Eu sinto o ódio correndo em minhas veias ansiando por vingança, por seis anos eu planejei cada passo meu, cada morte, cada jogada. Jaden Hossler acabou com a minha vida, e agora é a minha vez de acabar com a dele.
"O inferno está cada dia mais pró...
⚠️: se quiserem ouvir alguma música enquanto leem, indico essas aqui 👆🏼👆🏼
agora sim: boa leitura 📖
com carinho, autora ❤️
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HAYLEY
O silêncio entre nós tem sido mais alto que qualquer grito.
Mas, dessa vez, ele não pesa. Ele pulsa.
Não sei explicar quando exatamente as coisas começaram a mudar entre nós. Talvez tenha sido naquela noite em que ele não me tocou. Ou no dia seguinte, quando ficou ao meu lado em silêncio, apenas me observando como se estivesse aprendendo a me decifrar.
Ou talvez tenha sido em mim que algo se partiu. E, ao mesmo tempo... se reconstruiu.
Jaden tem sido diferente. Ainda é intenso, possessivo, algo que ele sempre será, mas agora há algo novo em seu olhar. Um cuidado que me desarma. Uma presença que não sufoca, apenas protege.
E eu...
Eu não deveria estar sentindo isso.
Mas quando ele passa por mim, como fez hoje cedo, e roça os dedos nos meus ombros com uma gentileza quase tímida... meu corpo arde. Me trai.
Não posso mais fingir que não noto. Que não me importo.
Passei a tarde no jardim, lendo e fingindo que estava imersa na história. Mas meus olhos, mesmo em meio às palavras, buscavam o som dos passos dele. O ranger da porta. O perfume amadeirado que invade o ar quando ele se aproxima.
À noite, fui para o quarto. Já acostumada ao recente padrão: ele chega tarde, sem dizer muito. Mas, desta vez, chegou cedo.
Abro os olhos quando ouço a porta se abrir. Vejo-o entrar vestindo uma regata preta, calça jeans cinza, cabelos levemente molhados, e o rosto cansado, mas com algo de vulnerável. Algo que nunca pensei ver ali.
Ele para ao lado da cama. Me observa em silêncio por alguns segundos que parecem horas.
— Você não tem ideia do que está fazendo comigo, tem? — pergunta baixo.
Viro o rosto, evitando aquele olhar. — Se eu tiver... prefiro não admitir.
Ele se aproxima. Devagar. Como se temesse me assustar.
— Sonhei com você ontem. — A voz dele sai mais rouca. — Você me deixava. Eu te procurava em todos os lugares, mas só encontrava o vazio.
Meus dedos se apertam contra o lençol. Ele sonha comigo. Isso não devia me afetar como está afetando. Mas... afeta.