24

15.5K 763 57
                                        

Branco

Olhei pro lado e ela estava deitada olhando pra cima com um sorriso no rosto. Coloquei a mão de leve puxando seu rosto pra perto de mim. Ela estava com os olhos pequenos.

Branco: tá tranquila?

Isabella: eu tô. Muito. Posso te fazer uma pergunta? —se ajeitou virando de bruços e olhando pra mim.

Branco: pode.

Isabella: nesse meio tempo que estamos ficando, você transou com outras? Tô perguntando porque nós não estamos usando camisinha em todas as vezes. A gente põe quando lembra, tenho medo.

Cocei a minha nuca pensando no que falar. Mentir não era uma opção, então fiquei encurralado com a verdade.

Branco: pô, aconteceu algumas vezes. Acho que com três outras mulheres. Mas usei camisinha todas as vezes, te garanto. E você? —ela continuou olhando com uma carinha de que não tinha entendido— transou com outro cara?

Isabella: não, eu acho.... Na verdade, não conta. Não chegou acontecer nada porque o menino broxou. —dei risada ignorando o incômodo que senti.

Branco: tá vendo, sinal pra tu ficar só comigo, ser minha novinha. —segurei uma mecha do cabelo dela e coloquei um dos braços debaixo da minha cabeça. — se ficar com outros vai acontecer a mesma coisa, todos eles irão broxar. Até tu cair na real, que tem que ser só eu.

Isabella: é assim? Eu contigo e você comigo e mais três? —sorriu mostrando os dentes branquinhos.

Branco: jamais. Tô levando em consideração desde que ficamos a primeira vez, foi tu e mais três. Só que tem umas semanas que vem sendo só você.

Isabella: lógico, tô sugando seu tempo todinho. Me busca na faculdade, me leva comer, sair, viajar e ainda final de semana tô na sua casa.

Branco: e eu tô me amarrando.

Sempre fui um cara sincero com todo mundo, principalmente comigo. E eu sabia que não estava apaixonado, mas tava sendo maneiro ter ela por perto, além do sexo, o papo com ela fluía tranquilo e eu gostava disso. No último mês a gente se aproximou mais do que antes, nada com sentimento. Ela aparentemente também estava na mesma sintonia do que eu, não parecia estar apaixonada, mas curtia o que tínhamos. 

Eu sempre fui na minha, já tive meus lances por aí, só mulher complicada. Mas nunca assumi ninguém como minha mulher, porque não gostei pra valer, esses papos de amor não é comigo.

Branco: mas você toma alguma parada?

Isabella: eu tomava remédio, tive que parar porque vou por chip.

Branco: só tomar cuidado então. —beijei o topo da cabeça dela.

Fechei meus olhos sentido o cansaço bater com força, acordei cedo hoje e fiquei na correria o dia todo. Finalizei meu dia ainda com um sexo daqueles, corpo estava mole.

[...]

Olhei ela na borda da piscina com um biquíni branco no corpo, linda demais. Ela jogou o cabelo pro lado e levantou o celular pra tirar uma foto, cheguei por trás dela e abracei sua cintura.

Branco: tira uma nossa aí.

Isabella: com seu rosto aparecendo?

Branco: pode ser, vai postar? —ela negou— então pronto, pô. 

Coloquei o braço no ombro dela e olhei pra câmera, ela tirou uma e eu enfiei a cara no pescoço dela vendo ela tirar outra.

Branco: guarda pra gente essas aí.

Isabella: pode deixar.

Ficamos de marola em casa até o final da tarde, depois fomos tomar banho e se arrumar. Fiquei pronto rapidinho, desci e fiquei esperando ela.

Peguei meu celular que estava tocando, olhei e ela o número da Nicole. Até então ela não tinha ligado, mandou umas mensagens e só.

Branco: fala loira

Nicolle: oie, tô ligando só pra avisar que estou viva e que tá fluindo. Descobri que a mulher dele está grávida. E que aqui na comunidade ele tem a mãe dele e a sobrinha. Não conheci elas, só vi a mulher dele de longe.

Branco: não tenho pretenção de envolver família no meio, mas foi bom saber. E ele tá desconfiado?

Nicolle: tá nada, ele é emocionado. Toda hora fica querendo vir atrás de mim —dei risada— ri não, vai sair caro viu?

Branco: jaja acaba, você não vai ficar aí muito tempo. E a grana tá suave?

Nicolle: tá sim, fica em paz. Vou desligar, tento dar notícias daqui 1 semana.

Branco: tá bom. Fé pra tu.

Eu não ficava em cima ditando o que ela tinha que fazer porque ela sabia e era treinada, tinha lábia pra isso.

Isabella: pronto, vamos? —apareceu na sala e eu olhei sua roupa. Ela estava com um vestido coladinho e um salto alto com umas tiras que iam até a canela. Tava linda.

Branco: tá gata. Vamos.

Peguei a chave do carro, minha carteira e saímos. Era em uma boate próxima daqui, eu ia me reunir com alguns caras pra conversar sobre armamento. Precisava melhorar, chegar mais bicos dos bons, os que tinha não era o bastante pra treta que estava por vir.

No alto do caos Onde histórias criam vida. Descubra agora