Não podia se negar que os diálogos que aconteciam na mesa eram recheados de sarcasmo, provocações, flertes e as vezes uma dose de mal humor.
-Agora de verdade, você tinha que ter um favorito -Klaus comenta para a Charlotte e apoia sua mão sobre o joelho dela. -Katherine escolheu o Stefan. Elena escolheu Damon. E você até hoje não escolheu.
-Ah, eu escolhi esse cara -ela aponta com o olhar para Kai, deixando um sorriso irônico no canto do rosto. -Eu não posso negar, eu tenho bom gosto pra homens, mas geralmente tenho uma quedinha por mentirosos, né, Kai?
-Eu diria que não era uma mentira... Talvez uma meia verdade -ele retrucou no mesmo tom. -E que por acaso, é algo que eu tentei falar com você antes de você delicadamente me desmaiar.
-Ah, foi legal termos chegado nesse assunto -Charlotte acabou rindo e abre seus braços, fazendo com que se apoiassem nos ombros de Klaus e Kol. -Meninos, quero um conselho masculino. O que vocês acham que eu deveria fazer, sabendo que o meu namorado queria mentir pra mim a respeito de Bonnie Bennett e o meu irmão queria mentir sobre o fato da sua mãe psicótica ainda estar viva?
-Vocês fizeram isso? Uh, agora entendi porque estão na corda bamba -Klaus debocha e acaba rindo, então volta sua atenção para a garota. -Mas o meu conselho pra você, amor, é que adagas sempre funcionam. Não acha, Kol?
-Essa são as tradições da família Mikaelson, algumas noites temos jantares, outras adagas -ironiza Kol.
-Enfim uma tradição familiar que eu vou conseguir seguir -Kai retruca no mesmo tom sarcástico e bebe um gole da sua bebida.
Charlotte se inclina um pouco para frente e enche novamente os copos de todos com bourbon, logo apoiando seu corpo novamente no balcão.
-E você, amor? -ela se vira para Kol. -Qual vai ser o seu conselho?
-Vem cá -ele puxa o rosto dela de lado, ficando próximo da orelha dela e sussurrando. -O conselho que eu posso te dar é meio inapropriado para se dizer perto do seu namorado.
Charlotte abaixou a cabeça e riu, ignorando o olhar de Kai sobre ela, ele não tinha ouvido nada, mas o seu ciúme era algo visível.
-Seus conselhos são no mínimo adoráveis.
-Ainda bem que eu não sou você, porque deve ser horrível estar na sua pele nesse momento -Damon comentou sarcasticamente e deu um tapinha nas costas de Kai.
-Você também tá muito quieto, é saudade da Elena ou é só o seu remorso te corroendo? -Kai responde no mesmo tom.
-Não, é só nojo de ter que ver três otários dando em cima da minha irmã -ele passa a mão pelo rosto e pega seu copo, bebendo todo o bourbon de uma vez.
-Se soubéssemos que você teria vindo teríamos trazido a Rebekah, se ela não te distraísse no bom sentido, talvez estaria te perturbando -Kol acaba rindo.
Charlotte e Klaus acabaram rindo junto com ele.
-O Elijah não vai se juntar a nós?
-Ah, com certeza ele vai, mas estamos esperando ele aparecer por livre e espontânea vontade -diz Klaus. -Aliás, todos queremos ver o choque quando ele te ver.
-Ainda bem, vamos ter alguém pra espalhar decência e nobreza -Charlotte fala com acidez. -Até porque...
Ela parou de falar quando sentiu algo subir por sua coxa debaixo da mesa, ela soube que era Kai por ele estar olhando diretamente para ela.
A garota engoliu em seco, sentindo a perna de Kai tocar perto da sua virilha.
-Eu esqueci o que eu ia falar -ela ri de si mesma, sentindo seu calor subir e deu um leve chute na perna de Kai, antes de se levantar.
