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𝐇𝐀𝐘𝐋𝐄𝐘

Me surpreendo com sua fala, penso em algo para retrucar, mas sua mão começa a subir por minha coxa. A ansiedade ataca a cada centímetro que ele fica próximo do meio das minhas pernas, quero que ele descubra que estou sem nada por baixo do vestido. Como se estivesse apenas esperando por ele.

—Duvido que não tenha mais torta na geladeira — digo, ofegante.

Jaden não responde. Apenas sorri com malícia enquanto desliza as mãos pelas laterais do meu corpo, em busca da minha calcinha, que não uso.

— Sem calcinha, Hayley?

— Sem nadinha, comandante — devolvo, com um sorriso de canto, carregado de desafio.

Os olhos de Jaden escurecem, tomados pela luxúria. Suas mãos descem, firmes, e puxam a parte de baixo do meu vestido para cima, embolando o tecido em minha cintura. Suas palmas se espalham por minhas coxas, primeiro uma, depois a outra, como se estivesse marcando território.

Em silêncio, ele separa minhas pernas com uma precisão cruel. O ar frio da cozinha toca minha pele exposta e sensível, me arrepiando pela milésima vez naquela noite. Meus olhos se fecham brevemente, a cabeça cai um pouco para trás, e todo o meu corpo pulsa em antecipação.

Os beijos começam devagar, traçando um caminho pelas minhas coxas até alcançarem minha virilha. Cada toque da boca dele é uma ameaça, uma promessa. Minha respiração falha. O tecido que ainda me cobre parece pesar toneladas sobre minha pele em chamas. Meus seios, ainda presos, estão duros, implorando por liberdade.

Solto um gemido contido quando sinto o calor da boca dele cada vez mais próximo da minha parte íntima.

— Jaden, por favor — imploro, sem conseguir manter o controle.

Ele para, apenas por um segundo. O olhar ergue-se para mim, cheio de diversão e domínio.

— Por favor, o quê? — pergunta, e seu hálito quente roça o interior da minha coxa, fazendo meu corpo inteiro estremecer.

Tão próximo. Tão insuportavelmente próximo.

Então, abro os olhos, cravo os meus nos dele, e sorrio com lentidão. O jogo virou. Minha voz sai rouca, mas firme, como uma sentença:

—Sei que te viciei. Mal começamos e você já tá se lambuzando com todo esse meu sabor.
Provou meu gosto... agora quero ver mudar. Outra igual, tão viciante como eu, quero ver você encontrar. Mais uma dose no seu sistema, pra te intoxicar... E, quando implorar por mais, eu vou te negar. 

O silêncio que segue pesa no ar. Jaden fica parado por um instante, o olhar escuro arde com uma intensidade quase cruel. Então, ele solta um sorriso sombrio, os dentes entreabertos, os olhos brilhando como se estivesse à beira de perder o controle.

— Você é fogo... — sua voz é um sussurro rouco, carregado de desejo e uma ameaça velada. — E eu... não sei se quero me queimar ou me afogar nesse inferno que você é.

Ele aperta minhas coxas com força (tanto que, provavelmente, ficarão com às marcas de sua mão), a respiração acelerada, e o brilho selvagem no olhar revela que o jogo acabou para ele, mas está longe de terminar para nós. 

Então, ele começa. Quando sua língua encosta em minha pele sensível meus quadris arqueiam em sua direção, estou pulsando por ele. Por conta do estímulo que eu tive no banheiro, parece que meu desejo se intensificou dez vezes mais. Dois dedos acariciam minha entrada logo antes de serem introduzidos em mim de forma violenta, Jaden se movimenta rápido e firmemente. Meu corpo quase ondula em seus dedos enquanto ele começa a beijar o pouco da minha barriga exposta.

𝐀𝐒𝐒𝐀𝐒𝐒𝐈𝐍𝐀 𝐕𝐄𝐑𝐌𝐄𝐋𝐇𝐀 | ʲᵃᵈᵉⁿ ʰᵒˢˢˡᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora