7 º (Reescrito)

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Capítulo 7º - A Fera e o Eclipse: Ensaios de Domínio e Rendimento

Narrativa de Alina 

Depois de horas de conversa tensa, argumentações afiadas e silêncios que diziam mais do que palavras, eu e Darius finalmente conseguimos chegar a um acordo. Foi... civilizado. Talvez até maduro. Eu havia conseguido convencê-lo de que uma semana era tempo suficiente. Ele cedeu. Relutante, mas cedeu.

Talvez porque soubesse que, no fundo, eu também estava cedendo um pouco mais do que gostaria.

— Cheguei! — anuncio, jogando meus sapatos com a pontaria de uma sniper para o canto da sala. Eles batem na parede com um thud quase teatral.

— Não tem ninguém aqui... por que você faz isso? — a voz grave de Darius surge atrás de mim, carregada de tédio fingido e curiosidade real.

Dou um pequeno pulo com o susto, depois reviro os olhos.

— É um hábito — murmuro, coçando a cabeça com um risinho embaraçado. — Acho que é pra espantar os maus espíritos... ou atrair os bons. Eu fazia isso desde criança.

Darius ergue uma sobrancelha, mas o canto da boca dele se curva num sorriso tão suave e perigoso que por um segundo esqueço como se respira. Merda.

— Bom... eu vou dormir — digo depressa, tentando não parecer afetada pela presença dele. — Amanhã você vem comigo ao treino dos novatos. Ah, e... boa noite.

Me aproximo e dou um beijo rápido em sua bochecha. Foi impulso. Totalmente. Mas o olhar surpreso que recebo de volta faz meu coração dar uma cambalhota. E antes que ele diga qualquer coisa, subo correndo as escadas como se o inferno estivesse nos meus calcanhares.

Alina, sério. Vai dormir sozinha mesmo? — a voz de Eris, minha loba interior, ronrona em minha mente. — Ele é o nosso companheiro. Nosso. Dormir com ele é o mínimo que você poderia fazer...

— Eris, pelo amor da deusa... — respiro fundo. — Mal nos conhecemos. Não vou ceder pra um completo desconhecido só porque o destino resolveu brincar com a nossa cara.

Desconhecido? Ele é Darius! O Supremo! O macho que seus ossos gritam por toda vez que ele respira perto!

Ignoro. Eris rosna de frustração e se cala.

— Obrigada — murmuro, tirando minhas roupas e vestindo um pijama confortável de algodão cinza-claro. A lua brilhava na janela, me hipnotizando com seu brilho frio. — Agora vamos dormir. Só por hoje.

Deito e deixo que o sono me leve, mesmo com o calor do beijo na bochecha ainda queimando meu rosto.

O sol invade o quarto com força, como se soubesse que eu estava fugindo da realidade.

— Merda. Os novatos! — pulo da cama e corro para o banheiro. Banho rápido. Rosto lavado. Olheiras disfarçadas.

Enquanto escovo os dentes, ouço passos pesados no corredor. Darius. Ele acordou cedo. Ponto positivo. Visto meu uniforme de treino — uma calça justa de tecido preto e uma regata justa. Prática. Versátil. Sensual só se ele for maldoso.

— Pronta — murmuro, amarrando o cabelo e saindo do quarto.

Darius aparece no topo da escada. Ele para ao me ver. E sua expressão... bom, não é das melhores.

— Bom dia! — sorrio com inocência.

— Onde pensa que vai vestida desse jeito? — ele pergunta com aquele tom possessivo e arrogante que deveria me irritar, mas me dá arrepios.

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