2º (Reescrito)

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Capítulo 2 - Sangue Demoníaco e o Alfa Supremo: Uma Nova Era para Alina

Depois de horas exaustivas treinando os novatos da alcateia, repassando protocolos de defesa, ensinando os pontos vitais de criaturas sobrenaturais e ajustando estratégias de combate, Alina sentia-se estranhamente... drenada. Não era cansaço físico. Era algo mais profundo. A dor de cabeça latejava como se um tambor estivesse sendo ritmado dentro de seu crânio.

Ela esfregou as têmporas com os dedos e, por fim, decidiu procurar ajuda. Aquilo não era comum. Ela era forte. Muito forte. E raramente sucumbia a qualquer tipo de dor.

— Tio? — chamou ao empurrar a porta do consultório de ervas e rituais.

— Alina? Que surpresa boa. — O homem ergueu os olhos do pergaminho antigo. Ele era o curandeiro-chefe da alcateia e, claro, também seu tio — um dos poucos que restavam de sua linhagem direta. — Está tudo bem?

— Não exatamente... — suspirou e se sentou na maca. — Estou com uma dor de cabeça terrível. Como se meu espírito estivesse gritando dentro de mim.

O curandeiro franziu o cenho, ajeitou os óculos no nariz e veio até ela com um olhar sério.

— Você não é de reclamar nem quando está com uma costela quebrada. Isso é preocupante.

Ele a deitou com cuidado e começou a recitar um mantra antigo, uma língua ancestral que vibrava no ar como notas de cristal. Um brilho suave envolveu Alina e, por um momento, ela sentiu um formigamento em todo o corpo, como se a energia estivesse sendo escaneada célula por célula.

— E então? — murmurou, os olhos entreabertos, inquieta.

— Não há nada de errado fisicamente. — Ele afastou as mãos, pensativo. — Mas seu espírito está... inquieto. Agitado. Está liberando uma quantidade anormal de energia.

— Isso é perigoso? — ela perguntou, sentando-se de supetão.

— Pode ser apenas o início da sua transição final, Alina. Sua loba alfa está despertando por completo. É uma bênção, mas exige preparo. Vou fazer um chá para aliviar a dor e te ajudar a dormir.

Alina assentiu, parcialmente aliviada, e deu um leve sorriso de gratidão.

— Obrigada, tio. Eu... vou descansar um pouco.

Quando chegou em casa, se jogou no sofá como se seu corpo pesasse o triplo. O silêncio era reconfortante, quase curativo. Foi até a cozinha, preparou o chá com as ervas deixadas pelo tio e seguiu para o banho.

A água quente deslizou por sua pele, aliviando parte da tensão. Vestiu um moletom surrado, uma camiseta larga e voltou para a sala. O aroma do chá invadia o ambiente, aconchegante e adocicado. Ela se sentou, puxou uma manta e levou a caneca aos lábios quando...

BAM! BAM! BAM!

A porta foi quase arrancada com a força dos golpes. Alina derrubou o chá no sofá ao se levantar de sobressalto.

— Que porra está acontecendo?! — esbravejou, abrindo a porta.

— Alina! Ataque do lado sul da floresta! — disse um dos soldados, ofegante.

— Criaturas? — perguntou já pegando o casaco.

— Vampiros. Muitos. Vieram atrás de algo... ou de alguém. Nossos vigias não descobriram o que.

— Que merda... — murmurou entre os dentes.

Já em movimento, começou a dar ordens sem parar:

— Levem os civis para o subterrâneo! As crianças são prioridade! Selos de magia em todas as entradas! Quero a equipe Nuran na linha de frente. AGORA!

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