My Jolly Sailor Bond

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—Estamos tentando ficar seguros. O tio Stefan já mandou as gêmeas viajarem com a Lexi, é melhor elas ficarem longe por enquanto —diz Megan.

—Ele fez certo. Vou falar com a Elena, tentar convencer ela a sair da cidade —Charlotte esfregava os olhos, ainda inquieta.

As duas estavam sentadas no banco da praça de Mystic Falls. Uma brisa suave farfalhava seus cabelos.

—Ei. Não fica tão tensa, você é a rainha do inferno, matar essas sereias vai ser fácil —Megan segurou a mão de Charlotte.

—Eu recebi tudo o que Cade podia me oferecer. Imortalidade sem objeções, meu poder aumentou, minha mente é bloqueada de todos os feitiços... —a herege encarava a movimentação da rua. —Mas não consegui desenvolver minhas habilidades psíquicas. Não posso proteger a mente de ninguém além da minha, ou entrar na cabeça delas. Só consigo fazer isso no inferno, fora dele todas as minhas habilidades psíquicas acabam.

Ela mordeu a parte interna da sua bochecha com tanta força que sentiu um pouco de sangue em sua língua.

—Não posso tirar os poderes das sereias, não fui eu que criei elas. Mas eu posso diminuir um pouco, posso criar pequenas excessões —ela parecia sentir raiva de si mesma. —Só que isso não vai ser o suficiente.

Megan abaixou um pouco a cabeça, um suspiro suave escapou de suas narinas.

—Eu tinha uma namorada em 1860... Ela se chamava Amélia. Amélia adorava fazer teorias sobre seres sobrenaturais. Uma vez ela me contou sobre sereias —Charlotte voltou a falar. —Eu achava que eram mitos, até conhecer o próprio inferno e o diabo.

A garota loira olhou para a outra herege, curiosa. Ouvindo cada palavra com o máximo de atenção.

—Ela dizia pra mim que ia descobrir uma forma de matar as sereias de uma vez por todas.

—Isso faz muitos anos. Você mesma disse que isso foi em 1800 —Megan a olhava. —Se ela era humana, Amélia já morreu há mais de um século.

—Essa é a melhor parte —Charlotte se virou para encarar a garota. —Eu obriguei Amélia a virar vampira em 1864. Nós nunca mais nos vimos porque eu condenei ela a uma vida que ela sempre odiou.

—Você acha que ela pode estar viva?

—Acho que é uma opção... Eu vou ter que ficar em Mystic Falls para manter as estribeiras, mas se acontecer qualquer coisa, preciso que você vá atrás dela —Charlotte encarava os olhos azuis de Megan. —Ela se chama Amélia March. Fale que você é filha de Charlotte Salvatore, ela vai ajudar.

—E se ela não tiver descoberto como matar uma sereia? —indaga Megan.

Charlotte forçou uma risada sarcástica e olhou para frente.

—Então, estaremos todos ferrados.

—Vamos pensar positivo —ironiza Megan, logo deixando seu tom brincalhão de lado. —Por que confiou em mim pra contar sobre a Amélia? O Kai poderia te ajudar muito mais do que eu.

—Você é mulher. E assim como eu, você vai fazer o necessário. Eu confio nisso —Charlotte a olhava com firmeza. —Não quero que veja as consequências, quero que veja só o final. Faça o que for necessário...

Ela passou a mão pelos longos cabelos castanhos.

—Em um lugar cheio de sereias que mexem com as mentes de homens... Nós, mulheres, só temos umas as outras —conclui Charlotte.

...

Após se separar de Megan, Charlotte foi diretamente para a mansão Salvatore. Ela pegou um copo cheio de bourbon na cozinha e bebeu um gole longo, enquanto caminhava pelos corredores.
Assim que adentrou na sala, seus olhos foram tomados pela visão de uma mulher sentada em uma das poltronas.
Uma mulher bonita, Charlotte tinha que admitir.

A Devil RomanceOnde histórias criam vida. Descubra agora