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𝐉𝐀𝐃𝐄𝐍

Já se passaram duas semanas desde que minhas mãe desapareceu, a estimativa de encontrarmos um corpo já é quase de 100%, mesmo eu não acreditando nisso.

Todos os corpos que achamos sempre foram encontrados em casa, então, porque um sequestro logo agora? Realmente não consigo entender. Finalmente entendi que aquela carta é pra mim, mas não consigo entender o porque disso tudo.

Os dias vem passando rápido e eu sinto que estou prestes a virar a cidade de cabeça para baixo para encontrá-la, os bombeiros, policiais e inclusive moradores estão pelas matas a procura do corpo. E eu odeio sentir medo de que a encontrem morta.

𝐇𝐀𝐘𝐋𝐄𝐘

Debruçada contra o parapeito da sacada, dou uma longa tragada no cigarro enquanto encaro a noite chegando, a cidade está quase virada de cabeça para baixo mas é claro que isso não interrompe meus planos. Todos pensam que Amy Hossler está morta e, por mais inesperado que seja, ela está viva. Em uma clínica de reabilitação no Havaí.

Para ser sincera, mato pessoas que realmente precisam ou realmente querem morrer, Jordan Hayes, sofria com uma depressão do caralho, a garota tentava suicídio desde os dezesseis, e, quando eu fiz a oferta de matá-la ela aceitou. Mas é claro, Hossler é minha única exceção. Podem achar que eu sou uma serial killer ou o que seja, mas eu sou apenas a salvação das pessoas que estão no fundo do poço implorando pela morte, o que não é o caso da mãe do Hossler.

Viagens e sonhos destruídos pela morte do marido, ela não conseguiu se reerguer igual a mim, ela estava em reabilitação domiciliar, algo que não estava prestando, posso ter colocado a mãe dele em um clínica de reabilitação mas isso não quer dizer que eu estou fazendo isso por ele, eu não ligo para a mãe dele, eu apenas vi a oportunidade e agarrei.

Nos próximos vinte e cinco minutos, o apartamento no décimo primeiro andar vai incendiar e que ocasionalmente é o apartamento do comandante.

Uma maravilha eu diria.

Com o apartamento recém queimado, ele será obrigado a se mudar para a casa da mãe, que está grampeada com câmeras e escutas de cima a baixo, o que me deixa em uma vantagem gratificante além de que uma casa é bem mais fácil de invadir que um apartamento.

Coloco uma calça jeans preta e um tênis da mesma cor juntamente com um moletom, apanho as chaves do meu Pegani na mesa de cabeceira da cama. A casa está bem silenciosa já que o pessoal está no casarão resolvendo as questões técnicas do prédio para que nenhum dos nossos companheiros sejam flagrados pelas câmeras. Entro no carro colocando uma pistola no porta luvas e logo em seguida saindo de casa. SWIM, de Chase Atlantic, toca na rádio do veículo enquanto entro pelas ruas do centro me aproximando do apartamento. Em meu relógio de pulso marca que, em três minutos, o incêndio deve começar. Animação vibra em minhas veias assim que estaciono o carro a uns dois metros de distância da entrada do prédio, onde eu teria a maravilhosa vista do fogo ardente.

Meu relógio vibra e, segundo depois, vejo a fumaça acinzentada saindo pela sacada do apartamento, o fogo parece se esparramar rápido o que me faz sorrir de canto e sem remorso, pelo fato de terem tirado o gás de cozinha e os moradores do apartamento acima não estão em casa. Tiro uma foto do apartamento assim que as chamas engolem as cortinas da varanda, pelo telefone descartável, mando a foto para o número do comandante, desligo o telefone enrolando-o em papel alumínio logo em seguida.

𝐀𝐒𝐒𝐀𝐒𝐒𝐈𝐍𝐀 𝐕𝐄𝐑𝐌𝐄𝐋𝐇𝐀 | ʲᵃᵈᵉⁿ ʰᵒˢˢˡᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora