75º (Reescrito)

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Alina Narrando 

— Seus... filhos? — questionei.

Lilith sorriu com malícia.

— Sete deles. Sete príncipes. Cada um portando um fragmento da nossa essência. Sete pecados para um novo mundo em ruínas. Eles acordaram porque sentiram a ruptura no equilíbrio. Sentiram... ela. — Ela apontou para minha barriga. — E ele. — Indicou o filho de Rebeca.

Samael continuou:

— Orgulho, Inveja, Ira, Preguiça, Avareza, Gula e Luxúria. Eles não são apenas símbolos. Eles são entidades. Nossos filhos. Criados com poder suficiente para destruir ou redimir o que resta desta Terra. E estão vindo.

Lilith se aproximou de mim, seus olhos penetrantes nos meus.

— Eles vão querer provar você, Alina. Cada um à sua maneira. Não pense que seu cio, sua força ou sua linhagem os impedirá. Eles desejam o que você carrega. E vão testar cada fibra da sua alma.

Senti Darius crescer ao meu lado, literalmente. Sua aura tornou-se ameaçadora.

— Se eles se aproximarem, eu mesmo os rasgo em pedaços. Pecado por pecado.

Samael sorriu pela primeira vez.

— Ah, Supremo... você ainda não entendeu. Eles querem isso. O jogo, a guerra, o desejo, a provocação. Foram feitos para isso. O que acha que herdaram de mim?

Lilith ergueu sua taça.

— E de mim? O charme, claro.

Darius rugiu, mas eu ergui a mão, mantendo-o calmo.

— Se são seus filhos... onde estão agora?

— Descendo. — Lilith respondeu como quem anuncia um desfile.

E naquele instante, as portas do salão se abriram.

Sete sombras adentraram, uma a uma, com passos ritmados e olhos como brasas. Um perfume misturado de pecado e poder invadiu o ar. Cada um com feições diferentes, mas todos... intensos. Lindos. Perigosos. Sedutores. E totalmente predadores. Lilith se aproximou sorrindo e os sete se curvaram 

- Esses são meus filhos, Lúcifer - Soberba (Orgulho)Mammon -Avareza (Ganância), Asmodeus - Luxúria, Azazel - Ira (Raiva)Belzebu (Beelzebub) - Gula, Leviatã - Inveja, Belphegor - Preguiça (Acídia)

Um deles me olhou diretamente nos olhos e sorriu.

— Finalmente nos conhecemos, Suprema. Estávamos ansiosos. Muito... ansiosos.

ALINA NARRANDO — SALÃO DO CONSELHO DOS ANTIGOS

O salão silenciou quando os Sete entraram.

Não foi apenas a presença física deles — foi a força bruta da essência que traziam. Eles não caminhavam... possuíam o espaço. Uma fusão de beleza, terror, fascínio e danação. O ar pareceu mais denso. Eritia rosnou, inquieta.

E então, algo aconteceu dentro de mim.

Uma onda de energia pulsou de dentro do meu ventre. Não era minha. Não era de Darius. Era dela.

Filipa.

Minha filha... ainda não nascida. Ainda envolta em silêncio e sombras dentro do meu corpo.
Mas ela sentia.

E os Sete sentiram ela de volta.

Foi como o som de uma taça de cristal quebrando. Sutil, agudo, inegável. A aura deles se alterou. Uma respiração coletiva falhou. Um instinto ancestral ativou-se em sincronia perfeita.

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