Welcome To Paradise Pt.2

2.8K 295 82
                                        

Damon observou Kai com o máximo de atenção que tinha, mas ele pareceu não se importar muito com aquilo.
Kai apoiou suas costas na cadeira de balanço, fazendo ela balançar continuamente para frente e para trás, enquanto ele comia mais alguns dos torresmos.

-Isso vai ter que parar -Damon revirou os olhos impaciente, quando ouvia o som dos torresmos se quebrando contra os dentes de Kai.

-Ah, você acha chato? -ele retrucou com cinismo. -Tenta ouvir você e a Bonnie se bicarem a cada cinco minutos.

-Então, você estava seguindo a gente.

-Claro que tava, vocês são o mais próximo que eu tenho de uma TV -Kai sorriu com sarcasmo, olhando para Damon. -Sabe, vocês não são S.O.S Malibu... Lembra de S.O.S Malibu?

-Não, eu não me lembro -respondeu Damon sem emoção.

-Caramba, você tem que ver -uma risada irônica saiu dos lábios de Kai. -Você gosta das salva-vidas? Tipo, as gostosas... Eu parei de assistir quando comecei a namorar uma garota em 1990, as salva-vidas não eram nem um pouco bonitas comparadas a ela.

-Hoje é um dia bastante ruim em uma sucessão de dias ruins -Damon disse com uma evidente raiva. -Então, me diz logo quem é você, o que você faz aqui, e qual a sua relação comigo ou eu corto a sua garganta.

-Esse pavio curto vai te causar problemas, Damon -o semblante de Kai mudou para uma irônica ingenuidade como forma de irritar ainda mais Damon, mas logo um sorriso sarcástico se instalou em seu rosto. -Você já mandou a Bonnie embora quantas vezes? Espera aí, já sei. Treze

-Acha que eu tenho pavio curto com ela? Eu gosto dela. Já de você, não muito -ele retruca de forma desdenhosa e com um forçado sorriso em seu rosto.

E em menos de um segundo, Damon usou sua velocidade de vampiro e segurou Kai pela gola de sua jaqueta, o segurando no ar.
Na realidade, Kai não se importava nem um pouco com aquilo e nem se intimidava. Aquilo não era novidade para ele que já tinha se acostumado com a força que os vampiros tinham e também não tinha se surpreendido com Damon, Charlotte já havia falado para ele sobre o temperamento de Damon que era até mesmo mais calmo que o dela.

-Tá, tá bom, desculpa -ele ergueu as mãos em sinal de rendição, fingindo medo em seu olhar. -Sério, eu tô meio enferrujado nessas interações humanas do tipo cara a cara.

A atuação de Kai era bem convincente, ele conseguia fingir que sua voz estava trêmula e que sua respiração havia se agitado pelo medo. E o efeito surgiu, porque logo Damon o soltou, mesmo que seu olhar se mantivesse impaciente.

-Eu quero respostas. Agora. -Damon disse com firmeza e raiva, se afastando em direção a prateleira de bebidas.

-É melhor beber alguma coisa. Isso geralmente te acalma, né.

-Valeu -falou Damon com sarcasmo e pegou uma garrafa de Bourbon.

-Depois te deixa com raiva. Depois, triste. Depois calmo de novo... É um ciclo estranho.

A voz de Kai saia de forma natural e dessa vez sem sarcasmo. Damon deu um sorriso forçado e ergueu um pouco a garrafa como se fosse brindar.

-E olha, se você quer saber por que eu tô te seguindo... -Kai manteve a naturalidade e deu alguns passos para o lado, logo voltando seu olhar para Damon. -É porque eu quero matar você.

No mesmo instante, Damon cuspiu a bebida quando sentiu ela queimar sua boca e todo o interior de seu corpo. E em seguida, ele caiu no chão, enquanto uma quantidade generosa de sangue saia de sua boca.

A Devil RomanceOnde histórias criam vida. Descubra agora