Darius Narrando
Ontem, Alina me deixou sem fôlego — e, pela primeira vez, exausto depois de uma noite intensa. Usamos todos os cantos da casa: cozinha, sala, até o corredor virou cenário da nossa loucura. Quando ela finalmente cedeu, já eram quase quatro da manhã. Acordá-la no quarto de hóspedes, onde a deixei para descansar, foi um ato quase heroico — ainda mais quando percebi o que fizemos na casa toda. A vergonha que ela sentiu ao ver a destruição foi deliciosa.
— Precisávamos disso — Anonatos aparece do nada, como sempre, direto ao ponto. — Minha fêmea também percebeu que precisava relaxar depois desses dias turbulentos. Quem sabe a gente ganha outra cria em breve?
A menção a Filipa provoca um aperto no meu peito, mas sacudo a cabeça para afastar a tristeza e entro no banho. Alina logo se junta a mim, e logo estamos entregues àquele ritmo intenso, deixando o peso do dia para trás.
— Vou para a sede — aviso, enquanto ela aparece só de lingerie, os olhos brilhando de vontade.
— Posso ir com você? — Sua voz é um sussurro carregado de esperança.
— Você nunca pediu permissão, amor. — Dou um sorriso, surpreso.
Ela me abraça forte.
— Desde que fui marcada pela Luna, me sinto mais frágil. Não quero que você se preocupe comigo.
— Saber que pensa assim me deixa mais feliz do que você imagina. — Beijo sua testa com carinho.
— Então, posso ir? — Ela insiste, me encarando.
— Claro que sim, amor. — Digo. — Arruma-se, e vamos juntos.
Descemos para a sala e aguardamos. Quando Alina surge, está deslumbrante: um vestido elegante que realça sua silhueta, salto alto, cabelos semi-presos, um ar mais sério e decidido. Não era o estilo dela, mas combinava perfeitamente com a mulher que ela estava se tornando.
— Linda — digo, fazendo-a corar.
— Obrigada, amor. — Ela sorri tímida.
Na sede, a secretária Lais nos recebe com respeito, e logo me cercam os betas — Castro, Filipe e Pietro — junto com Fred, o secretário de Alina, que cuida do resgate das garotas. A reunião é pesada, cheia de demandas e estratégias para proteger nossas alcateias e coordenar a guerra iminente.
Olho para Alina, firme e concentrada, enquanto o mundo lá fora parece ameaçar nossa paz.
Alina Narrando
Sou interrompida de meus devaneios por Fred:
— Suprema, preciso de sua atenção.
— Fred! — Cumprimento-o com um sorriso. — Como está indo o resgate?
— Os resultados são excelentes. Os esconderijos dos transformados estão sendo descobertos um a um. Eles parecem estar perdendo o ânimo.
Analisamos juntos os relatórios, discutimos estratégias e prioridades. A ajuda de Fred é essencial.
— Agora preciso de algo extremamente confidencial — digo, e vejo o rosto dele se enrijecer. — Quero que convoque uma reunião com todas as Lunas aqui na sede. É vital que lutemos lado a lado nesta guerra. Preciso delas comigo.
— Você quer que elas venham para cá? — ele pergunta surpreso.
— Exatamente. Quero reunir as forças, alinhar táticas, e mostrar que essa luta é de todas nós.
Fred anota tudo com atenção e se prepara para partir.
— Lais — chamo — preciso que me ajude ao máximo agora. Há muito a ser feito e não posso me dar ao luxo de perder tempo.
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Suprema
WerewolfUma mulher escolhida pela Deusa como porta-voz de seu mundo, determinada, exigente e perspicaz, seu destino estará banhado de grandes vitórias mas com o peso de seu fardo viverá grandes momentos de desespero, encontrará o amor e aprenderá a lidar c...
