31 de Dezembro de 2015
Eduardo
Acordei com o meu celular despertando, demorei um pouco para levantar e fiquei mexendo nas minhas redes sociais que precisavam ser atualizadas, já que eu nunca fui de dedicar muito o meu tempo para elas.
— Eduardo. — meu pai me chamou dando algumas batidas na porta.
— Entra. — permiti.
— Já arrumou suas malas? — indagou vendo meu desânimo.
— Ainda não mas faço isso rapidamente. — respondi, me sentando na cama.
— Olha, não vou ter tempo para esperar. — afirmou e eu o olhei.
— Está desistindo de me levar? — indaguei sorrindo.
— Não, você vai, porém, eu irei antes. — explicou e meu sorriso se desfez.
— Ok, você vai com o jatinho? — indaguei sem paciência.
— Sim, aqui está a sua passagem, não se atrase! — afirmou, colocando a passagem em cima da cômoda.
— Tá! — revirei os meus olhos.
— E vê se coloca um sorriso nessa cara. — disse rindo e eu balancei a cabeça negativamente.
Meu pai se aproximou, me surpreendendo com um abraço e logo depois, saiu. Fiquei meio confuso com isso mas ignorei. Me levantei e tomei um banho gelado para ver se o ânimo se instalava em mim. Vesti uma camiseta cinza com uma calça jeans preta e um tênis da mesma cor que a calça. Arrumei minhas malas rapidamente, não ficaria por muito tempo no Brasil, sendo assim, não precisaria de muitas coisas. O horário do vôo seria às 10horas da manhã e faltava duas horas ainda, para não correr risco de perder o vôo e ter que aguentar os sermões do meu pai, chamei um táxi e fui para o aeroporto mais cedo. Tomei café da manhã no aeroporto e fiquei sentado esperando o meu vôo ser chamado.
Acabei dormindo no banco, acordei com o meu celular tocando.
— Alô?! — falei sonolento.
— Você sabe que horas são? — ouvi a voz do meu pai.
Perdi o vôo.
Droga!
— Eu vou ver o que faço aqui, espera. — pedi e fui até o balcão de informações.
A atendente me informou que todos os vôos para o Brasil haviam sido cancelados, só não entendi bem o motivo, pelo menos, a culpa não havia sido totalmente minha.
— Ouviu aí? — indaguei, colocando o celular no ouvido.
— Bando de incompetentes! — resmungou.
— E agora? — indaguei me dirigindo para fora do aeroporto.
— Vou mandar o Alfredo ir te buscar com o jatinho. — afirmou.
Comecei há ouvir um alvoroço no fundo, logo depois a voz do Miguel destacou, ele estava se declarando, provavelmente para Marina, o que me fez gelar foi o seu pedido de namoro no final de sua declaração, Marina demorou para responder, fiquei na esperança dela dizer não mas depois de alguns minutos, o seu sim surgiu. Meu coração apertou e senti uma vontade incontrolável de chorar.
— Filho...— ouvi meu pai falar e o alvoçoro foi acabando aos poucos, provavelmente ele se retirou do local.
— Pai, eu não quero ir. — afirmei me sentindo um idiota.
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A Escolha Certa
RomanceSinopse: Fazer a escolha certa. Simples, não?! Mas e se, essa escolha tivesse duas opções irresistíveis que demonstram te amar incondicionalmente? E então, você saberia escolher diferenciando o verdadeiro amor do amor carnal? Marina levava uma vida...
