37º (Reescrito)

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ALINA NARRANDO

Abri os olhos e percebi que estava deitada numa maca fria. A luz branca do hospital parecia querer me cegar. Me sentei devagar, e quase tropecei em Giátros, que estava ali ao meu lado.

— Luna, finalmente acordou — disse ele com um sorriso tranquilo.

Sorri, apesar do cansaço que me dominava.

— Já estou melhor, Giátros. Mas preciso aprender a controlar essa... essa coisa dentro de mim — murmurei, ainda sem muita certeza do que aquilo significava.

Ele me lançou um olhar paciente.

— Tudo tem seu tempo, Alina. Não force o que ainda não está pronto.

Saí dali o mais rápido que pude, o ar fresco da noite me envolvendo como um abraço. Encontrei Pietro logo na saída.

— Vejo que está bem, Luna — ele falou, fazendo uma reverência exagerada.

Revirei os olhos.

— Sem formalidades, Pietro. Preciso falar com Darius. Onde ele está?

— No escritório, discutindo assuntos importantes.

Ele abriu a porta do carro para mim, e enquanto entrava, um peso estranho me oprimia o peito — um pressentimento que eu não conseguia identificar, mas que me dizia para tomar cuidado.

Quando chegamos à empresa, caminhei em direção à sala do Supremo, mas algo me fez congelar no meio do corredor.

Lá estava ela: Clira, prima de Darius. O que essa mulher fazia aqui, naquela hora da noite?

— Boa noite — cumprimentei, com a voz firme. Todos na recepção se curvaram, menos ela.

— Hmph — Clira respondeu, virando o rosto com evidente desdém.

Ignorei o gesto e me dirigi à recepcionista:

— Lais, Darius está em sua sala?

— Sim, senhora. Ele está em uma reunião sigilosa com os betas.

Aproximei-me da porta e ouvi um sussurro malicioso vindo de Clira:

— Quem ela pensa que é?

Me virei devagar, com todos os olhares agora fixos em mim, surpresa e apreensão no ar.

— Clira — minha voz cortante e calma —, para seu conhecimento, eu sou Alina Anuska, futura Alfa de Light Umeris, Luna de Uktena, companheira do Supremo Alfa, líder da equipe Nuran e a loba mais forte da era. Acho que sei muito bem quem sou e onde pertenço. E você? Sabe onde está e com quem está falando?

Me aproximei, tomando toda a presença e autoridade que podia reunir. Ela encolheu os ombros, incapaz de responder.

— P-Pe... Perdão, Luna — gaguejou, humilhada.

— Ótimo. Espero que isso não se repita. Se algo sobre mim lhe desagrada, recomendo que peça um duelo. Que a mais forte vença. — Sorri, desafiadora, e me virei para entrar na sala.

O silêncio que ficou para trás era tão pesado que podia ser cortado com uma faca.

Bati na porta, entrei e me sentei no colo de Darius, sentindo sua presença forte e confortável.

— Boa noite, meus queridos — disse, sorrindo para os olhos dele.

— Boa noite, meu amor. Está se sentindo melhor? — ele beijou meu ombro, acariciando minhas mãos.

— Estou. Só preciso aprender a controlar meu poder — confessei, preocupada. — O que perdi?

— Nada demais — Castro respondeu, calmo. — Apenas discutíamos com o patriarca dos vampiros e revisávamos relatórios.

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