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Isabella

Ele segurou a minha cintura e eu fiquei entre as pernas dele. Não conhecia ninguém, então estava completamente perdida. Até que chegou um cara acompanhado e a mulher por educação veio puxar papo comigo e foi até bom, fiquei menos deslocada.

Victoria: vem, vamos dançar e deixar eles resolvendo esses problemas... Branco não vai ligar, né? —olhei pra trás e ele levantou as mãos em rendição.

Branco: vai lá, linda. Vou tá aqui.

Dei um selinho nele e fui pra frente do camarote e tive a visão da banda tocando um pagode. Começamos a sambar, eu não era a globeleza, mas sambava muito bem. Toda brasileira tem o molho, né?

Olhei pra trás e vi o Branco me olhando de cima a baixo, me comendo com os olhos enquanto um cara falava algo pra ele que só assentia fraco com a cabeça. Lancei um sorriso pra ele.

Victoria: você namora ele?

Isabella: que nada, a gente só fica.

Victoria: então tem química hein? Nossa senhora. Jurava que er namorados, noivos, sei lá. —riu— se não vem sempre então né?

Isabella: primeira vez.

Victoria: minha também, obriguei meu primo a me trazer. —fiz uma cara de quem não tinha entendido, até porque vi eles dando um selinho— relacionamento complicado, mas te juro que não é de primeiro grau.

Nem julguei, mas que achei estranho, achei. Se me verem agarrada com algum dos meus primos podem separar que é briga. Sai fora.

Os camarotes aqui não eram individuais, era uma área na parte de cima enorme e tinha uns sofás separados. Então além de nós, tinha vários outros grupos de pessoas em diferentes sofás reservados.

Vi um menino chegando por trás dela e veio próximo de mim, ele parecia ser novo, daria minha idade pra ele.

-licença, estava avistando vocês de longe tem uma cota. Sou o Caique, prazer.

Victoria: prazer, Victoria e Isabella.

Caíque: te achei bonitona —olhou pra mim— solteira?

Quando eu pensei em abrir a minha boca pra responder, senti aquele perfume forte que reconhecia de longe e sua mão foi pro meu ombro. Olhei pra ele que permanecia com um olhar frio olhando para a cara do menino, nem se quer me olhou.

Branco: tá tudo bem, colega? Quer o que?

Caíque: estava trocando um papo com elas, só isso. —me olhou como se quisesse que eu respondesse a pergunta dele ainda— não pode?

Branco: não, não pode Tá comigo. —o menino ficou encarando ele durante uns segundos ainda quieto— quer o que mais? Troca um papo comigo.

Caíque: foi mal aí, mas meu lance é com mulher parceiro. —riu.

Senti o peso do braço do Branco saindo do meu ombro e ele se aproximou ficando cara a cara com o Caíque.

Branco: teu papo é com mulher casada, amigão? Se for, eu te mostro como que eu trato. —ele colocou a mão nas costas e eu sabia que ali tinha. Me aproximei segurando a mão dele.

Isabella: deixa isso quieto. Ele não falou nada demais comigo... vai embora, vai. —falei olhando pro menino que deu as costas com um ar de sorriso.

Victoria: vou ali rapidinho. —falou baixo saindo ja

Isabella: deixa esse negócio aonde ele tá, vem cá.

Ele ajeitou a blusa cobrindo a arma e virou de frente pra mim colocando a mão na minha cintura.

Isabella: ele tava perguntando se eu era solteira, eu ia responder. Mas você chegou, e aí deu no que deu. —me expliquei.

Branco: não tô bravo contigo, eu tava palmeando de longe. Ele me viu contigo e esperou você ficar longe pra chegar em você. Não ia fazer nada com ele, porque tô ligado que ele é moleque. Mas não gostei, quis tirar onda, ia dar um susto só.

Isabella: fiquei com medo de você fazer algo e dar problema pra você.

Branco: fica em paz. —ele abaixou e me deu um selinho— fica por perto, pode ser? Pelo menos por enquanto.

Isabella: pode.

Voltamos pra onde estava todo mundo, e ele me ofereceu um copo de whisky, não era chegada, mas tomei.

Eu realmente não tinha pretenção de dar atenção para outra pessoa, muito menos na presença dele. Eu iria responder que estava acompanhada, enrolada, qualquer coisa. Mas não tive tempo, Branco veio igual um cachorro marcando território.

Branco: tava dançando lindona. Roubando atenção, a mais linda da boate. —falou me olhando.

Isabella: é? E como você sabe que sou a mais linda da boate? Pra isso teve que olhar pra outras. —dei risada brincando.

Branco: nem precisei, da pra ver que aonde você vai, tem gente te acompanhando com olhar. —ele segurou firme na minha cintura e abaixou o rosto se aproximando do meu ouvido— ainda bem que tá no meu porte.

Dei um sorriso e subi na ponta do pé, dei um selinho que foi se transformando em um beijo. Coloquei a mão na nuca dele e senti sua mão descendo até minha bunda e dando um aperto.

No alto do caos Onde histórias criam vida. Descubra agora