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ARTHUR NARRANDO:

Eu sentia tanta falta desse beijo, do seu corpo perto do meu. Eu sentia tanta falta dela. Meu Deus, como eu amo essa mulher.

Lhe beijo como se fosse a última coisa que eu fizesse na vida, mas aos poucos, sinto a Larissa ficando cada vez mais sem forças em meus braços e quando vejo a mesma desmaiou.

Pego ela em meu colo e chamo o Matheus que estava com as meninas na lanchonete assistindo tudo. Os três vieram correndo ver o que tinha acontecido.

— Ai meu Deus, o que houve? — Jessica pergunta.

— Ela desmaiou! — digo nervoso.

— Não me diga. — Matheus diz irónico.

— Vamos levar ela de volta ao hospital. —Mariana diz nervosa.

— NÃO! — digo rapidamente fazendo todos me olhar — O último lugar em que cogitei levar ela! Se voltarmos para o hospital os pais dela vão nos querer longe e depois desse beijo eu percebi que não posso ficar um segundo a mais longe dela.

— A saúde dela em primeiro lugar! — Matheus me repreende.

— Eu sei, por isso, vamos levar ela para o morro e você liga para o André! — digo.

— Mais e o bebê? Ele ainda está la e se seu Luiz fizer algo com ele? — Jéssica pergunta preocupada.

Suspiro pesadamente.

— Eu vou ficar aqui no hospital fingindo que não sei de nada! — ela continua falando.

— Valeu. — agradeço.

— Não precisa me agradecer, estamos todos juntos nessa!

— Então bora — Matheus diz dando um beijo na Jéssica e indo em direção ao carro.

20 minutos depois estamos subindo o morro. Larissa continua desacordada e eu ja estou ficando preocupado. Decidimos levar ela para a casa do Matheus pois tenho medo de quando ela acordar se assustar se tiver em nossa casa.

— Vai dar tudo certo Thur...— Mariana diz.

— Eu sei... — suspiro.

— Então levanta a porra dessa cabeça caralho! Nem parece aquele homem forte que dona Ana criou! — ela briga comigo.

— Eu só to cansado... disso tudo.

— Olha...

— So quero saber quando vamos poder viver em paz? De boa, sabe? —  digo lhe interrompendo.

— Mano, você é meu braço direito nesse bagulho e quer que as coisas sejam em paz? — Matheus pergunta.

— Matheus tem razão! A vida que vocês escolheram é essa... sempre uma roda gigante...

— Eu não tive escolha... — ele suspira.

Realmente! Matheus nunca quis assumir essa responsabilidade, mas ele estava predestinado a isso! Seu pai era o dono e deixou ele como herdeiro... não tinha como ser diferente... Agora, eu, entrei nisso porque não queria deixar meu melhor amigo nessa sozinho...

Depois que te conheciHistórias para pegar e não largar. Descubra agora