É horrível quando algo ruim acontece e o pensamento de que você poderia ter feito algo para evitar surge, mas como eu poderia imaginar? Ela estava tão bem, até mesmo o médico estranhou por ela estar tão bem. Tento me convencer de que não tinha como saber mas realmente, não tinha mas ainda sim, minha mente insiste que eu poderia ter feito algo para mudar isso. Enquanto ela dorme sem parar, eu estou aqui, sem dormir já faz dez dias. Hoje é o dia em que ela deve acordar, propôs o médico. Não sei porque mas sinto que não é isso que vai acontecer. Gabriel vem todos os dias e quando não vem, liga de dez em dez minutos, isso chega há ser um pouco estressante mas não o culpo, como não se preocupar com ela? Miguel também sempre está aqui mas ainda não nos deixaram entrar para vê-la e não entendo o porquê, já que ela só está dormindo.
— Bom dia. — disse, Gabriel.
— Mas já? — estranhei, pois o relógico marcava 6h30min.
— Ansiedade. — responde, me entregando um café.
— Você gosta mesmo dela, não é? — indago e ele quase cospe o seu café.
— Desse jeito aí não. — disparou nas palavras e eu o encarei mesmo sabendo que sua relação com Marina não passa de amizade ou até mesmo, irmandade. — Eu juro.
— Eu sei. — digo rindo.
— Ainda bem...— sussurrou aliviado e eu ri.
O médico se aproximou de nós, perguntando se queríamos entrar no quarto onde Marina estava e não pensamos duas vezes para adentramos o quarto. Felizmente, liberaram a passagem para que nós dois entrássemos.
— Que horas ela acorda? — questionou, Gabriel.
— Há qualquer momento. — o médico respondeu.
Passamos o dia inteiro esperando e nada da Marina acordar, ambos estávamos nervosos.
— E aí, ela já acordou? — Miguel perguntou.
— Estamos esperando. — respondi.
[...]
Já era noite quando o médico apareceu dando uma última olhada em Marina, sua expressão era estranha e aquilo me deixou mais nervoso.
— Amanhã faremos alguns exames. — avisou antes de se retirar.
Liberaram o acompanhamento, portanto, naquela noite, eu não precisaria ficar na recepção e sim, no quarto junto com ela por ser seu único responsável por perto.
— A mãe dela já sabe? — indagou, Gabriel.
— Não. — respondi.
— E por que não? — indagou, estranhando.
— Achei que ela acordaria e tudo ficaria bem. — confessei.
— É melhor avisar para a mãe dela, não? A situação tá piorando. — disse e o pior é que ele tinha razão.
— Vou esperar até amanhã, pode ser que ela acorde. — afirmei.
— Posso ficar também? — Gabriel pediu.
— Só tem um sofá. — respondi o olhando.
— Eu dou meu jeito. — disse e saiu.
Estava quase "dormindo" quando ouvi a porta se abrir, Gabriel estava com um colchonete, o colocou ao lado da cama da Marina e se jogou no mesmo.
— Amizade, sei...— sussurrei voltando há fechar meus olhos.
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A Escolha Certa
RomanceSinopse: Fazer a escolha certa. Simples, não?! Mas e se, essa escolha tivesse duas opções irresistíveis que demonstram te amar incondicionalmente? E então, você saberia escolher diferenciando o verdadeiro amor do amor carnal? Marina levava uma vida...
