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𝐉𝐀𝐃𝐄𝐍

Meu turno acabou a uma hora atrás, estou em frente ao prédio de Lana mas algo dentro de mim quer sair daqui e ir para casa, mas outra parte quer ir até o apartamento dela.

Suspiro jogando a cabeça para trás olhando para o teto do carro, pensando se isso realmente é uma boa escolha.

Sem deixar que minha mente me prenda, saio do carro fechando a porta e travando em seguida, caminho para o outro lado da rua em direção ao prédio. Meu telefone toca na minha mão e eu paro de andar quando vejo um número desconhecido.

Com leve receio, atendo levando o celular até minha orelha, a pessoa do outro lado da linha demora a falar, eu penso em desligar até que a pessoa diz:

—Jaden? — a voz me faz paralisar. — É você?

—Cooper....— minha voz sai como um suspiro.

Em passos largos eu começo a voltar para o carro.

—Onde você tá? — digo de imediato. — Você está bem? Porra fala alguma coisa. — ouço um soluço do outro lado e eu paro me curvando sobre a porta do carro.

—Eu tô legal.... Você pode vir me buscar no aeroporto? — pergunta e eu apenas digo que estou indo.

Jogo o celular no banco do carona pulando para dentro fechando a porta, piso o pé no acelerador indo seguindo caminho para o aeroporto.

Faz seis anos desde que eu não o vejo, Cooper saiu de casa aos dezesseis anos, nunca soube para onde ele foi, a notícia nunca chegou até minha mãe pois sempre disse que ele estava sob meus cuidados. Aos poucos eu tive que aceitar. Nunca achei que meu irmão votaria até agora.

Pulo para fora do carro tracando tão rápido que mal consigo acompanhar meus movimentos, corro para dentro do aeroporto procurando pela figura escrita de meu pai. Diferente de mim Cooper e a cópia escrita dele, os cabelos e olhos escuro e eu sou o completo oposto, nasci com cabelo claro que hoje em dia é tingido por preto e os olhos azuis assim como minha mãe.

De longe eu vejo meu irmão encostado em um parede de cabeça baixa, está apenas com uma mochila. Eu caminho até ele em passos largos e o tomo em um abraço assim que chego perto o suficiente. Cooper retribui o abraço mesmo que não tenha visto meu rosto.

Dou leves batidas em suas costas o afastando segurando-o pelo ombro ainda sem acreditar.

—Por onde você esteve esse tempo todo?

—Calma J, temos muito tempo agora. — diz rindo.

—Tsc, vamos embora tampinha, temos muito o que conversar. — faço um estralo com língua antes de falar e levar minha mão até seu cabelo bagunçado os fios.

Caminhamos para fora indo para meu carro, brincando e fazendo palhaçadas durante o pequeno percurso. Ele entra pondo o cinto e eu faço o mesmo começando a dirigir.

—Você tem lugar pra ficar?

—Não. — diz coçando a cabeça.

—Olha, as coisas estão difíceis por aqui, não sei se andou vendo jornal mas tem uma serial killer a solta e pelo que tudo indica ela quer foder minha vida. — falo e na mesma hora o garoto vira pra mim com tudo.

𝐀𝐒𝐒𝐀𝐒𝐒𝐈𝐍𝐀 𝐕𝐄𝐑𝐌𝐄𝐋𝐇𝐀 | ʲᵃᵈᵉⁿ ʰᵒˢˢˡᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora