Acordei lentamente. O quarto ao meu redor era completamente branco, como se tivesse sido lavado por um sonho que ainda não terminou. A luz da lua ainda espreitava pelas frestas da cortina, insistente, como se soubesse que eu ainda não estava pronta para deixá-la partir.
Olhei o relógio ao lado da cama. Quatro e dezessete da manhã. A Lua de Sangue deveria ter se dissipado... Mas meu corpo ainda queimava, ainda pulsava. Meus olhos deslizaram pelo ambiente e pousaram sobre o selo luminoso que cercava a cama. Um encantamento antigo. Estávamos em um dos aposentos de acasalamento dos Supremos.
Travei o maxilar ao ouvir passos pesados do lado de fora. Fechei os olhos, fingindo dormir, enquanto meu corpo inteiro gritava o contrário. A porta se abriu com um estalo suave e... o cheiro. Tão dele. Almíscar, floresta molhada e poder. Darius entrou sem dizer nada, sua presença preenchendo o cômodo como uma tempestade prestes a cair.
O colchão afundou sob seu peso e ele se deitou ao meu lado, colando seu corpo quente ao meu.
— Sei que está acordada — ele sussurrou contra minha orelha antes de mordê-la com uma provocação quente e lenta.
Um arrepio devastador percorreu minha espinha, e eu ofeguei, incapaz de fingir por mais tempo.
— D-Darius... por favor...
— Por favor o quê, minha loba? Que eu pare... ou que eu continue? — sua voz era baixa, um ronronar perigoso enquanto suas mãos exploravam cada centímetro do meu corpo como se o conhecessem desde o princípio dos tempos.
Ele me puxou para seu colo, fazendo-me sentar com uma facilidade irritante. Estávamos a centímetros de distância. Sua respiração batia contra a minha pele, e seus olhos me atravessavam com uma intensidade que quase me fez desmaiar.
— Você é a criatura mais perfeita já criada — murmurou, beijando meu pescoço com adoração bruta.
Soltei um gemido involuntário. Meu corpo se arqueava contra ele, em busca de algo que já sabia ser inevitável. Mas ainda lutei.
— Darius...
Ele não respondeu. Me beijou. E que beijo.
Furioso, faminto, desesperado. Um choque elétrico explodiu dentro de mim quando nossos lábios se encontraram, e nossos corpos travaram uma batalha silenciosa pelo domínio. Ele me jogou de volta na cama, segurando minhas pernas firmemente.
— Isso só torna tudo mais divertido, minha fêmea — disse ele, mas sua voz não era apenas dele. Anonatos estava ali, o lobo ancestral, possessivo e selvagem.
Ele desceu para os meus seios e os tomou com a boca, sugando com violência e reverência ao mesmo tempo. Eu gritei. Não de dor. De puro prazer.
— Deliciosa... — murmurou, me virando bruscamente. Seus dedos entrelaçaram-se nos meus cabelos, puxando-os com firmeza, me colocando de quatro.
— Alina... você é minha perfeição — ele dizia entre beijos e mordidas que queimavam minha pele como brasas de desejo. Suas mãos apertavam minha cintura enquanto seus lábios desciam pelas minhas costas como uma oração pagã.
Quando me virei, ele já estava entre minhas pernas, e seu membro pulsava, preso pela calça. Ele arrancou minhas calças com um rasgo animalesco, destruindo minhas roupas íntimas com um som que me fez tremer.
Fiquei exposta. Vulnerável. A respiração descompassada, o rosto vermelho.
— Tão linda... — sussurrou, e em um segundo, ele estava nu, se encaixando perfeitamente entre minhas coxas.
Tentei dizer "não". Uma última vez. Mas ele segurou meus braços e afundou os dentes no meu ombro. Gemi alto, apertando os lençóis. A dor era doce, viciante. Meu sangue escorria em sua boca e, com ele, algo ancestral foi selado.
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Suprema
WerewolfUma mulher escolhida pela Deusa como porta-voz de seu mundo, determinada, exigente e perspicaz, seu destino estará banhado de grandes vitórias mas com o peso de seu fardo viverá grandes momentos de desespero, encontrará o amor e aprenderá a lidar c...
