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𝐇𝐀𝐘𝐋𝐄𝐘

— Hayley, eu posso explicar.

Entramos na cozinha. Pego um copo e encho com água, bebendo como se isso pudesse acalmar a tempestade dentro de mim.

— Estou esperando — digo, fria.

— Eu e o Vinnie estávamos voltando e encontramos ela... nua, desmaiada no meio da estrada. Achamos que estava morta, mas ela respirava. Estava num estado deplorável, então a trouxemos. — Ela passa a mão na sobrancelha, visivelmente abalada. — Eu sei que você não confia nela, mas... ela foi espancada. Deus sabe o que mais aconteceu. Disse que tentaram enterrá-la viva. Ela conseguiu sair do buraco e andou até a estrada.

— Deixem-na na porta de uma delegacia. Eu não quero essa garota aqui. Já temos problemas demais. Mais um não cabe na lista.

A expressão de Hillary muda; sua boca se abre, surpresa com minha frieza. Termino a água e deixo o copo na pia. Quando começo a sair, sua voz me paralisa.

— Não é porque, na sua vez, ninguém ajudou que você vai deixar de ajudar agora. Hayley, ela está destruída...

— Caralho, você está se escutando? — viro com tudo para ela, inconformada.

— Se eu estou me escutando? Hayley, a garota foi espancada e, provavelmente, estuprada! Tentaram enterrá-la viva! Ela não confia em mais ninguém. Me deixa ajudá-la. Eu juro que a tiro do país assim que ela estiver melhor. Eu juro.

Fico em silêncio por alguns segundos, depois solto com rigidez:

— Te dou um mês.

Saio da cozinha, mas as palavras dela continuam martelando minha mente. Merda.

Paro diante da sala. A garota ainda está lá, tremendo e soluçando. O cabelo loiro está encardido de sujeira. Vinnie continua imóvel, olhando para o teto, ignorando tudo ao redor. Me aproximo por trás. Meus passos a fazem estremecer, e até Vinnie se move.

— Você já sabe o que fazer — digo a ele. Ele assente e sai da sala sem dizer nada.

A garota permanece estática, respirando com dificuldade. O medo escorre de cada poro dela. Contorno o sofá, parando de frente.

— Vamos. Você precisa de um banho — digo com firmeza.

Ela levanta os olhos para mim, marejados, e balança a cabeça em negação.

— Não vou encostar em você. Eu também já fui vítima. Acredite em mim.

Dou as costas e sigo para a escada. Logo atrás, ouço seus passos hesitantes me acompanhando. Levo-a até o quarto de hóspedes.

— Pode entrar. É uma suíte. Vou buscar roupas pra você enquanto toma banho.

Assim que ela entra, me afasto e vou até meu closet. Tenho peças suficientes; algumas roupas a menos não farão diferença. Pego moletons, calças, shorts e roupas íntimas ainda com etiqueta.

Ao retornar, Hillary está sentada na cama, esperando.

— Eu entrego pra ela — diz, levantando-se.

— Não precisa — respondo, batendo de leve na porta. — Separei algumas roupas. Vou deixar aqui dentro.

Ouço um "tudo bem" abafado. Abro a porta só o suficiente para deixar o pacote no chão. Fecho e me viro para Hillary, que me encara confusa.

— Pensei que não iria ajudá-la — comenta.

— Vim pela mata. Alguém estava me seguindo. Eu não confio nessa garota.

— E se for um dos caras que...?

— Eu não sei. Quando despistei um deles, ele ligou para alguém dizendo que me perdeu de vista.

— Você acha que pode ser o comandante? — ela murmura.

— Não faço ideia. Mas vou descobrir. — Passo as mãos no rosto, tentando respirar fundo. — Vou para o meu quarto. Tenho muita coisa para resolver amanhã.

Deixo o quarto, tentando acalmar a mente. A noite foi uma loucura. Quase transei com Jaden, deixei ele me ver vulnerável, fui perseguida e, agora, tem uma desconhecida na minha casa.

A roupa colada ao meu corpo está gelada. Ainda assim, não tremo. Me dispo rapidamente e entro no box, ligando a água quente. O choque térmico me faz estremecer de alívio. Passo o sabonete pela pele, tentando apagar a tensão.

Mas, de repente, estou de volta ao meu apartamento. As mãos dele percorrendo meu corpo. Minha mente voa até Jaden. Meu coração acelera. Ansiedade. Excitação.

Balanço a cabeça. Tento pensar em outra coisa. Mas a ideia do que poderia ter acontecido se eu não tivesse mentido... pulsa entre minhas pernas.

Solto um suspiro derrotado e deslizo a mão pela coxa. Meus dedos sobem lentamente até meus lábios íntimos. Um gemido fraco escapa quando alcanço o clitóris. Começo movimentos circulares. E então ele está lá. Jaden. Atrás de mim. Me prensando contra a parede, sua mão firme no meu pescoço enquanto me invade sem piedade.

Minha mão livre cobre minha boca, abafando o gemido que ecoa do fundo da garganta. O calor se acumula no ventre, meus seios endurecem sob o toque. A lembrança do seu olhar sombrio, da fumaça escapando de sua boca, me consome.

Ele quer me foder. E, por mais que eu lute ou negue, eu quero que ele me foda.

É mentira dizer que não sei como me sinto. Minha mente quer puni-lo. Mas meu corpo o deseja. Intensamente.

Imagino ele sentado na minha cama, esperando eu sair nua do banho. Me observando. Me puxando contra ele. Meus dedos escorregam entre minhas pernas, onde estou quente e dolorida, e imagino que sejam os dedos dele. Seus lábios mordendo meu pescoço.

Minha respiração falha. A dor se transforma em prazer. Meus músculos contraem. Um choque percorre todo meu corpo. Eu gozo. Os dedos dos pés se encolhem no chão molhado enquanto me apoio na parede, arfando.

Abro os olhos, atordoada. Meu coração parece prestes a explodir no peito.

Eu me masturbei pensando nele.
E o pior... é que gostei.

Oii gente, como vocês estão?

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Oii gente, como vocês estão?

Espeto que gostem, fiquei anos tentando entender o que fazer mas agora peguei o embalo dnv 🙌

Não sei se alguém aqui conhece Attack on titan, mas eu chorei muito na morte da Hange, juro

À partir de agora vai começar a ficar emocionante

𝐀𝐒𝐒𝐀𝐒𝐒𝐈𝐍𝐀 𝐕𝐄𝐑𝐌𝐄𝐋𝐇𝐀 | ʲᵃᵈᵉⁿ ʰᵒˢˢˡᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora