Marina - Capítulo 37

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Acordei com Henrique me chamando.

- Bom dia!

- Bom dia! Estou indo na sua casa buscar minhas coisas e as da Laura, quer vir com a gente?

- Não mesmo, vão lá e caso minha mãe pergunte por mim, só diga que estou bem, pode ser?

- Uma hora terá que falar com ela.

- Ela com certeza vai me entender, só não quero ter essa conversa agora.

- Beleza... se cuida, Eduardo está vindo pra ficar com você. - me deu um beijo na testa.

- Tá bom e muito obrigada. - agradeci.

- Não estaria sendo seu melhor amigo, se te deixasse naquela casa. - rimos.

- É, e é por isso que eu te amo.

- Laura vai ficar com ciúme.

- Que nada, vi primeiro. - rimos.

Henrique e Laura saíram e eu fui tomar um banho e fazer minha higiene diária. Vesti um short jeans com uma blusa fininha de manga longa, deixei meus cabelos soltos. Tomei um copo de suco e estava satisfeita, fui para o sofá esperar o Eduardo. A recepção ligou, anunciando a chegada de Eduardo e logo, ele estava deitado no sofá comigo em seus braços.

- Sua mãe está preocupada, tipo, muito preocupada. - seu tom me assustou.

- O que quer dizer com muito preocupada? - estranhei.

- Não sei, mas ela estava muito abalada, acho melhor você falar com ela. - senti uma coisa estranha.

- Sim, depois eu falo.

- Podíamos ir a praia, que tal?

- Tá querendo me trocar pela prancha, não é mesmo?

- Claro que não...- o sarcasmo era evidente e eu ri.

- Tudo bem, iremos.

Fui para o quarto me arrumar, enquanto Eduardo assistia tv. Vesti um biquíni simples com uma saia jeans e continuei de havaianas. Arrumei minha bolsa, coloquei meu óculos de sol e joguei meu cabelo pro lado.

- Edu! - o chamei e vi que ele havia dormido no tapete, o que me fez rir.

Subi em cima dele e o beijei.

- Já está pronta? - perguntou bocejando.

- Sim. - respondi, me levantando. - Não acha melhor ficarmos e dormirmos um pouco?

- Não, tudo bem, vamos...- se levantou.- Não gosto quando você sai sem blusa. - me encarou e eu ri.

- Já expliquei o porquê, não precisa de tanta desconfiança. - revirei meus olhos.

- Tudo bem, vamos. - me abraçou por trás.

Chegamos na praia, onde estavamos sendo aguardados por alguns amigos do Eduardo que eu pedia em pensamento para não serem como Miguel e Rodrigo, mas acho que não pedi o bastante, pois Miguel estava presente com Fernanda ao seu lado.

- Oi. - sorri, cumprimentando há todos.

Eles conversavam sobre tudo, mas o que predominava era futebol e surf e como eu não entendia, apenas sorria e concordava, digamos, que eu estava no meu modo automático. Estava anoitecendo, quando Miguel me chamou, olhei para o Eduardo que deu um sorriso suave, como se dissesse "tudo bem..." o que eu estranhei, mas permaneci calada.

- Oi.

- Oi. - me puxou para um abraço apertado.

- Tudo bem?

- Estava com saudades. - sorri.

- Eu também... Estou vendo que está com a Fernanda. - ergui as sobrancelhas várias vezes, e ele riu.

- Não é nada sério, somos amigos. - fez careta.

- Ah, qual é, dá uma chance. - sorri e o empurrei.

- Ela é grudenta demais, já está com ciúme de você estar aqui. - apontou disfarçadamente para ela que estava sentada na areia nos observando com um olhar fatal.

- Só está cuidando do que é dela, eu faria o mesmo.

- Mas eu não sou dela, nunca serei.

- Você pode pagar a língua futuramente, cuidado. - apontei pra ele, que riu.

- Mari, você não a conhece. - disse com os olhos semicerrados.

- Ela é tão ruim assim? - perguntei perto do seu ouvido.

- É pior. - respondeu e nós rimos.

Miguel continuou fazendo piadinhas e eu apenas ria com tudo. Miguel foi trazer algo para nós bebermos e eu continuei no mesmo lugar, até que Fernanda se aproximou de mim.

- Não dá mais pra voltar atrás na chance, perdeu.

- Do que está falando?

- O Eduardo foi sua escolha errada, mas a sua escolha certa está comigo agora.

- Ficou louca? - perguntei, rindo. - Eduardo é o amor da minha vida!

- Ah é? - perguntou e eu assenti. - Então, por que não sai da cola do Miguel?

- Sou eu que não saio da cola dela. - respondeu, Miguel, ao meu lado.

- Como pode se arrastar por uma garota que diz amar outro? - perguntou, Fernanda.

- Não me arrasto, eu há amo, isso é fato, mas isso não me impede de ser amigo dela. - respondeu, Miguel.

- Isso mesmo. - concordei.

- Você não sabe o quanto erra ao escolher o Eduardo. - disse, Fernanda.

- Ei, a vida é minha! Acorda! - exclamei irritada.

Deixei ela falando sozinha e fui de encontro ao Eduardo.

- Amor. - chamei.

- Diga, minha linda.

- Vamos embora?

Nos despedimos de todos e pegamos nosso rumo. Me perdi em meio aos meus pensamentos, fiquei com raiva de mim por ter me deixado levar pelas palavras de Fernanda, pois Eduardo é maravilhoso!

- Ei, tá me escutando? - perguntou, Eduardo, estalando os dedos.

- O que dizia?

- Você pegou um bronze. - sorriu enquanto me observava.

- Nem tem graça, já, já volto a ser branquela. - ele riu.

- O que está te incomodando? - me abraçou por trás.

- Nada. - o beijei e ele se afastou.

- Nem tenta mudar de assunto, quero saber.

- A idiota da Fernanda. - revirei meus olhos.

- Já entendi. - deu um sorriso fraco.

- Ei, eu te amo e não há nada, nem ninguém que vai mudar isso. - falei com ênfase no "ninguém" e o beijei.

- É o que eu espero. - sorriu e apertou de leve o meu quadril.

Fomos para o apartamento e fiquei tentando abrir a porta, mas não conseguia.

- O que será que há de errado? - perguntei, estranhando.

Eduardo também tentou e nada...

- Espera, deixa eu testar uma coisa. - disse, Eduardo, rodando a maçaneta e vimos que não dava para abrir, porque já estava aberta.

- Nossa, não acredito! - exclamei e nós rimos.

- E eu que sou o idiota. - riu.

- Lógico que é. - zombei e ele me abraçou por trás, beijando todo meu pescoço enquanto entrávamos.

Quando entramos, percebi que não estávamos sozinhos mas que boa coisa não nos esperava, já que todos estavam com cara de velório, inclusive minha mãe.


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