5º (Reescrito)

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Capítulo 5 -  A Proposta do Supremo: Entre a Rebeldia e o Destino de Uma Alfa

Alina Narrando

A estrada até a casa do meu pai corta boa parte da floresta, e a escolha estratégica de morar afastada do centro da alcateia sempre pareceu racional. Mas agora, com o Supremo no banco do passageiro, a solidão da estrada me oprime.

— Você me desacata demais, Alina... — a voz de Darius ecoa repentinamente, baixa, rouca, carregada de um tom ameaçador disfarçado de calma. — Você sabe o que acontece com quem desafia o Supremo.

Engulo em seco. Meus dedos apertam o volante com força, rangendo os nós dos dedos.

— Peço desculpas, senhor, mas... — deixo um pequeno sorriso cínico surgir nos meus lábios — Suas ameaças perderam o impacto no momento em que descobri ser sua companheira. Meu lado Luna me diz que não preciso temê-lo... e muito menos obedecê-lo.

Desvio os olhos da estrada por um instante. O peito largo de Darius sobe e desce de forma irregular. Seus olhos, agora em um tom vermelho-sangue intenso, me atravessam como lâminas.

Ele estava perdendo o controle.

— Alina... — ele sibila entre os dentes trincados. — Não me teste. Você vai comigo para meu território, queira ou não. Eu sou o Supremo, e você ainda não tem ideia do que isso realmente significa.

— Você quer que eu seja submissa? Boa sorte com isso. — murmuro, quase para mim mesma.

— Lunas devem se curvar a seus companheiros — ele continua, agora mais alto — e você é minha. Então trate de não me desafiar!

Não respondo. O silêncio se estende entre nós como uma corda esticada prestes a romper. A tensão é palpável. Quando finalmente chegamos, desço do carro com a pressa de quem foge de um incêndio. Mas antes que eu consiga dar dois passos, uma mão firme segura meu pulso. Me viro com raiva — e lá está ele, sorrindo como se tudo estivesse bem.

— Espere, minha Luna... deve caminhar ao meu lado. — Seu tom é falso, carregado de cinismo. — Não quer que eu converse com seu pai sobre como tenho sido tratado, não é?

Filho da... Meu pai. A única coisa que ainda me faz hesitar.

— Tente fazer isso. Tente mesmo. Vamos ver o que acontece com você. — rosno baixo, cerrando os dentes. Ele apenas sorri mais, um sorriso vitorioso que me dá vontade de socá-lo ali mesmo.

Mesmo irritada, aceito seu braço e caminhamos até a entrada da casa. As conversas cessam no instante em que entramos, como se alguém tivesse apertado o botão de "mudo". Estávamos de braços dados, e isso por si só já causava mais alvoroço que um ataque de caçadores.

— Vejo que minha filha está se dando muito bem com o Supremo — diz meu pai, sorrindo. Há um brilho de satisfação em seus olhos que me desmonta um pouco. Ele realmente parecia feliz.

— Confesso que sua filha sabe como... receber bem alguém. — Darius responde, lançando-me um olhar cheio de segundas intenções.

Eu o encaro com fúria, apertando seu braço discretamente. Maldito. Cretino manipulador.

— Obrigado por lembrar, Alina. — Ele vira-se para os presentes. — Temos uma notícia importante a compartilhar.

Sinto um calafrio. O ambiente todo parece prender a respiração.

— Qual seria a novidade, Supremo? — Um dos homens pergunta, provavelmente um de seus betas, a julgar pelo cheiro de submissão que o acompanha.

— Encontrei minha companheira nesta alcateia. — Sua voz sai firme, orgulhosa. Um burburinho percorre o salão como uma onda, acompanhada de sorrisos e cochichos. Era uma honra. Uma aliança.

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