Gabriella
Abro a porta quando a campainha soa pela terceira vez e meu rosto, com toda a certeza do mundo, deve espelhar o que quase aconteceu, pois o rapaz diante de mim, me observa de uma forma curiosa e assim que Matteo aparece ao meu lado, ainda sem camisa e desliza sua mão pela minha cintura, o técnico sorri.
O constrangimento atravessa meu corpo e sinto que minhas bochechas poderiam explodir a qualquer momento.
Estou queimando.
Vergonha.
Desejo.
Uma confusão de sensações que, sem dúvida, enlouqueceriam qualquer pessoa. Eu sei que estou a caminho disso.
— Hora ruim? — pergunta com sarcasmo e em uma ousadia que não deveria.
— Não. — respondo secamente — O que preciso assinar? — questiono e ele estica o braço, oferencendo o documento e uma caneta. Leio rapidamente a liberação e rubrico meu nome — Mais alguma coisa? — indago.
— Apenas isso mesmo. — o homem caminha alguns pequenos passos para trás e se afasta, sinalizando para o seu companheiro alguma coisa.
Fecho a porta devagar e a pressão da mão do Matteo aumenta no meu quadril, o calor da sua pele e do seu corpo tão perto do meu, tão próximo, tão necessário, alastra sobre mim um fogo que nem chegou a adormecer, que continua pulsante a cada segundo e mais vivo do que nunca.
— Ainda estou duro, foguinho. — comenta baixo no meu ouvido e estremeço levemente. Como se para confirmar suas palavras, ele me encosta na parede e fecho os olhos ao sentir sua dureza. Per Dio.
Viro rapidamente e o encaro de frente. Seus olhos parecem o de um predador. Firme.
Intenso.
Selvagem.
Quando mudo meu olhar para a sua boca e seus lábios se levantam em um sorriso safado, não posso mais aguentar. Entrelaço meus dedos na sua nuca e o puxo para mim, ali mesmo na sala.
Mordo seu lábio inferior, antes de aprofundar o nosso beijo. Sua língua dança com a minha e é como se nunca tivéssemos o suficiente um do outro, pois a cada instante, sinto que preciso mais disso. Gemo dentro da sua boca, quando Matteo ergue a barra da minha regata, deixando nossos corpos colados.
Não sei como consegui ser forte o bastante por tanto tempo, pois ele é tão perfeito, tão lindo, tão meu. Sinto essa conexão tão profunda que parece até mesmo vir de outras vidas. Como se enfim, estivéssemos juntos outra vez. Não sei explicar, é indescritível esse sentimento que palpita e acelera meu coração fortemente.
Corro meus dedos pela sua musculatura e o sinto se tensionar, quando aperto seu membro enrijecido sobre a bermuda.
— Querida ... — sussurra e levanta a minha saia, empurrando o tecido molhado para o lado — Como você quer? — questiona.
— De qualquer jeito. — respondo — Mas quero agora. — digo ofegante. Ele ri e me encara, um riso gostoso que atinge meus ossos e me deixa fraca. Fraca por estar tão apaixonada e mal conseguir pensar em outra coisa, que não seja nele.
— Você quem manda. — murmura ainda sorrindo e se afasta um pouco, apenas para retirar um preservativo da sua carteira. Ele abre o botão do seu jeans e empurra para baixo, levando sua cueca junto, que cai sobre um amontoado nos seus pés.
Acompanho seus movimentos, porque é impossível desviar, é impossível não sentir o aperto entre as minhas pernas e a excitação que cresce, aumentando essa vontade perturbadora.
Conforme ele desenrola sobre sua ereção, não perdendo nosso contato visual, sinto que posso me desfazer aqui mesmo.
Sem perder tempo, puxo minhas roupas e me livro delas. Ficando nua e sedenta por ele. Agoniada por essa espera.
— Você é linda, Gabriella. — comenta e se aproxima — Tenho tanta sorte. — diz e um olhar terno, diferente de qualquer outro, brilha no seu rosto, como se uma luz nova fosse acesa e nunca seria possível apagá-la — Eu te amo, foguinho.
Ouvir essas palavras, nessa situação e depois de tudo o que ele fez por minha família e por mim, transforma tudo em câmera lenta. Seu sorriso e o silêncio depois da sua revelação, causa um furacão no meu peito. Uma emoção tão forte, que arrepia toda a minha pele.
— Eu também te amo, Matteo. — confesso o que estava preso a tempo demais e sinto a liberdade dessa verdade absoluta nos unir ainda mais. Ele tinha que saber o quanto sou dele. O quanto o quero a cada maldito minuto.
— Porra. — ele se reseta por um instante, antes de vir até mim como um raio e segurar meus braços sobre a minha cabeça — Eu sou o homem mais feliz do mundo. — diz e lança a sua boca até a minha, em um beijo feroz e delicioso. Como se eu não pesasse nada, ele me levanta e apoia minhas costas na parede, nos encaixando com perfeição e se afundando dentro de mim com força.
E sem dúvida, esse momento se tornou o meu preferido, porque foi a primeira vez que fizemos amor.
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MATTEO Uma noite * livro 2
Roman d'amour📣 IMPORTANTE NÃO é necessário ler o primeiro livro, mas existem algumas referências que talvez você não entenda, mas que não impede o entendimentos desse livro. Livro 1 - Uma Noite https://my.w.tt/qhhC1yJhj5 até 29/04 ou completo na Amazon https:...
