Aviso: o livro está um pouco "parado" porque preciso criar um vínculo, uma química entre os personagens para aí sim vir as bombas. 🔥
Mas peço para que não deixem de interagir, pois é essencial pra nós escritores.
Branco
Brotei no baile mesmo sem querer vim, não estava muito na onda não. Peguei uma dose de whisky assim que voltei para o camarote, precisava de algo para molhar a boca.
Peguei a visão da Isabella um pouco distante. Ela chamava atenção de qualquer um, tudo que um homem gosta, ela tem. Apensar de não ser baixinha, ela tem uma bunda grande, empinadinha e redonda. Cintura fina de barbie e peito na medida certa, proporcional ao corpo. Passei a língua nos lábios vendo ela rebolar, ainda não tinha me visto e eu só palmeando. Tava linda pra caramba.
Quando o olhar dela bateu com o meu, deu aquele sorriso de canto que deixava ela com uma carinha indecifrável, não sabia se era inocência ou maldade. Retribui com outro sorriso. Mas logo Aline entrou na minha frente e eu fiquei surpreso ao ver ela.
Aline: Bem que disseram que você tinha mudado, tá lindo.
Branco: Aline? Não sabia que estava por aqui. —sua aparência já não era a mesma de anos atrás. A cor do cabelo mudou, os traços de adolescente sumiu.
Aline: fiz uma supresa. Gostou? —fiquei quieto e deu um sorriso- vou aproveitar o baile contigo, posso?
Branco: a vontade, baile tá pra todos curtir.
Aline: eu quero curtir do lado do chefe, como nos velhos tempo. —me deu um selinho e eu fiquei parado— vou embora semana que vem, preciso aproveitar.
Ela virou de costas pra mim e começou a dançar na batida da música. Respirei fundo puxando o ar, dei um passo para trás, procurando a Isabella com o olhar. Ela não estava no mesmo lugar. Senti uma necessidade do caralho de ir atrás e explicar, por mais que a gente não tenha nada.
Mas coe, fazia a mínima ideia que ela ia vir pra baile, ninguém me avisou nada e nem ela. Muito menos ia imaginar a Aline aqui, ela foi embora do Rio tem 5 anos, não via e nem trocava ideia. A gente sempre foi amigo, desde novinhos, geral achava que éramos namorados pelo grude, mas não. Já ficamos várias vezes, mas nunca teve nada além de amizade.
Coloquei a mão na cintura da Aline e empurrei ela um pouco pro lado pra mim ter passagem pra sair dali. Passei a mão na nuca e fui até a Talita que estava grudada na grade cantando.
Branco: Talita —chamei sua atenção que virou pra mim e sorriu. Estava bêbada e dava pra ver— cadê a Isabella?
Talita: foi ao banheiro, ali —apontou— ela não quis que eu fosse.
Agradeci a ela e fui andando, ajeitei minha arma no coldre e tampei com a blusa. Tava lotado, complicado a passagem, mas fui pedindo licença e abriram o caminho. Avistei ela conversando com o Pêu no canto próximo ao banheiro, ele segurava o seu braço de leve e falava algo no ouvido dela.
Me aproximei e coloquei a mão na suas costas e como um instinto involuntário, ela olhou para trás assustada e se acalmou quando me viu. Olhei rápido pra cara dela e depois olhei pra ele.
Branco: hoje é teu plantão, não é? —ele me olhou ajustando a postura e eu dei um gole no meu whiskey.
Pêu: sim chefe. —segurou a alça do fuzil que estava pendurado nas costas.
Branco: então vai fazer seu trabalho. Circulando, vai. — ele assentiu saindo.
Ela se virou de frente pra mim me olhando com uma carinha que dava pra ver que estava puta comigo, mas ao mesmo tempo minha presença era boa.
Isabella: pra que isso? Coitado do menino.
Branco: nada pessoal. Não posso deixar ninguém vacilando, certo é o certo. Quando for dia de curtição dele, ele sai trocando em ideia com quem quiser. Mas hoje é plantão, tem que ter compromisso. —ela ficou quieta me olhando e eu coloquei as mãos em sua cintura e me aproximei falando perto do seu ouvido— vamos conversar?
Isabella: sobre o que?
Branco: você sabe pô. Quer ir para um lugar mais calmo?
Isabella: falei pra Talita que ia ficar com ela, fala aqui mesmo.
Branco: tá brava comigo? —ela negou com a cabeça— parece, tá de um jeito diferente.
Isabella: não tô, juro.
Branco: você pode falar quando algo te incomodar. Sabe que com a gente não tem esse negócio. —ela molhou os lábios e continuou me olhando— pergunta. Eu sei o que você quer saber e eu vim pra explicar.
Isabella: então porque tenho que perguntar? só você explicar. —falou como se fosse óbvio, quando eu ia falar, ela continuou — apensar de que, não tem o que explicar. Você é solteiro e me disse que sempre tratou todas bem.
Branco: mas não é assim. Aquela menina é a Aline, ela é uma amiga minha de muitos anos, estava morando fora do Rio e aparentemente voltou, não sei. Fiquei surpreso quando vi ela, nem sabia que estava por aqui. —olhei pra baixo e ela estava estralando os dedos. Tirei a mão da cintura dela e segurei sua mão— apareceu na minha frente do nada e me deu um beijo, mas só isso.
Isabella: eu sei que você não tem obrigação nenhuma de se explicar pra mim, entendo que é solteiro —respirou fundo— não foi ciúmes, só incômodo por ter visto a cena.
Branco: eu imaginei, na mesma hora que aconteceu eu pensei em te explicar, deixar as coisas claras entre nós. Até agora estamos sendo transparente um com o outro, nada haver eu te deixa com um negócio na mente. —aproximei meu rosto do dela e dei um beijo na bochecha— Vamo voltar pra lá comigo... porque não disse que vinha?
Isabella: foi de última hora, estava em outra festa. —coloquei meu braço em volta da cintura da mesma e fui andando do lado dela até aonde ela estava.
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No alto do caos
FanficIsabela é uma jovem de família ligada ao tráfico de uma favela rival. Em busca de liberdade, ela se aventura em território inimigo e conhece Branco. O que começa como uma atração perigosa se transforma em um romance intenso, mas cheio de conflitos.
