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Branco

Tomei um gole da minha cerveja vendo ela se aproximar e sentar na mesa, do meu lado. Senti o cheiro marcante do seu perfume exalar, não era doce, mas era gostoso. Olhei pra sua roupa que chamava atenção de todo mundo e ela me olhou semicerrando os olhos.

Nicolle: eai, tudo bem?

Branco: eu to, e tu?

Nicolle: to de boa. To gostando de conhecer sua comunidade.

Branco: to vendo, tá aproveitando mermo. —ela sorriu mostrando os dentes branco.

Nicolle: tenho que curtir enquanto to aqui né. Sua irmã também está fazendo questão de me mostrar tudo, doidinha.

Branco: de vocês duas, não sei quem é pior.

Nicolle: a para —riu colocando a mão no meu ombro— eu sou tranquila, só gosto de sair... não vai me servir cerveja?

Branco: fica a vontade, só pegar aí... tá em casa já.

Ela se serviu e tomou um gole da cerveja. Olhei o menor se aproximando dela e puxou um papo ali. Peguei meu celular do bolso e respondi a mensagem da Jaque.

Nicolle: esses seus soldados são urubu, não saem de cima.

Branco: gostaram de tu, loira. Bonitinha e 157. —ela gargalhou.

Nicolle: bonitinha? tá me tirando aí. Sou maravilhosa, meu lindo... mas quem eu to afim, nem dá bola.

Branco: de quem tu tá afim, fala aí. —falei vendo seu olhar de maldade e pegando a ideia no ar. Que ela é gata, é um fato. Mas nunca parei pra pensar eu ter alguma parada com ela.

Nicolle: você se faz de difícil né? Ou tá casado?

Branco: to solteiro. Mas num to me fazendo de difícil não, tu nunca deu o papo que quer eu.

Nicolle: você nunca dá brecha, só vive com essa cara fechada. Mas eu e você, rola ou nem? —

Branco: tá afim de brotar ali agora?

Nicolle: assim fácil?

Branco: fazer joguinho pra que? —ri e ela assentiu levantando.

Deixei uma nota de 50 na mesa e levantei indo pra minha moto, ela veio atrás e subiu na garupa. Parei em frente a minha casa, desliguei a moto e desci. Abri o portão que estava emperrado e dei passagem pra ela subir junto.

Nicolle: você não mora aqui, né? —neguei balançando a cabeça— dá pra ver, casa vazia.

Branco: mas é minha. —me aproximei dela segurando sua nuca. Meu olhar encontrou com o dela e eu reparei naqueles olhos cor de mel que me fazia trazer lembranças de outra pessoa. O dela era mais escuro, mas mesmo assim era inevitável não lembrar.

Sua boca colou a minha e nossas línguas se encontraram, desci minha mão pelo seu corpo e apertei sua bunda colando seu corpo contra o meu. Coloquei a mão por debaixo do vestido e apertei a bunda dela.

Afastei nossos lábios para respirar e desci beijando o pescoço dela e passando a ponta da língua. Sua mão foi de encontro com o botão do meu shorts que ela desabotoou e colocou a mão lá dentro sentindo o volume do meu pau.

Branco: vamo lá pra dentro. —puxei suas pernas e ela saltou pulando no meu colo e entrelaçando as pernas na minha cintura. Entrei no quarto e coloquei ela na cama.

Beijei sua boca de novo sentindo o gosto de cerveja misturado com algum chiclete que ela devia estar comendo. Levantei seu vestido a altura da cintura dela e coloquei a mão na sua calcinha massageando seu clítoris.

Fiquei entre suas pernas e arrastei a calcinha de lado, passei a mão acariciando pra só depois por a minha língua e começar a chupar sua buceta. Ela gemia e passava a mão no meu cabelo, sua perna estava apoiada no meu ombro e dessa forma eu tinha a visão perfeita dela toda aberta pra mim.

Olhei pro seu rosto e ela me encarava mordendo os lábios. Sua cara era de puro tesao, a mesma cara de safada que tinha fora da cama, ela tinha aqui dentro. Alisei sua tatuagem da perna e levantei ficando por cima dela.

Branco: pega a camisinha, na gaveta do lado. —apontei e ela esticou o braço e me estragou. Abri e coloquei no meu pau.

A boceta dela estava tão lubrificada que não precisou de esforço para meu pau penetrar nela tranquilamente. Coloquei a mão no seu pescoço e olhei pra sua cara. Ela gemia e me olhava mantendo o contato visual.

Por um momento desejei e imaginei que fosse outra pessoa ali, até cair na real que não era. Meti mais forte vendo sua cara de dor e tesão ao mesmo tempo.

Branco: quer que pare?

Nicolle: não... assim tá muito bom.

Sua unha passou no meu peito arranhando e me empurrou de leve para trás para dar um pouco de espaço, que foi o bastante para ela virar ficando de costas e de empinar de quatro.

Apertei sua bunda tatuada e dei um tapa metendo na mesma violência que estava antes.

[...]

Olhei ela se vestindo, permaneci deitado recuperando meu fôlego.

Nicolle: vai dormir aí?

Branco: não, vou guiar pra casa. Quer que te deixe lá?

Nicolle: agora não.

Branco: eu já vou partir, vou só tomar um banho.

Nicolle: ata, nesse caso eu vou indo então. Precisa me levar não, moro aqui perto.

Branco: tu que sabe. —levantei e coloquei a cueca.

Nicolle: vou ir, tchau. —ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha e eu retribui.

Olhei ela dando as costas e descendo, ouvi a porta se fechar e eu fui tomar meu banho. Liguei a água no gelado e fiquei sentindo ela escorrer pelo meu corpo.

Sexo é uma parada foda né? Por mais que seja carnal, tem que ter química. Tinha horas que eu estava ali com ela e com a mente em outro lugar, pra ser mais específico, em outra pessoa.

No alto do caos Onde histórias criam vida. Descubra agora