-Pra onde diabos você vai? -questionou Damon com impaciência.
-Eu só vou tirar essa blusa cheia de sangue, não sou uma selvagem -ela se agachou e tirou a blusa de uma das mulheres mortas no chão, em seguida olhou para Klaus, Kai e Kol. -Eu até poderia trocar de roupa aqui, não tem nada aqui que vocês já não tenham visto... Mas melhor não, não é?
Ela tinha o mesmo sorriso cinico no canto do rosto, a medida certa para poder saber que Kai estava surtando por dentro.
Charlotte saiu em direção ao banheiro que ficava em um corredor do bar e jogou sua regata suja de sangue em um canto, logo vestindo a que tinha pegado do cadáver.
Ela sorriu para si mesma quando ouviu o sútil estalar da porta, então se virou e olhou.
-Debaixo da mesa? Sério? -ela apoiou suas costas na parede fria.
-Era o único jeito de tomar a sua atenção -Kai respondeu com um leve tom irônico e se aproximou dela, a encurralando na parede. -Foi meio nostálgico, eu fiz a mesma coisa nos anos 90.
-É, com a diferença que você não mentia pra mim nos anos 90 -ela ergue um pouco seu rosto. -Bons tempos.
-Eu vim pra conversar.
-Eu não -Charlotte o puxou mais para perto ao ponto de sentirem suas respirações e o calor de seus corpos. -Eu tô tão tensa, tanta coisa na cabeça... E mesmo assim o meu corpo pede por você o tempo todo.
Ela dedilhava seus dedos pela nuca de Kai.
-Tem dois caras lá fora que adorariam fazer esse serviço por você -ela murmurou. -Pode me dar uma mãozinha... Ou pode deixar que outro faça isso por você.
-Não me provoca, Charlotte.
-Eu já fiz isso, não é? -ela o olha. -Se não, você não estaria tão tenso.
-É isso que você quer? -Kai sussurrou, sua voz um tanto rouca e lasciva. Seu olhar indeciso entre olhar para os olhos ou a boca dela.
-É tudo que eu preciso.
Ele levou seu rosto para o pescoço dela. A respiração de Charlotte se pesou e ela fechou os olhos ao sentir a barba de Kai roçar contra sua pele. Ela arfou quando sentiu Kai começar a distribuir mordidas e sua língua percorria por cada um dos pontos delicados dela.
Kai levou sua mão para dentro da blusa dela por baixo, passando seus dedos pela cintura dela e apertando os seios fartos por cima do sutiã.
A garota gemeu baixo, sentindo um frio pulsar abaixo do seu ventre. Ela se sentia quase impotente pelo excesso de sobrecarga corporal que precisava ser aliviado.
Charlotte ergueu um pouco a perna, fazendo sua coxa roçar contra o volume na causa de Kai. Ele arfou contra o pescoço dela e levou suas mãos até o zíper da calça dela, mas antes disso sentiu ela segurar seu pulso.
-Pensando bem... -ela respirou ofegante, aquilo acabou sendo uma tarefa bem difícil pra ela. -Vai ser rude se eu deixar eles me esperando por muito tempo.
Ela se afastou de Kai tentando acalmar sua respiração agitada e indo em direção a porta.
-Acho que não vou poder te dar uma mãozinha agora -ela apontou sutilmente para o volume na calça dele e abriu a porta para sair. -Te espero lá fora, amor.
O capítulo tá meio fraco, mas vou me esforçar para o próximo ficar melhor, gente.
Eu tô tendo um bloqueio criativo para fazer essas cenas, então se tiverem sugestões podem me chamar na dm.
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A Devil Romance
FanfictionKai Parker, a ovelha negra do Clã Gemini. Todos já sabemos da história de Kai Parker, o sociopata que matou toda a família... Mas na verdade a história é um tanto diferente do que pensávamos, apesar de tudo, Kai Parker já teve um amor épico, que o a...
