66

16.7K 1K 146
                                        

Isabella

É como se eu esquecesse todos meus princípios quando estou com ele, o fato da carência da gravidez está no auge também influencia.

Ajeitei o meu cabelo e a minha postura e voltei pra onde estava o pessoal. Já estava mega tarde e a casa da Talita lotada de gente, pra ser bem sincera quem eu conhecia a maioria tinha ido embora. A festa era pra mim, mas os convidados não.

Olhei aquela cabeleira loira entrar pela porta chamando atenção de vários homens que estavam ali, nem sabia que ela tinha voltado, sumiu da comunidade por um tempão e eu não ouvi nem falar mais dela, porém chegou agora acompanhada da Angélica.

Talita: você quem chamou? —balancei a cabeça negando— ela vai sair da minha casa por bem ou por mal.

Isabella: deixa Tata, a Angélica é tranquila e provável que ela veio junto.

Talita: vou deixar porque hoje é seu aniversário, mas mesmo ela sendo sua cunhada, a amiga não tá inclusa. — mostrei o dedo do meio pra ela que riu — ala, tão vindo aqui.

Olhei pra frente e as duas caminhavam até mim, as duas cumprimentaram a Talita e a mim.

Angélica: desculpa ter vindo assim, só vim te desejar parabéns e entregar meu presente. —me deu um sacola— obrigada por ter me dado meu sobrinho, eu gosto muito de você Isa, aproveite seu dia.

Isabella: brigada, não precisava de presente. —abracei ela.

Abri a sacola pequena e era um colar de ouro fininho com um pingente G cravejado com pedrinhas, muito lindo.

Isabella: eu amei, muito mesmo.

Angélica: eu já vou indo, a gente estava de saída mas eu quis passar aqui só pra te dar um beijo.

Nicolle: feliz aniversário. —me deu um sorriso largo e eu agradeci por educação sorrindo também.

Eu não tinha raiva dela, não mais. Só que eu não simpatizo com ela de forma nenhuma. As duas foram embora, não ficaram aqui nem meia hora, mas fiquei feliz pela consideração da Angélica, mesmo eu e ela não sendo nada uma da outra.

[...]

Branco estava enchendo a minha paciência pra ir embora com ele, olhei pra sua cara de cachorro sem dono e segurei a risada.

Primeira vez que eu via ele assim, super bêbado e sem aquela sua armadura.

Branco: já pensou?

Isabella: porque quer tanto eu de uma hora pra outra? o que mudou?

Branco: acordei pra vida, eu e você ainda tem que se acertar, você sabe bem... não adianta fugir, eu tentei também.

Isabella: vai acordar amanhã arrependido de ter me levado pra sua casa.

Branco: eu tô bêbado agora, mas não tava antes.

Isabella: olha... eu vou falar com a Giovanna e nós vamos, ok? Me espera lá embaixo.

Ele sorriu convencido e eu fui atrás da Giovana que estava conversado com um menino um tempão.

Isabella: licença —interrompi eles — eu vou pra casa do Branco, tá? O segurança dele vai levar você pra minha casa quando você quiser. Ele é tranquilo, pode ser?

Giovanna: vai prima, fica em paz.

Isabella: juízo, qualquer coisa me liga ou liga pra Talita. —ela assentiu e eu me despedi com dois beijos.

Peguei a minha bolsa e ajeitei na lateral do ombro, desci da laje e fui no banheiro. Passei a mão no cabelo alinhando os fios e dei um sorriso contente pra mim mesma me olhando no espelho. Abri a porta e apaguei a luz, sai da casa da Talita e avistei o Branco do outro lado da rua sozinho encostado no carro fumando maconha.

Andei na sua direção e rapidinho minha presença foi notada, ele soprou a fumaça pro lado e abaixou a mão aonde estava com o baseado entre os dedos na intenção de deixar o mais longe possível de mim.

Branco: vou terminar esse só e a gente vai. Vem cá —segurou na minha cintura e me aproximou dele colando nossos corpos.

Eu fiquei quieta só aproveitando aquele momento, respirei sentindo o perfume masculino misturado com aquele cheio de maconha. Que mesmo ele se esforçando pra não vir fumaça em mim, eu estava sentindo o cheiro e não me importava, era a marca do Branco.

- nossa que lindo, maravilhoso o casal. — ouvi uma voz e me virei pra trás e reconheci, era a menina com quem ele estava saindo.

Branco: qual foi, Débora? Ta de show? —ele desencostou do carro e pegou na minha cintura. Olhei pra baixo e vi ele jogando o baseado no chão e pisando em cima.

Débora: voltaram de vez e esqueceu de me avisar, Branco? — riu — ela sabe que ontem era eu que estava com você? que até hoje cedo tinha flores na minha casa que você mandou? De manhã comigo e a noite com ela?

Branco: cala a boca, tu ta passando dos limites. Quem te deu essa condição toda? Eu mesmo que não fui. — empurrei ele devagar e saí dos seus braços e fui pro lado na intenção de ir embora, mas ele me segurou.

Débora: não se faz de sonso não, você vivia indo em casa fazendo juras de amor e agora tá nessa? Você me disse que vocês dois não tinham mais nada, seu mentiroso. —cruzou os braços— você me disse com todas as letras que vocês dois jamais iriam ficar juntos de novo, não foi? Assume pra ela pô.

Eu olhei pra cara dele e ele me olhou de volta, balancei a cabeça negando e dei um riso falso.

Isabella: vou dar licença pra vocês discutem a relação de vocês.

Débora: sonsa do caralho, geral sabe que você se aproveita da criança pra ter ele por perto. — dei risada.

Isabella: como se eu precisasse do meu filho pra estar com ele, da licença né mona. Se valoriza e me poupa desse seu show. —dei as costas ouvindo o Branco chamar meu nome, mas ignorei.

De longe eu ouvia os gritos dela, a voz dele não dava pra ouvir, mas certamente ainda estavam discutindo. Eu fico com raiva por ter me permitido passar por isso, porque eu sabia que ele estava de lance com essa menina, mesmo não sendo nada sério, uma hora ia feder pro meu lado.

Eu fico idiota e burra quando se trata do Michael, mas ele vai comer na minha mão por ter feito isso comigo.

Se ele quiser dar uma de cafajeste que seja com outras, comigo não mais. Fiquei puta e bolada pelo negócio das flores, eu me sentindo mega especial, quando na verdade ele mandou flores pra mim e pra ela, quem garante que não foi as mesmas ainda??

Assim que cheguei em casa eu vi que tinha mensagem dele me chamando pra conversar, mandei uma mensagem e bloqueei.

"não me procure mais para nada, tudo referente ao Gui eu vou falar com a sua avó e ela fala contigo. Até ele nascer eu não quero ver a sua cara mais. Não vou aproveitar mais do meu filho pra ficar perto de você, já que como você mesmo disse a gnt jamais irá ficar juntos de novo.

No alto do caos Onde histórias criam vida. Descubra agora