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Domingo

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Domingo...

Enquanto me jogava no sofá, sentindo o corpo pesado depois de toda a mudança, suspirei. Tudo parecia surreal. Oficialmente morando com o Richard... Era uma mistura de felicidade e nervosismo.

Ele veio da cozinha com um copo d'água e sentou ao meu lado, entregando o copo pra mim.

- Cansada, amor? - perguntou, passando a mão pelo meu cabelo.

- Muito! - respondi, dando um gole na água. - Mas acho que agora posso respirar tranquila... finalmente tudo no lugar.

Richard sorriu e me puxou pra perto, me envolvendo com o braço.

- E aí, como foi falar com a Marina?

- Foi tranquilo. Ela tá super feliz lá, aproveitando a lua de mel... E disse que tá torcendo muito por nós - falei, encostando a cabeça no ombro dele.

Ele sorriu, me apertando ainda mais.

- Bom saber que agora é só a gente aqui. E o nosso bebê, claro - completou, colocando a mão sobre a minha barriga.

Suspirei, com um sorriso nos lábios. Finalmente tudo estava onde deveria estar.

Ficamos ali, sentados no sofá, curtindo o silêncio e a paz de estar juntos em nosso próprio espaço. Era engraçado pensar que, há alguns meses, eu nem imaginava que tudo isso aconteceria - morar com ele, esperando um filho... Era como um sonho que eu nunca planejei, mas que, de alguma forma, se tornou minha realidade.

Richard interrompeu meus pensamentos.

- Tá pensando em quê? - perguntou, me olhando com aquele sorriso tranquilo.

- Em tudo isso... em como minha vida virou de cabeça pra baixo e de como, mesmo com todos os medos, eu me sinto feliz.

Ele me olhou nos olhos, segurando minha mão com carinho.

- Eu também tô feliz, amor. Nunca pensei que esse fosse o rumo que a minha vida tomaria, mas hoje eu sei que não podia ser de outro jeito. É pra ser a gente.

Senti os olhos se encherem de lágrimas, emocionada com suas palavras. Ele sempre conseguia me fazer sentir especial, segura... amada.

Depois de um tempo em silêncio, Richard se levantou e estendeu a mão para mim.

Ele sorriu, me puxando para levantar do sofá.

- Que foi? - perguntei, curiosa.

- Vamos começar a planejar o quarto do bebê. Que tal aquele quarto lá no fundo? - sugeriu, apontando para o corredor.

Sorri, sentindo a empolgação dele me contagiar.

- Já quer começar tudo agora? - brinquei, rindo.

- Claro! Quanto antes, melhor - disse ele, com um brilho nos olhos. - Quero que tudo fique perfeito pra chegada do nosso bebê.

𝐈𝐍𝐅𝐈𝐍𝐈𝐓𝐎 - 𝐑𝐈𝐂𝐇𝐀𝐑𝐃 𝐑𝐈𝐎𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora