sua atenção a garçonete e oferecendo um leve sorriso.

A garota retribuiu o sorriso e assentiu com a cabeça, logo saindo de lá.

-Ah... -Kai murmura novamente. -Parece que eu estou sendo arrastado para o inferno pelo meu intestino... Eu não posso voltar pra lá, cara. E também não posso deixar a Charlotte ficar lá.

-Você ficou preso por quatro anos -Damon começa. -Nunca teve a chance de ver como a Charlotte estava?

-Ah sim, o Cade me deixava ver ela três vezes por semana, sabe? As vezes deixava a gente ir no cinema infernal ou lugares do tipo -a voz de Kai saia com acidez. -É claro que eu não via ela, idiota. Nós estávamos no inferno, não na Disneylândia. Você nunca esteve no inferno? Eu achei que você já tinha trabalhado com o Cade.

A Devil RomanceOnde histórias criam vida. Descubra agora