Marina - Capítulo 64

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Acordei no meu quarto, Miguel estava jogado em um puff, todo torto e senti uma dó enorme dele. Me levantei e fui me arrumar para ir à escola, quando fiquei pronta resolvi acordá-lo, não sei como não havia acordado ainda pois eu nunca soube me arrumar em silêncio.

— Ei... Ei! — exclamei o cutucando e ele resmungou. — Acorda!

— O que é, amor? — bocejou e abriu os olhos lentamente, quando me viu levou um susto.

Ele não foi o único quem levou um susto... ele me chamou de amor? Co-como assim?

— Nossa, não sabia que era tão feia. — fiz drama, ignorando o modo como ele me chamou e o mesmo continuou me olhando sem reação.

— Nunca imaginei que acordaria e fosse você a primeira pessoa a ver. — riu.

— Deixa de ser bobo! — bati em seu braço de leve. — Hora de ir para a escola.

— Vou para a minha casa então, passo aqui e te busco, pode ser? — propôs enquanto se levantava.

— Nossa, você sabe economizar, hein! — ironizei erguendo a sobrancelha.

— O que quer dizer?

— Vou com você para a sua casa e depois vamos direto para a escola.

— Você vai na minha casa? — me lançou um olhar surpreso e eu ri.

— Relaxa, se quiser, eu fico no carro.

— Então tá.

Descemos e estávamos sozinhos, Felipe já havia ido para o trabalho e Murilo nem deve ter dormido em casa. Tomamos o café da manhã na minha casa mesmo e depois fomos para a casa dele. O portão abriu automaticamente e eu liguei o som em uma música que eu gostasse, já que ele tem o mesmo gosto musical que o Eduardo e eu já estava enjoada. Ele desceu do carro e dez segundos depois voltou.

— Não vai descer? — me olhou.

— Achei que era para mim ficar aqui. — sorri sem graça.

— Desce logo. — "mandou" sorrindo e eu desci.

Ao entrar na casa dele, me deparei com seus pais tomando café da manhã e fiquei super sem graça, já que eu namoro o Eduardo e o Miguel dormiu na minha casa, sei que não havia rolado nada, mas quem garante que eles não pensariam além?

— Bom dia. — os cumprimentei e os mesmos sorriram pra mim gentilmente, o que me deixou mais confortável.

— Não quer tomar café? — ofereceu, a mãe do Miguel.

— Já tomei, mas obrigada. — agradeci e sorri.

— Miguel dormiu na sua casa? — questionou, o pai do Miguel.

— Sim. — respondi e eles se olharam, o que me deixou nervosa. — Mas não é o que está parecendo, ele dormiu no puff ao lado da minha cama, até senti dó porque ele estava todo torto lá. — me atropelei nas palavras, tentando explicar.

— Eu entendo, não precisamos de tantos detalhes. — se a mãe do Miguel estava rindo de mim? Sim, estava.

Foram longos minutos que pareciam horas, Miguel era pior do que eu para se arrumar. Já estava ficando impaciente quando o mesmo surgiu ao meu lado, seus olhos tinham um brilho diferenciado.

— O que foi?

— Nada, vamos? — estendeu a mão e eu a peguei.

Me despedi dos pais dele que pareceram gostar de mim, espero que não tenha sido só uma impressão e sim, um fato.

A Escolha CertaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora