Raissa Andrade
Quando fala uma coisa pra Ana... Se prepara, ela vai te cobrar até seu último dia de vida.
Disse ontem que ia deixar pra sair hoje, pois essa menina acordou cedinho batendo na nossa porta, a gente estava transando, acho que eu nunca me troquei tão rápido na minha vida, como eu estou me trocando agora.
Raissa: Já vai princesa! Quer sentir meu bafo é? - gritei vestindo meu top.
Ana: Eu não, eca! - a Nathalia riu baixinho, escovando o dente.
Raissa: Porra... Eu nem gozei - entrei no banheiro.
Escovamos rápido e abrimos a porta, dando de cara com ela trocada, com roupa de sair.
Ana: Bom dia mãe - falou pra nós duas e deu um beijo em cada uma - vamo? Eu já tô até trocada.
Nathalia: Não é agora não, amor - pegou ela - é só mais tarde - ela reclamou - para Ana, a gente disse isso ontem - falou grossa e eu fiquei com dó, tadinha a criança nem entendia negócio de hora.
Raissa: Coé, nós pode tá indo lá na vó Lúcia, almoçar lá, tu não gosta da comida dela? - Ela assentiu - então pô, agora vai lá se trocar, essa roupa tu usa de noite.
Ela foi lá se trocar e a Nathalia foi ver a Rayane enquanto eu desci e fui comprar pão.
Única coisa que eu não gostei dessa casa, a única padaria boa pra esse lado, é a do irmão, mas é meio longe, tem que dar mó volta.
Comprei lá os negócios que a outra pediu, já aproveitei e comprei os toddynho de caixinha das cria.
Voltei com a cabeça nas nuvens, pensando no trabalho que vai dar arrumar as coisas pro sítio, falta só uma semana, já deixei a avisado pra dona do sitio, mó caro o negócio, falei pra ela que quero tudo limpo.
Se não, nem compensa, já não basta ter que pagar caro, ainda tem que ficar limpando, né não?
Vi de longe o pai da Nathalia vindo na minha direção, eu ia ignorar, passar reto, mas ele me chamou, e pelo que a Nathalia me falou, tá tranquilo agora.
Raissa: Solta o verbo - encarei ele, bem séria.
Pai da Nathalia: Vim na paz - levantou a mão em rendição - só vim agradecer - arquei a sobrancelha - por tu cuidar da minha família bem - ri dele, que não entendeu nada.
Raissa: Tu não conhece elas mermo em - ajeitei minha postura - elas não precisam de ninguém pra cuidar delas, elas tem sua própria independência, você se liga viu, em mais de um ano que eu tô com a Nathalia, ela nunca, nunca! Preciso de porra nenhuma minha, até hoje que somos casadas.
Pai da Nathalia: To sabendo disso aí, fiquei sabendo que você ficou um tempo fora.
Raissa: Então tá vindo me agradecer porquê? Encher a porra do meu saco, uma hora dessa? Eu ainda não esqueci do que tu fez, se tu veio pra perturbar de novo, melhor ir embora, que dessa vez eu não vou pela tua filha não - sai de lá, deixando ele com cara de tacho.
Eu ia trocar um papo maneiro com ele, uma ideia tranquila, mas quando eu olha pra quela cara de pau, a única coisa que eu lembro, é das coisas que ele fez, aí eu não consigo me segurar
Estragou minha manhã, mas eu ficar tranquila, nem vou falar nada pra Nathalia, se não é capaz dela ficar puxando assunto sobre isso, e eu não tô afim.
Cheguei lá estava só a Nathalia e as meninas, disseram que o Davi ainda não acordou, deixei ele dormindo, chegou ontem tarde, dizendo que estava na casa daquele tal de Arthur, só tô de olho.
Tomamos um café maneiro, dando altas risadas da Ana, essa menina é fogo.
Raíssa: Vou lá na boca, eu volto pra pegar vocês, pra ir lá na minha mãe - dei um beijo em cada uma.
Ana: Mãe deixa eu ir na boca com você? - me pegou de surpresa e eu olhei pra Nathalia, que já negou com a cabeça.
Raissa: Um dia a mãe te leva, quando você tiver um pouco maior, tá bom? - ela assentiu e foi brincar com a Raiane.
Sai de casa ainda pensando nisso, ela nunca tinha pedido pra ir, aliás, eu nunca passei por isso, já que o Davi nunca gostou.
Peguei a moto e fui pra boca, só dar aquela olhada por cima, tinha que adiantar as contagem e muitas coisas, sem eu e o Pedro aqui, é perigoso esse muleque, tudo errar nas contas de novo.
Já estava quase dando a hora que minha mãe falou e eu estava na minha sala com o Pedro.
Raissa: Aí! Tu acredita que a Ana pediu pra vim comigo pra boca - ele se engasgou rindo - morre não.
Pedro: Papo reto? - assenti - porra... Diferentona do Davi né? - concordei - aí, acho que ela vai querer seguir, o que o Davi não quis.
Raissa: Tô ligada disso aí, mas perto da Nathalia, não fala isso nem brincando - ele concordou rindo.
Pedro: Se eu falar, é capaz dela me tirar da sua casa, de cabo de vassoura - ri dele.
Olhei a hora e já estava, na hora de buscar todo mundo, mandei mensagem, pra Nathalia e sai, dando uns toque com os caras.
Busquei ela, estavam todos prontos, o Davi com a maior cara de sono, se pá no caminho ele cochilou e ninguém viu.
Chegamos e já estava tudo pronto, meus pais, maiores babões nas meninas, a Ana que amou, adora ser mimada, essa daí.
Aproveitei também pra matar a saudade deles, trocar um papo com meus pais, eles estavam viajando, fazia tempo que não via eles.
Pai da Raissa: Ainda não acredito que tu cresceu assim e já vai casar - chegou do meu lado, estávamos na laje, já tínhamos comido, estavamos brincando com a mangueira.
Raissa: Velho... Já já eu faço 30 - ri da cara que ele fez.
Pai da Raissa: Falando sério agora - assenti - como tá a família?
Raissa: Ali ó - apontei com a cabeça pra eles - tamo tranquilo pô - ele concordou.
PENÚLTIMO
CAPÍTULO
Comessem a se despedir...
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FEITICEIRA (Romance safico)
Fanfiction𝙍𝙅-𝙑𝙞𝙙𝙞𝙜𝙖𝙡 Ela dança olhando pra minha cara Baby, eu não consigo te tirar da cabeça Na onda parece miragem Me hipnotizando tipo uma feiticeira Só consigo me esquecer dos meus problemas Quando eu olho assim pro seu rabo Bebendo água de bandi...
