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Isabella

(antes da ligação da Nicolle pro Branco)

Cheguei em casa ouvindo a maior gritaria, meu coração acelerou pensando na minha vó. Corri pra dentro de casa, quando vi quem era meus nervos já subiu.

Marcelly: você é uma vagabunda. Sabia o tempo todo que seu filho estava com amante por aí e enfiou ela dentro da sua casa. —gritou próximo da minha vó.

Isabella: tá ficando maluca? —entrei na frente dela— quem você pensa que é pra falar assim com ela? se manca, Marcelly.

Marcelly: você é outra safada.

Isabella: única safada aqui é você. Quem aceita levar corno e continua com marido não sou eu. Vai resolver seus problemas do seu casamento com quem interessa, a gente não tem nada haver.

Marcelly: cobra do caralho, falsa. As duas!

Por um único extinto eu ergui a minha mão e meti na cara dela com todo o ódio que eu estava. No mesmo instante eu gelei, nunca tinha batido em ninguém. Apensar de eu ser alta, a Marcelly era fortinha comparada a mim.

Quando vi que ela ia vim pra cima minha vó entrou e empurrou ela.

Isaura: na minha casa não! Você já entrou aqui, gritou e bagunçou. Você vai embora antes que eu chame alguém pra te dar um jeito. Ta fazendo feiúra pra depois voltar pro seu marido de cara lavada, fica pior pra você. Então faça o favor e saía da minha casa agora.

Marcelly: vou sair mesmo, mas fica ciente que uma hora volta, Isabella.

Não falei mais nada e ela saiu de casa. Respirei aliviada e olhei pra minha vó que estava se tremendo.

Isabella: senta, vou medir sua pressão. Deve ter subido com o nervoso. —ela sentou e eu peguei o negócio de medir— você quem deixou ela entrar?

Isaura: entrou sozinha, essa doida. Mas deixa quieto, ela se vira com Jhonathan. Eu sabia que uma hora esse caso dele ia ser descoberto, nada fica por baixo aqui na comunidade.

Isabella: pois é. Agora toma seu remédio e vai deitar pra descansar. Sua pressão está alta.

Coloquei ela na cama e fiquei esperando a mesma dormir. Estava com tanta raiva que deixei minhas coisas tudo em casa e saí indo em direção a boca.

Quando eu cheguei lá os moleques já entrou na minha frente. Olhei aquela viela suja e pequena, eu nunca vinha aqui, até porque era péssimo o ambiente.

Isabella: cadê o Jhony? quero falar com ele.

-tá ocupado.

Isabella: tá aí? —ele confirmou— então da licença que eu vou falar com ele.

D2: deixa ela, menor... —ouvi a voz dele e avistei ele sentado dentro de uma casa velha, que nem porta tinha— seu tio tá lá em cima. Tá acompanhado.

Me aproximei olhando nos seus olhos que estavam com a pupila dilatada e ele fungava o nariz toda hora.

Isabella: para com isso aí. —olhei para a mesa que tinha duas fileiras brancas e um resto de cocaína no chão. — tá feio já.

D2: tu veio falar com seu tio, num foi? vai rápido.

Neguei com a cabeça, cada um com seus problemas. Entrei naquele prédio velho e subi, ouvi vários gritos, discussão mesmo, voz de homem e de mulher. Andei ate aquele cômodo com receio e me deparei com o Jhony enforcando a Nicolle.

Isabella: tá ficando maluco? Idiota. —gritei e fui pra perto deles empurrando. O mesmo soltou ela que me olhou e eu pude reparar nos machucados no rosto dela.

Jhony: tá fazendo o que aqui caralho? Quem deixou você subir?

Isabella: solta ela, deixa ela ir embora. Quero falar com você. —ele olhou pra ela que saiu da sala rápido— sua mulher foi lá em casa e arrumou briga com a minha vó por sua causa —apontei o dedo pra ele— por causa da sua safadeza com essa menina que você estava espancando. A pressão da minha vó subiu, ela ficou passando mal lá e eu tive que resolver. Então faz o favor de botar limite na vagabunda da sua mulher.

Jhony: abaixa sua bola —ia tocar em mim e eu me afastei— eu estava dando um jeito nisso agora, você interrompeu.

Isabella: batendo na menina? se toca, o problema é você e não ela. Tô te pedindo pra deixar aquela mulher longe de casa, de preferência as duas fazendo favor.

Dei as costas sem nem ouvir o que ele estava dizendo, cortei legal. Desci rápido e encontrei ela encostada na parede respirando fundo.

Isabella: quer ir no médico? te deixo lá.

Nicolle: não precisa, valeu. Se você não tivesse entrado, eu teria morrido.

Isabella: sem querer me meter, mas porque ele tava te batendo? disse que estava resolvendo um negócio contigo.

Nicolle: eu sei lá. Ele me chamou aqui e eu vim, disse que eu tinha ido afrontar a mulher dele e os caralhos, e eu nem vi a cara dessa maluca.

Isabella: se eu fosse você saía dessa, única coisa que o Jhony tem de bom é dinheiro. E você é bonita demais pra ele.

Ela sorriu e eu saí daquele lugar ridículo. Subi o morro de novo indo pra casa, verifiquei se minha vó estava dormindo e depois fui me deitar também tentando acalmar o meu coração de tudo isso que tinha acontecido.

No alto do caos Onde histórias criam vida. Descubra agora