Branco
Olhei pra cara dela que me encarava com o olho arregalado, ganhei na hora que a mina tinha mexido no meu celular.
Branco: nunca mais faz isso, entendeu? Meu celular é meu e não quero tu mexendo em porra nenhuma, muito menos se envolvendo em coisa minha e do meu filho. Você passou dos limites.
Débora: me entende Branco, não tem porque vocês dois terem o contato da forma que tem, a criança não nasceu. Eu não quero ser corna.
Branco: a gente não tá namorando, então você não ser corna. Tem que dar uma segurada. Porque tu se envolveu sabendo que eu ia ser pai, num foi? Nunca escondi essa parada de você, se quiser continuar comigo vai tem que aprender a ter maturidade. Isabella é a mãe do meu filho e se precisar eu vou trocar ideia com ela sim, minha cria está dentro dela. Não é você e nem ninguém que vai impedir isso de acontecer.
Débora: desculpa... só se coloca no meu lugar, não é fácil.
Branco: seu problema é com a Isabella e eu tô ligado, tu desenvolveu uma insegurança dentro de você sem necessidade. Se ficar nessa vai me perder sem antes de me ter. —levantei do sofá e peguei meu celular— vou pra boca, se cuida aí.
Debora: calma aí cara, vamos terminar de conversar. —ignorei ela e já fui sentido a porta — vem aqui mais tarde então ou eu vou pra sua casa.
Branco: me espera aqui. —ela sorriu parecendo ter o que queria e eu sai da casa dela.
Conheci a Débora um tempinho atrás, ela é gente boa e bonita, chamou minha atenção fácil. Comecei ficar com ela e tava até curtindo, mas ela é insegura demais e isso já me sufoca, não tenho paciência pra lidar com ciúmes de ninguém não. Fora que a mina já tem papo de 26 anos pra ficar com criancice no bagulho.
Sentei naquele sofá velho e fiquei acompanhando com o olho os moleques contar o dinheiro, nota por nota.
Branco: conta direito em moleque —gastei na dele— não é porque tu é bandido que tem que ser burro. Esquece nenhuma nota não é atenção.
Tadeu: tô anotando tudo, Branco, depois se quiser pode dar uma olhada pô.
Branco: na paz, tô confiando. —ele confirmou com a cabeça e voltou a contar.
Brito: fala tu meu lindo... tranquilo? —chegou fazendo toque comigo e eu retribui— e a boa de amanhã, tá sabendo?
Branco: qual foi?
Brito: festinha lá em casa —esfregou uma mão na outra.
Corolla: pode levar as amigas à vontade?
Brito: intrometido tu né não? Nem convidei pô.
Corolla: ah coe, vai fazer desfeita?
Brito: festa de família parceiro, tu pode ir, mas sem as amigas. Vai ser aniversário da amiga da Talita, aí vai convidar um pessoal e a festa vai ser surpresa.
Branco: Isabella? —ele confirmou com a cabeça sorrindo— papo reto? sabia de nada.
Brito: tua novinha vai ficar de maior amanhã —os caras deu risada junto com ele e eu permaneci serio — brincadeira pô, vai fazer 20... minha mulher mandou tu chamar sua vó e sua irmã.
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No alto do caos
FanfictionIsabela é uma jovem de família ligada ao tráfico de uma favela rival. Em busca de liberdade, ela se aventura em território inimigo e conhece Branco. O que começa como uma atração perigosa se transforma em um romance intenso, mas cheio de conflitos.
